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Parte
4: A evolução
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Com o aumento da população
no arquipélago, um grave problema se apresentou: com pouca
terra cultivável, tornava-se urgente incrementar a renda
dos habitantes pois que alimentos, roupas, etc., precisavam ser
comprados na ilha mãe (Irlanda). Já em 1891 o governo
local percebeu que a mão de obra local, habituada ao tricô
manual, poderia ser uma fonte de renda para a população.
Incentivou o desenvolvimento da indústria do tricô
artesanal instituindo AULAS à população local;
e os homens passaram a ensinar seu tricô às mulheres
que, como permaneciam na ilha, tinham mais tempo disponível
para o tricô. Isso acabou resultando numa "indústria"
considerável e o tricô produzido em Aran era exportado
para a Irlanda, onde ganhou fama e propiciou bons rendimentos à
população.
Bem ao início do século
XX, anos 1910-1915, registrou-se que na localidade de Dooagh a senhorita
Eva O'Flaherty iniciou uma indústria de tricô usando
MÁQUINAS DE TRICÔ e teve, logo, a colaboração
de pessoas experientes no tricô local e adquirira uma clientela
expressiva por toda a Irlanda.
A ilha sobrevive, atualmente
também, da venda de seus famosos suéteres, mas estes
são tecidos à máquina e não seguem o
tradicional formato circular, o que não lhes tira, sem nenhuma
dúvida, a beleza dos desenhos.
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Note
que as peças são tecidas na modelagem raglan.
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Casaco magnífico, do mais tradicional
tricô irlandês.
Note os bolsos.
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Os "diamantes" são texturas
muito comuns no tricô de Aran e aplicam-se a todo
tipo de peça; aqui no gorro, no cachecol.
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Observe a riqueza dos pontos utilizados.
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