TRICOCURSOS - Tricô a Máquina TRICOCURSOS - Tricô a Máquina

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O CÉREBRO

Não há quem não lembre do tempo em que, ainda criança, gastávamos horas para aprendermos, com as mãozinhas trêmulas, a desenhar as primeiras letras. Eram linhas intermináveis do mesmo aaaaaaaa e, com esforço, paciência e capricho, a "tia" orientava nossas repetições e estimulava a correção do movimento.

Os atletas, sejam iniciantes ou de alto rendimento, não praticam apenas nos grandes eventos que a TV generosamente exibe. Também com esforço, paciência e capricho, seus treinadores orientam intermináveis repetições de movimentos, jogadas, técnicas.


É claro que um atleta, e a criança, já conhecem visualmente o movimento correto. Mas é preciso treinar, repetir, treinar e treinar para....... para que mesmo?

caligrafia

Por que acima de nós, acima do que pensamos saber, há algo que precisamos treinar à perfeição: nosso cérebro. É ele que comanda a perfeição do movimento do nadador, a visão do jogador de vôlei, basquete ou futebol, a destreza da mão infantil.

 

É ele também que comanda o movimento da SUA mão ao arrematar o tricô que você quer retirar da máquina.

É ele que comanda a sua mão esquerda ou a sua mão direita quando precisar fazer as diminuições de uma cava, gancho ou decote naquele maldito "outro lado" da sua facilidade.


Depois de todos os contorcionismos, de todas as tentativas de inventar jeitos e posições, a resposta pode aparecer logo após um imenso suspiro de resignação: T-R-E-I-N-O.

E ainda "ginasticando" podemos perceber, arremate após arremate, que vamos do péssimo ao ruim, ao razoável, a menos contorções, ao bom e, de repente, nosso cérebro consegue nos presentear um arremate perfeito, igual na cava direita ao da esquerda.


TREINO é o grande segredo da perfeição; e você é a prova disso: lembra de suas primeiras letras? De suas primeiras continhas? Da tabuada que você REPETIU em voz alta tantas vezes quantas foram as necessárias para que o seu cérebro decorasse tudo? Do primeiro arroz que virou sopa (ou torrada)? De quando aprendeu a andar de bicicleta? E nadar, então? Quanto precisou treinar?????

 

Aprender significa muito mais do que conhecer. Quer um exemplo? Por simples observação imaginamos saber como se dirige um automóvel. Mas observe um inexperiente ao volante (está bem, está bem....existem muitos por aí...); pense então na pessoa que pela primeira vez fica ao volante (achando que sabe dirigir).........

 

flings


Retirem os postes! Alarguem as estradas! Certo?

 

Do motorista exigimos conhecimento, competência, segurança, mas, para isso, ele precisa de.... TREINO.

 

E no tricô? Muitas pessoas pensam que vão estalar os dedos, ligar um POWER na máquina de tricô e sair produzindo roupas ma-ra-vi-lho-sas. Olham uma tricoteira fazer um arremate perfeito, acham fácil e correm para casa, absolutamente "prontas" para a facilidade das receitas prontas, das revistas empilhadas, das esperanças floridas.


Como se o tricô (seja o tricô manual ou o tricô a máquina) não exigisse, como tudo na vida, que o cérebro seja levado à perfeição através do TREINO. Sem isso sobram desânimo, cansaço, desilução, desculpas para guardar a máquina e enterrar sonhos.

 

Por você, lembre-se sempre que treinar é conhecer, fazer, errar, repetir, corrigir, refazer, observar, descobrir, repetir, entender, repetir, treinar, treinar, treinar... o cérebro.

Não diga, nem a você mesma, que você é o único ser humano que não precisa disso; todas as pessoas bem sucedidas precisam!

 

Se você tem uma máquina de tricô e não tem conhecimentos, segurança ou criatividade que lhe permitam ser uma tricoteira completa, ajude seu cérebro entendendo que você precisa conhecer, aprender, treinar, treinar e treinar ainda mais.


A nós, que ensinamos as técnicas, as dicas e os procedimentos, cabe ensinar, detalhar muito e estimular o seu treinamento. Tal qual a professorinha da nossa infância, queremos que você faça seu cérebro assumir CORRETAMENTE o comando para que o seu tricô seja bem planejado, bem feito e um orgulho para a sua própria autoestima.



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Nossa homenagem

É muito comum que as pessoas se assustem quando uma atividade ou equipamento tenha excesso de recursos. Computadores sofisticados (quando mal sabemos usar o e-mail), telefones cheios de tecnologia (quando queremos apenas poder telefonar), automóveis que até falam (quando queremos apenas mobilidade segura), microondas cheios de ajustes (quando precisamos apenas das teclas DESCONGELAR e +1 MINUTO), etc.

Quando as máquinas de tricô eletrônicas, computadorizadas, surgiram, cheias de recursos e possibilidades, encontraram um mercado que não precisava de tanto.

As tricoteiras queriam, e ainda querem, apenas tricotar. Tanto que as máquinas de tricô domésticas, ainda produzidas no mundo, são destinadas justamente a quem quer desfrutar do prazer de criar, de tricotar com arte, simplicidade, resultados.

 

Resultados que não precisam ser necessariamente financeiros: um bom resultado é uma roupa prática, simples, bonita, elegante, gostosa, que alegre a quem vai usá-la, que acarinhe e aqueça a quem queremos proteger.

A qualquer tempo o resultado financeiro é interessante, sim, e tricotar como forma de obter uma renda adicional é mais um grande motivo para que o tricô seja prático, simples, fácil.

 

Assim pensamos o tricô; e é nesse sentido que focamos o nosso trabalho. A tricoteira que tenha a mais simples das máquinas tem todo o direito de poder tricotar com prazer, com criatividade, com resultados ótimos.

 

Não é o fato de uma máquina de tricô não trabalhar com cartelas que fará uma tricoteira produzir roupas menos elegantes/bonitas/práticas ou bem feitas. Tudo está no conhecimento das técnicas, no amor com que o tricô é feito e na criatividade.

vestido

Foi pensando nas tricoteiras que usam máquinas simples, nas que usam máquinas antigas, nas que usam máquinas novas mas não tenham frontura e até nas que tem "tudo" (máquina, frontura, carro de verão, etc) mas querem leveza e simplicidade, que planejamos uma PRIMAVERA/VERÃO que use um tricô prático, fácil e bonito.

A partir de modelagens básicas, sem o uso de frontura ou de cartelas, muito menos de carro de verão, pensamos no que o clima pede: fendas, shorts, bermudas, vestidos e saias comportadas.

 

Técnicas, modelagens e roupas que ensinamos no nosso curso, é claro. Mas o que mais vale aqui, para inspirar a todas as tricoteiras que gostam ou precisam usar recursos básicos, é mostrar que se pode, a partir de uma modelagem básica, criar peças diferentes, adaptadas ao dia a dia.

 

conjunto

 

Podemos dizer, portanto, que esta é uma homenagem às tricoteiras que batalham sobre máquinas sem muitos recursos, sobre montanhas de vontade e abismos de dificuldades.

 

Nós partilhamos do desafio imposto pela limitação da máquina, do gasto em fio, do tempo curto que pede acabamentos práticos e rápidos. Verão pede malha leve, produzir roupas de verão básicas e úteis, bonitas e práticas, simples e até charmosas.

 

É verdade que muitas máquinas tem recursos ótimos mas raríssimas tricoteiras fazem uso pleno desses recursos.

 

Não que isso seja difícil, mas na verdade, pensando do ponto de vista comercial (vender tricô), do produtivo (mão de obra durante a confecção, trabalho de acabamento) e do custo básico (consumo de fio), muitos desses recursos são dispensáveis.

 

Portanto, seja lá que máquina de tricô você tiver, mesmo que ela permita tecer apenas o ponto básico da máquina (ponto meia, que chamamos também de LISO), você pode fazer roupas práticas, diferentes, deliciosamente fresquinhas, exclusivas

 

Tricote. O tricô é instrumento de realização, de prazer, de criatividade, de admiração, de aperfeiçoamento.



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Rejuvenescimento

Quando o tricô nasceu, e lá se vão alguns séculos, era uma obrigação das esposas que, com ele, protegiam seus maridos nas grandes missões de pesca em mares gelados,  em caçadas nas regiões mais-que-frias e na agricultura em locais altos, de ventanias congelantes. E as esposas, também mães, protegiam seus rebentos e todos que formavam a família pois disso dependia o sucesso da economia doméstica: filhos ajudam na colheita, na pescaria, etc.

 

E as mães viraram avós que foram ensinando as novas gerações; essas aperfeiçoavam as técnicas mas sempre coube a elas a tarefa de vestir e agasalhar a família.

 

tricoteiras

 

Disso surgiu a ideia de que o tricô era coisa de mulher, de mães, de avós.Os tempos mudaram mas a modernidade não chegou à mente dos que não se livraram do preconceito môfo (pré conceito) e continuaram a olhar o tricô como atividade própria da maturidade e da terceira idade. Até hoje vemos na TV (especialmente aos domingos...), comentários, em tom gozador, que usam chavões do tipo "já na idade de fazer tricô" ou "fica em casa fazendo tricô", etc.


Algumas matérias da imprensa ressaltam a vitalidade de algumas idosas que "já não ficam mais fazendo tricô" e vão aprender informática, por exemplo.

 

Tudo isso demonstra quão antigas e desinformadas são essas pessoas com relação a uma atividade, e uma arte, de enorme amplitude comercial e social.

 

Como se as tricoteiras de hoje não fossem ótimas micreiras, profissionais competentíssimas (médicas, advogadas, engenheiras, juízas, mães, operárias, jornalistas, etc) e jovens conscientes que estudam e buscam seu lugar ao sol em todas as áreas.

 

Mas o tempo é senhor da verdade, sempre. Num movimento mundial que ganhou força com a adesão de celebridades da arte, da música, do cinema, etc., e a força de milhões de tricoteiras espalhadas pelo planeta, o tricô rejuvenesceu:

os jovens, e cada vez mais jovens, estão entendendo que a criatividade precisa ser alimentada e trabalhada; e que um ótimo método para isso é justamente o tricô.

 

jovens

 

Sim, o tricô manual que seja, mas tricô é arte em todas as suas formas artesanais.

 

Quem faz do tricô à máquina uma forma de criar, buscar a exclusividade, o diferente ou o único, exerce o lado inteligente dessa atividade.

 

A grande maioria são mulheres, mas também existem homens que amam a técnica.  E daí? Foram os homens que tricotavam nas primeiras máquinas de tricô construidas. (veja a respeito em Sobre o Tricô a história da máquina....)

 

Homem pode fazer tricô e mulher pode trocar pneu, sim; e isso independe da idade ou do sexo; depende de dom, de saber, de fazer com prazer.

Está aí uma nova geração se apaixonando pelo tricô e calando os preconceituosos.

 

Aos jovens digo que sim, tricotem pelo motivo que lhes parecer mais atraente: prazer, relax, criatividade, distração, etc.
Às pessoas maduras digo que tricotem, sim, pelos mesmos motivos +  se sentir útil, capaz, agasalhar a família, os amigos, ganhar um dinheirinho a mais, etc.

 

Quem ainda acha que o tricô continua coisa da terceira idade, precisa se reciclar urgentemente para não sair aos quatro ventos, e na televisão, dizendo bobagens preconceituosas, incorretas e tão antiquadas.

 

Aliás, uma pena que essas pessoas tenham tanta dificuldade para modernizar o pensamento.

 

O tricô já rejuvenesceu, está aí nas mãos de gente linda, alegre, jovem e inteligente.



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Felicidade

A ideia de que não vivemos sem sonhos, objetivos e desejos, é verdadeira. E existe algo que une fortemente esses 3 itens: a busca pela felicidade. Sonhamos ser felizes, fazemos tudo para isso, desejamos ardentemente a felicidade plena.

 

Assim é o tricô nosso de cada dia: sonhamos produzir roupas lindas, objetivamos fazer "de tudo" na máquina e desejamos vender bem, ter total realização nessa atividade.

 

Tanto no tricô como na vida, é preciso planejamento, dedicação e persistência para que nossas ações causem o sucesso e a realização dos nossos objetivos.

 

Aprender é a palavra chave para isso.

 

aprender

 

Aprendemos a falar, a andar, a comer, a ler, a escrever, a amar, a obedecer, a comandar, a partilhar, a tricotar.

Sem aprender não conquistamos, não adquirimos, não realizamos nada.

 

Aprender envolve vontade, querer, buscar. Professoras exercem técnicas para estimular a vontade de aprender das crianças; os jovens querem boas oportunidades e buscam se aperfeiçoar, melhorar e progredir nos estudos

 

E o tricô? Queremos saber, nos aperfeiçoar e progredir nessa atividade; por que algumas pessoas acham que receber pedaços de conhecimento, sobras da experiência alheia ou meias palavras de "bondade" de conhecidas do ramo hão de construir o prazer de fazermos roupas impecáveis, daquelas que satisfazem nossos sonhos?


Por acaso existe a "meia felicidade"?

E quem há de querer um "meio médico" no momento da dor?

E quem acredita que esteja "meio grávida"?

estudar

O tricô à máquina é fonte de satisfação pessoal das mais estimulantes. Incomparável é a alegria de vermos uma roupa pronta, equivalente às dos nossos sonhos, saída da nossa criatividade, das nossas mãos, do nosso conhecimento.

 

É felicidade da mais pura vestirmos desse carinho os nossos filhos, netos, amigos e, claro, as clientes satisfeitas.É compensador sabermos que o lucro do nosso trabalho resultou da satisfação com que nossas clientes sairam usando o que tecemos. Enche a alma de alegria o comentário da filha, do marido, do neto, da amiga ou da cliente "que blusa linda!''. Realização, alegria, felicidade.

 

Você sonha fazer um tricô bonito, objetiva ter lucro com ele, deseja ser uma grande tricoteira? Una esses 3 itens e saia em busca do conhecimento.

Fazer tricô com bom conhecimento (seja onde for que o adquira) é motivo de realização, de orgulho, de reconhecimento e de uma felicidade pessoal que talvez só as pessoas que amam o tricô, e sabem fazê-lo, conseguem definir.


Não pense que o sucesso cai no colo de quem não se prepara para ele.

Não pense que um sapo vira príncipe e não imagine que sua máquina de tricô tem um botão mágico para que a roupa saia pronta, linda e igual a das vitrines. Prepare-se para tornar o seu tricô fonte de alegria e de sucesso.

Preparar-se para a vida ou para o tricô significa estudar, pesquisar, aprender, exercitar, vencer seus medos, esclarecer dúvidas, saber.

É assim, e só assim, que conseguiremos, na vida e no tricô, realizar nossos sonhos, objetivos e desejos de felicidade.



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Sonho e realidade

Há uma tendência natural a sermos, todos, sonhadores. A riqueza faz parte dos sonhos, estimulada no dia a dia pela publicidade, pela loteria, pelos inúmeros sorteios que proliferam em anúncios de TV.

 

dinheiro


Pode-se não saber como ganhar (muito dinheiro), mas certamente todos somos especialistas em gastar. Nossos sonhos, alimentados pela beleza das paisagens longínquas, já nos remete a locais paradisíacos quando pensamos em liberdade de gastos.


Isso é bom, mas pode trazer uma noção equivocada do que vale a pena fazer e ganhar. Enquanto uns olham até com certa piedade a quem sobreviva de vender cafezinhos a R$ 2,50 cada, outros, justamente os que vivem de pequenos lucros, vivem bem e realizam pequenos grandes sonhos: a escola dos filhos, a casa própria, etc..


Há quem tenha atividades onde poderiam receber R$ 20,00 ou R$ 30,00 ou R$ 50,00 por cada produto ou serviço mas acham que isso não é remuneração para “uma pessoa como eu”. Como acabam não fazendo nada (porque não encontram uma atividade à sua altura), ficam sem remuneração alguma. Acontece muito... no tricô!

 

Acredite: é MUITO COMUM encontrar mulheres cuja máquina de tricô não lhes dá renda alguma; e não é porque não queiram ou não precisem.
“Não vou trabalhar para vender um par de meias por R$ 12,00”.
“Não vou tecer uma blusa e receber só R$ 60,00”.

Em que planeta vivem? Que noção de custos e de lucros tem essas pessoas?

 

Considerando o custo do fio (principalmente), receber R$ 60,00 e ter gasto apenas R$12,00 em fio não permite que se diga que não vale a pena produzir a roupa.

cafezinho

Ninguém vive de vender um único cafezinho a R$ 2,50 ou uma só blusa a R$ 40,00. É preciso gerar movimento, fazer o melhor cafezinho para atrair clientes e vender muitos, muitos cafés; é preciso fazer o seu tricô agradar, ser mais que bonito: deve ser diferente, bom, atraente.

 

O diferente é uma das chaves do sucesso. E só se poder fazer um trabalho diferente se conhecermos bem o que fazemos, se soubermos fazer mais do que apenas tecer. É preciso criar detalhes diferentes, acabamentos inusitados, combinações de cores e de técnica... diferentes. As pessoas querem roupas únicas, especiais, lindas.  Ou o que não existe em “outro lugar” como pijamas e ceroulas em lã, meias calça personalizadas, fuzôs diferenciadas (com tranças, canelados especiais, rendado) mas em lã.  Ou peças com bordados especiais (pedras, tachas, lantejoulas, lurex, vidrilhos).

 

A máquina fechada não vai gerar lucro nem de uma, nem de 20 blusas. Muito menos o de 40, 50,  60 ou 80 peças vendidas. Muito menos ainda o prazer de roupas especiais feitas para você e para os seus.


Caia na real. Tricotar é lucrativo sim, vale a pena vender por preços competitivos, vale a pena um tricô criativo, diferente, caprichado. O mercado tem dono sim; ele sempre será  justamente desses, dos que sabem fazer aquilo que o mercado gosta ou precisa. Dão, ao que ganham, a real importância que todo lucro merece.

Você pode, e deve, ser uma dessas pessoas.



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