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EDITORIAIS - arquivo 2
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Quando
a Oportunidade faz a chamada geral, só quem se fizer
presente passa de ano com bons lucros no "boletim"
da sua atividade.
Pois
a Oportunidade está chamando VOCÊ. Todos começam
a pensar nos presentes de Natal e você precisa pensar
como uma séria e forte concorrente ao título de
"fornecedora natalina". Como? O que as grandes empresas
fazem a partir de agora? Vejamos:
1)
PUBLICIDADE: enchem vitrines do que têm de melhor e mais
bonito. A idéia é ganhar o consumidor pelo olho,
dar a ele a idéia do que comprar.
E como você poderia fazer isso, já que você
não tem vitrines? Mostrando as coisas que você
pode fazer! Se você conhece suas clientes, do que gostam,
suas cores preferidas, mostre a elas o que poderia ser perfeito
para presentear a irmã, a mãe, a afilhada, etc;
valorize a exclusividade para aquela mulher mais fashion, mais
sofisticada..... Leve cartões com seu nome e telefone
e sugira: "se precisar de um presente especial, ligue."
Às
clientes para as quais seja impossível mostrar o seu
trabalho, telefone. Avise que você pode fornecer peças
especiais para presentes, adequadas a jovens, senhoras e pessoas
de idade. Claro, não esqueça da vovó! Lembre
que o tricô é um ótimo presente sempre;
é certeza de agradar num presente útil, único,
exclusivo, bonito, barato.
2) CRIATIVIDADE: as empresas pagam fortunas para que seus produtos
sejam diferentes, chamativos, bonitos, atraentes, práticos,
irresistíveis. Algumas empresas mantém equipes
de profissionais (como estilistas, por exemplo) só para
isso. VOCÊ tem a inacreditável vantagem de poder
produzir peças únicas, personalíssimas,
exclusivíssimas. Coloque sua criatividade na academia
do bom gosto e produza peças com um toque especial: pequenos
bordados com lantejoulas (atualíssimas), aplicação
de pequenas flores (de crochê, super atuais), cordinhas
com contas de madeira, pequenos pom-pons estrategicamente pendurados.
Um simples short terá outro ar se você aplicar,
na bainha da perna, duas pequenas flores coloridas. CRIE, adicione
criatividade a cada peça produzida!
3)
MOTIVAÇÃO: a publicidade enche os ouvidos com
as músicas natalinas, com enfeites brilhantes, com cores
como verde/vermelho e branco. O Natal é a grande alavanca,
é o motivo a que todos comprem. Crie pequenos enfeites
de Natal e adicione-os às suas peças: se a sua
cliente comprar uma blusa que será presente para a cunhada
ou para a mãe, junto estará uma meinha do papai
Noel, ou pom-pons, tecidos em verde/vemelho/branco, graciosamente
amarrados ao presente com fiozinhos dourados. Crie pequenos
saquinhos de tricô que sejam "envelopes" para
o cartão que acompanhará o presente. Lembre-se
que a cliente pode decidir-se pelo presente em função
dessa motivação que você adicionou ao produto!
4)
EMBALAGEM: ao final do ano muitas lojas fazem da embalagem um
trunfo de vendas. Você pode criar embalagens super especiais
para os produtos que você vende! Imagine um par de meias
rendadas, lindíssimas, dentro de um saquinho de papai
Noel (vermelho, em tricô)! Um short pode ser enrolado
dentro de um "lenço" de tricô listrado,
amarrado por dois cordões que darão ao pacote
o formato de uma bala ou um bombom! Um saquinho de tricô
pode abrigar uma blusa, um conjunto, um twin-set.
Enfim, suas embalagens podem ser tão especiais quanto
os presentes que elas conterão.
Use
as imensas vantagens que você tem e participe do mercado
de presentes. É claro que precisa se programar, refazer
estoques de fios como os vermelhos, verdes e brancos, os de
verão para tecer presentes atuais, nas cores da moda.
Prepare-se, pois. O que você não deve é
desperdiçar essa imensa oportunidade de faturamento,
de criação ou ampliação do seu mercado.
Quem
sabe o SEU Papai Noel não descubra um jeito especial
de presentear VOCÊ? Uma frontura, um transportador automático
de pontos, um enrolador elétrico para cones, um curso
(podemos ajudar nisso....) ou uns 10 cones de fios? Ou ainda...
uma máquina de tricô? Se você ainda não
tiver uma, não seria o melhor presente do mundo?
De todas as formas, tricô é um ótimo presente!
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Se
o inverno da moda "já foi", algumas pessoas
poderiam pensar que a máquina de tricô também
vai.... para a caixa (em cima do armário ou debaixo da
cama). Claro, e a sua renda extra vai, também, para o
beleléu....
Justamente
quando estamos indo para a época de maiores gastos? E
vem o fim do ano, férias (da garotada), viagens, matrículas,
etc., etc.. Quem pode dispensar um rendimento tão importante
quanto o que o tricô pode dar?
Como jogar fora a possibilidade de fornecer blusinhas, shorts,
saias, bolsas, tops, bermudas, batas, etc? Se no inverno você
leva horas e horas para tecer uma blusa, no verão você
pode tecer tops, tomara-que-caia e shorts, todos num mesmo dia.
Logo, não é difícil ter um rendimento bastante
semelhante ao que o inverno costuma dar.
Se uma blusa de inverno consome 300 ou 350 gramas de fio, com
esse mesmo peso você tece pelo menos DUAS peças
leves de verão. Portanto, não argumente que o
preço de uma blusinha é menor; o consumo de matéria
prima é menor, o tempo de confecção é
menor também, o acabamento é menos exigente. Portanto,
nada mais justo que custe menos para a sua cliente. Mas a sua
lucratividade não precisa ser menor por isso.
E
o mercado? Se no inverno você argumenta com o frio, de
agora em diante você tem a moda, o Natal, as férias,
a praia, a praticidade das roupas de linha! É pouco?
Que tal pensar no seu lucro, que é o melhor de todos
os motivos???? Sim, pense no seu lucro!
Retire
os pêlos do inverno que ainda estejam soltos por cima
da sua máquina, mude a ordem dos fios nas prateleiras,
(inverno para trás, verão para frente), revise
as dicas para o tricô de verão, planeje os modelos
que quer tecer, organize seu estoque de fios, confira as cores
da moda e reponha as que faltem no seu estoque.
Com todo esse combustível pronto, passe à parte
prática e tricote! A sua máquina pode; a moda
verão está maravilhosa para o tricô. Anime-se!
A primavera está aí para colorir a vida e a natureza.
Faça a sua parte: ajude a colorir a moda!
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O
ser humano nasceu artesão. Fez as primeiras ferramentas,
criou os primeiros mecanismos, as primeiras máquinas,
os complexos equipamentos; dessa evolução nasceu
a indústria.
O tricô, antes tecido ponto a ponto por dedicadas esposas
e filhas, passou a vir pronto, das vitrines para dentro das
nossas vidas.
Talvez tenham sido os hippies os primeiros a reagir contra a
uniformização da humanidade. Eles
acrescentavam pontos, detalhes, flores, recortes, bordados,
desenhos, dando personalidade à sua roupa. Foram os precursores
da customização.
Hoje
a moda está, novamente, voltando às suas origens.
Por que?
Por
que as pessoas cansaram dos uniformes e da padronização!
Todas querem ressaltar seu estilo e diferenciar a roupa, porque
somos, todos, diferentes na personalidade. E aquele tricô
industrial e sem graça está cedendo espaço
ao que é produzido com exclusividade, com criatividade,
com um toque de produção artesanal.
Não
é a toa que a moda verão 2006 terá um forte
toque hippie. Todo o natural, da palha às flores artesanais,
será moda. A moda está se rendendo à arte;
a produtividade está se rendendo ao bom gosto e à
exclusividade.
É
claro que o seu tricô pertence ao rol valorizado do artesanato.
Você faz uma roupa única, exclusiva; você,
que usa sua máquina com arte, que faz do seu tricô
a expressão do bom gosto, que faz da sua atividade uma
demonstração de criatividade, com toda certeza
está num momento de glória. Tricote muito, crie,
ouse, faça em todas as estações do ano
momentos de bom faturamento, de importantes lucros.
Prepare-se para criar um tricô colorido e alegre para
o verão; bordados, vidrilhos, flores, cores; o verão
será comportado, alegre, de muito e de todo artesanato.
Não poderia ser melhor! É a moda se rendendo ao
que toda boa tricoteira tem de sobra: criatividade, imaginação,
bom gosto, exclusividade.
Se
você não tricota ainda, esse pode ser o momento
ideal para você ter sua máquina. Porque o tricô
a máquina é bom assim, quando se pode fazê-lo
como uma ocupação valorizada, como uma atividade
que nos realize.
Nenhuma grande malharia pode oferecer o artesanal que uma tricoteira
faz. Nenhuma fábrica pode oferecer a exclusividade verdadeira
que uma tricoteira pode. Nenhuma produção em escala
industrial pode ser tão artística e única
como a que pode sair da sua máquina de tricô.
Pelo
que se vê da moda e das tendências, há um
longo caminho ainda a ser conquistado pelo seu tricô.
Esqueça os velhos conceitos de que tricô só
serve para o frio; apague da memória que a praia da sua
máquina de tricô é em cima do armário;
recicle a idéia de que o tricô de verão
é quente (a tecnologia dos fios modernos derrubou esse
conceito!); e definitivamente abra os olhos ao óbvio:
você pode, você é capaz, sim e sim, de fazer
do tricô uma forma de arte em roupas leves, lindas, simples,
diferentes, coloridas. Seja hippie! Seja ousada e diferente;
aceite o desafio: abaixo a padronização! Viva
o artesanato...!
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Em
todos os aspectos da vida existem situações ruins
que todo mundo conhece mas, por comodidade, prefere ignorar.
Muito mais quando essa situação é uma opção,
uma escolha de quem a está vivendo. Afinal, todas as
pessoas têm direito ao livre arbítrio, é
claro.
No
caso do tricô não nos parece tão simples
assim porque existe quem se prejudique sem ter consciência
do que realmente está fazendo. Existem situações
onde tricoteiras, ESPECIALMENTE AS INICIANTES, são usadas
como se fossem verdadeiros robôs; depois, quando estão
arrebentadas, exaustas, acabadas, são simplesmente trocadas
por outras como se as consequências não importassem.
Existem centenas de tricoteiras com braços, ombros, costas
absolutamente doloridos, musculatura exausta, dor ao tecer,
tratamento e preocupação familiar. Porque cairam
na conversa do tricô escravo.
Começam
sendo "encontradas" por quem lhes oferece um trabalho
"seguro", contínuo, um faturamento praticamente
fixo. O argumento mais simplório é o de que fio
e receita não serão problema, "você
só dá a mão de obra". Quem não
gostaria de ouvir uma boa proposta de 100, 200 peças?
É absolutamente atraente pensarmos em R$ 1.000,00, ainda
mais nos dias de hoje.
Ora,
R$ 1.000,00 será o resultado de 200 peças a R$
5,00! DUZENTAS PEÇAS! Essas tricoteiras submetem-se a
ganhar R$ 5,00 por peça produzida (pior: há quem
se contente com menos que isso!!!).
E comprometem-se num trabalho absolutamente massacrante, explorado
por uma comerciante atenta que vende junto a lojistas e sai
em busca de quem possa produzir o que necessitam para cumprir
seus "contratos", e no menor tempo possível.
Inúmeras dessas comerciantes sequer tricotam. Não
têm qualquer idéia do esforço, das horas
trabalhadas, das costuras, do trabalho manual que cada peça
exige. Mas querem produção, muitas e muitas vezes
acenam com mais encomendas porque sabem que a perspectiva de
faturamento é um ótimo combustível ao esforço
das tricoteiras.
Mas
que ninguém se engane: se fosse tão bom, certamente
elas mesmas se arrebentariam para produzir essas peças
no exíguo tempo que estipulam; se receber R$ 5,00 em
cada peça fosse tão lucrativo, elas prefeririam
estar no SEU lugar, produzindo, ao invés de simplesmente
intermediarem. A verdade é que ganham, às suas
custas, muito mais do que você!
Pense
que você não é simplesmente um motor. É
terrivelmente monótono e desgastante ter que produzir
dezenas de peças idênticas. A magia do tricô,
a beleza da atividade, a alegria desse trabalho está
exatamente na originalidade, no ver uma peça única,
exclusiva, saída das suas próprias mãos.
É olhar para ela e imediatamente imaginar variações
tais que uma outra há de ser, também, única.
Pense que você pode produzir 3 peças POR SEMANA
e ganhar o mesmo, senão mais, do que ganharia no tricô
escravo. Sem ter que dar o sangue, o sono não dormido,
a saúde, o humor derrubado, etc.
Tricote
muito, sim, mas para você mesma; por você. Faça
do tricô uma atividade que a realize no sentido melhor
da palavra, mantendo viva a sua criatividade, o seu orgulho
por se sentir capaz, produtiva, profissional da moda. Não
se deixe atrair por propostas fáceis que hão de
lhe acenar com idéias fantasiosas de lucro falso (para
você). O que essas pessoas pretendem é ter o seu
tricô semi-artesanal, hoje valorizado, com uma produtividade
de tricô semi-industrial.
Você
vai estar vendendo mais que a sua mão de obra: estará
vendendo a suas horas de lazer, o seu direito à criatividade;
estará vendendo o prazer de produzir um tricô único;
estará vendendo o prazer inigualável de olhar
uma peça pronta e dizer "fui eu quem fez".
Você
é livre para aceitar isso, sim. Mas faça-o então
com a consciência de que estará se submetendo ao
tricô escravo. Quem já viveu isso sabe que o preço
é alto; não vale a pena. Consideramos importante
que você saiba disso.
Julho/2005
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Realizar
o sonho de ter uma máquina de tricô é fácil.
Toda a engrenagem inicial, que compreende aprender manejo, aprender
confecção e exercitar a criatividade (só
para citar alguns aspectos) é desafiadora e apaixonante.
São itens que dependem exclusivamente da própria
pessoa. Mas, vencida essa etapa, ou até mesmo ainda DURANTE
ela, já se pode começar a vender algumas peças;
é uma meia aqui, um cachecol ali, uma manta acolá...
Esse lado comercial do tricô traz enormes desafios: estipular
preços, dizer o preço, cobrar o preço.
Inúmeras
tricoteiras têm verdadeiro pânico do momento em
que ouvirão o "quanto custa?" de sua possível
cliente. Muitas acham que a peça vale R$ 50,00 (por exemplo),
mas na hora de emitir sons, a voz balbucia um R$ 35,00 tímido,
medroso, receoso de que a cliente ainda ache a roupa cara. Escondem
sua insegurança atrás da desculpa "ainda
estou começando".
Outras, se não tem receio algum ao dizer o preço
estipulado, muitas vezes escondem nessa coragem uma total desvalorização
do seu trabalho. Oferecem suas roupas por preços tão
irrisórios que, é claro, não se torna necessário
ter medo de dizê-los.
Nem
tanto ao mar, nem tanto à terra. O lucro faz parte de
todas as atividades humanas e não é pecado algum
desejar tê-lo. Lucro não é vergonha, é
estímulo ao trabalho. Lucro não é desonestidade,
é retribuição por um trabalho executado.
Não sinta culpa por lucrar em cada peça vendida.
Tire da cabeça que você não merece; esqueça
todas as desculpas que a insegurança sabe criar tão
bem. Pense no lucro como uma coisa JUSTA, uma conquista do seu
esforço, do seu trabalho.
É preciso dizer que o lucro é igual ao salário.
Se um empregado recebe salário da empresa onde presta
seus serviços, a pessoa que exerce uma atividade autônoma
e faz disso uma atividade comercial, não tem salário,
tem lucro. Portanto, se o seu marido trabalha fora e recebe
um salário mensal, é mais que certo que você,
vendendo suas peças de tricô, estabeleça
uma margem de lucro; é a soma dos vários lucros
que você vai tendo a cada peça vendida que vai
compor a sua renda mensal, o seu "salário".
Estabelecer
o quanto precisamos ganhar em cada peça requer método
e cuidado. Não se deve desvalorizar o seu trabalho, mas
também não é necessário estabelecer
margens exorbitantes. Deve-se levar em conta, sim, os custos;
quanto de fio foi utilizado, as horas trabalhadas, as matérias
primas adicionais (fios para a máquina de costura, uso
de energia elétrica, botões, elásticos,
etc). E deve-se, também, conhecer o preço praticado
usualmente para esse produto.
Partindo
disso, será mais fácil criar uma tabela de preços:
estipule preços para cada produto que você produza,
com regras lógicas, justificáveis. Se uma roupa
for extremamente diferenciada (com bordados, miçangas,
etc), pode e deve ser mais cara que uma outra peça menos
trabalhada. A cliente entende isso perfeitamente e você
não tem qualquer razão para temer praticar um
preço especial naquela peça.
Tenha o hábito de ter uma tabela de preços escrita,
para poder mostrar à sua cliente, especialmente se você
tiver constrangimentos em falar, dizer o preço do que
está vendendo. Ou coloque etiquetas nas roupas, com o
preço claramente visível. Se a cliente não
precisar perguntar, você não precisará ter
que dizer o preço. Simplifica.
Você
deve lembrar que a cliente não é um inimigo a
vencer. A cliente é uma aliada! Você tem um produto
que ela quer (a roupa que você tricotou); ela tem um outro
produto que você quer ter (dinheiro); então a venda
é apenas uma
troca, não é um favor pelo qual você precise
implorar, nem é um sacrifício ao qual a cliente
se submeta para agradar você.
Há,
ainda, um outro detalhe: a máquina de tricô deve
permitir que você seja criativa, produzindo de maneira
diferenciada, especial e única. Se você oferecer
produtos assim, diferentes de tudo o que se possa comumente
encontrar no comércio tradicional, certamente a sua cliente
não se prenderá muito ao item preço (o
que não quer dizer que possa ultrapassar o limite do
razoável). Mas o preço será um detalhe
menos importante do que o bom gosto, o charme, a qualidade,
o visual, a criatividade, etc., da roupa que você estiver
oferecendo.
Se
você tem a chance de produzir o seu tricô com beleza
e qualidade, não se intimide ao cobrar o valor justo,
aquele que lhe dê um lucro que compense todo o cuidado
com que você realizou o trabalho. Orgulhe-se por recebê-lo
merecidamente!
Maio/2005
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Você
quase não vê. Lá no horizonte surje uma
nuvem, e você continua o seu dia a dia; quando levanta
novamente o olhar, o céu já desapareceu; uma chuva
gostosa, mansa, cai aqui e ali mas você nem nota que já
está encharcando a roupa do varal... Quando percebe,
é aquela correria...
Assim
é a moda. Tantas dicas, tanta informação,
tantos desfiles que a nuvem passa despercebida. Então
aqui e ali se vê uma vitrine, uma repetição,
um novo modelo. E de repente chovem cachecóis, ponchos,
pelerines, faixas, laços, gorros, tiras, estolas. E aí
você olha para a sua máquina de tricô e,
claro, é aquela correria....
Mesmo
as tricoteiras mais experientes, de vez em quando, são
pegas desprevenidas por chuvas de tendências menos previsíveis.
Não porque não saibam os modelos, mas porque desacreditam
que possam virar uma moda avassaladora, como uma tempestade.
Foi o caso de muita gente com os cachecóis do inverno
2004. O baixo estoque de fios e a falta de planejamento na formação
de um estoque seguro, fez muita gente passar "seca"
por aquela tempestade de cachecóis, de moda, de lucro.
Você já parou para olhar as tendências para
o inverno? Você já se planejou para elas????? Você
já tem fios, cores, conhecimento e segurança para
tecer as peças da moda? Você se sente pronta para
enfrentar as "chuvas" que já se mostram no
horizonte? Antes que cheguem, corra, prepare-se, previna-se!
Estoque
fios, estoque cores, estoque peças prontas. Adicione
acessórios, flores, broches, faixas. E crie laços,
e adicione charme, bom gosto, capricho. Faça MODA! Ofereça
mais que tricô à sua cliente: ofereça MODA.
Você não deve apenas competir com a mesmice das
vitrines que fornecem dúzias de mesmas roupas à
dúzias de clientes iguais. A SUA cliente tem que ser
única, o seu produto é único, feito um
a um, personalíssimo.
Não
há mulher que não goste de uma roupa bonita, bem
feita, única, especial, exclusiva!
Se você ainda não tem noção do que
pode ou deve produzir, saia de casa, vá inspecionar vitrines.
Veja e leia tudo o que puder sobre moda (comece pelo item NOTÍCIAS,
nesse site, onde mostramos as principais tendências para
o inverno); e ponha-se a produzir peças piloto, mostruário,
ou, se preferir, peças demonstrativas. Calcule custos,
estabeleça preços, informe às clientes
do que você poderá produzir para ajudá-las
a revigorar seu guarda-roupas: uma faixa para servir de cinto/laço,
um cachecol estreito para ser amarrado ao pescoço, uma
estola para incrementar o pretinho básico, um poncho
rendado para deixar qualquer visual moderno e deslumbrante,
um pelerine para valorizar um velho jeans, uma belíssima
polaina, etc, etc.. Veja que nem falamos ainda nas peças
que o frio poderá exigir: luvas, calças compridas,
meias-calça, blusões, etc., etc..
Para
fazer chover lucros, você precisa semear moda, cultivar
idéias, regar o mercado.
Há nuvens de moda no horizonte. Corra! Crie a sua horta
e deixe-se encharcar... de clientes, de faturamento, de lucratividade!
MARÇO/ABRIL-2005
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Enfim,
acabou a brincadeira. Férias, praia, crianças
em casa, viagens, filmes antigos na TV, pipoca, fantasia, carnaval.
Ufa, cansou!
Agora voltamos à santa monotonia: é hora de recomeçar
seu trabalho: como está o seu "saldo", o seu
estoque? Fios: quantos cones você já tem para essa
nova temporada? Quantas cores? Quais as que lhe faltam para
poder fazer uma produção variada e de acordo com
a tendência de cores do momento?
Como está o seu estoque de linha para costurar (na máquina
de costura), se a utiliza? E como está sua máquina
de tricô? Seria hora de uma manutenção preventiva?
Limpeza, lubrificação, troca de algumas agulhas
ou da barra de espuma? É hora de ver tudo isso!!!!
Quanto
fio você vai consumir este ano? Ah, sim, você não
sabe ainda. Mas, digamos, quanto seria o MÍNIMO que você
pensa em produzir? Quanto fio precisa para esse mínimo?
Você tem esse fio no seu estoque? Precisa ter! Não
deixe para a última hora, não queira participar
da maratona "Fios pelo Brasil", não se inscreva
no bloco das "desfiozadas"! Se você quer, mesmo,
de verdade, com intenções sérias, com firmeza
e determinação, ganhar dinheiro com o seu tricô,
comece já, agora, HOJE: compre fio! Refaça o seu
estoque!
Vai continuar a era do cachecol, vai recomeçar a loucura
do "feito a mão", pode ter gritaria e choradeira
atrás de fios, de cores. Não dizem que prevenir
é o melhor remédio? Pois PREVINA-SE!
Além
disso, investir em fio é seguro: você sabe que
vai transformar essa matéria prima em dinheiro, naturalmente
acrescido do seu trabalho da sua margem de lucro. Regra geral,
para cada real investido em fio, o faturamento é de R$
3,50, ou seja: retorno de R$ 2,50 reais. Não
é preciso ser nenhum gênio em economia para saber
que é uma lucratividade extremamente interessante.....
Não
deixe para amanhã. Faça seus levantamentos de
estoque, programe sua compra, pesquise preços, compre.
Este é o momento.
Comece também a preparar o seu estoque de produtos prontos:
sobras de fio podem produzir ótimas polainas, meias,
gorros, cachecóis. Combine cores, agrupe tons e tricote.
Cores que não permitam mais tecer uma peça inteira
devem ser programadas para roupas bicolores; cones inteiros
já podem resultar em peças prontas que vão
enriquecer o seu faturamento ao primeiro frio outonal.
Trate
agora também da divulgação do seu trabalho:
avise suas clientes que já está disponível
para produzir os itens da moda (polainas, cachecóis,
gorros, coletes, mini vestidos, etc); prepare a lista de presentinhos
e lembrancinhas que você dará e que vão
divulgar o seu tricô (para professores, secretárias,
atendentes, etc). Prepare-se para ter também peças
prontas para pequenas emergências como aniversários,
nascimento de bebês, por exemplo.
Enfim, há muito a ser feito. Se você não
quer perder a hora, comece já. O bloco da tricoteiras
felizes já está se movimentando. Você não
vai querer ficar parada esperando a ala das atrazadas, a que
encerra o desfile, a que quase não vê aplausos
nem lucros, a que marca o fim da festa. Vai?
Fev/Março 2005
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Os
meios de comunicação tornaram o seleto acessível
a todas as pessoas. Se antes moda era sinônimo de "coisa
de rico", hoje a alta tecnologia na produção
dos tecidos (por exemplo), a rapidez dessa produção,
exige mercados maiores. Se antes produzia-se 1000 metros de
pano para roupas únicas que algumas poucas pessoas comprariam,
hoje a indústria utiliza teares que produzem milhares
e milhares de metros de tecido que, consequentemente, podem
vestir milhares de pessoas.
Então,
por necessidades até econômicas, a moda se popularizou;
os costureiros ganharam a companhia, na fama, dos estilistas
que, contratados pelas grandes indústrias, passam a divulgar
estampas, cores (que vendem tintas), botões, sapatos,
bolsas, etc. A busca incessante pelo diferente, pela apresentação
sofisticada do que querem que seja comum, para que o gosto popular
absorva as escolhas e compre os produtos mostrados, é
a grande função da moda.
A
moda brasileira, é claro, espelha-se na moda mundial.
E, por questões da natureza, quando aqui é verão,
na Europa e nos Estados Unidos é inverno. O Inverno de
lá SERIA tendência para o próximo inverno
DAQUI.
Mas
a velocidade da informação está atropelando
a moda: o que lá se desfila para o verão já
se está querendo adotar para o inverno de agora. Com
isso os estilistas estão atropelando a capacidade da
indústria: em nome do estar informado, impedem que a
cadeia produtiva consiga produzir, a tempo, a matéria
prima própria para a produção das peças
que irão para as vitrines para a próxima estação.
O resultado é o que se viu nos principais desfiles brasileiros:
moda
INVERNO desfilando em vestidos leves, esvoaçantes, veranis;
blusinhas leves, saias fresquíssimas; sem mangas e generosos
decotes, moda Equador Verão Eterno. Sem falarmos que
cores apontadas como "forte tendência" nem constam
da cartela Inverno 2005 de vários fabricantes de fibras
e fios!
Está certo que este país continental tem inverno
parcialmente distribuido: não se queira impor ponchos
e pelerines à moda usada em Recife. Então é
preciso destacar o que é Moda Inverno - "Fashion
Frio" do que é "Fashion Calor"; esta poderia
ser uma boa alternativa para que os eventos não chamusquem
a fama que a moda brasileira tem conquistado.
Também
que não se transforme as lindas modelos brasileiras em
mostruários ambulantes; revisem contratos com a indústria
e se obriguem a mostrar tecidos, acessórios, etc., envoltos
em bom gosto e estética. O inverno não pode ser
confundido com o carnaval - a escolas de samba também
não têm se metido a ditar a moda inverno. Portanto,
o absurdo deve ficar restrito aos sambódromos onde o
sonho é permitido, o devaneio colorido é desejável
e a ousadia é ingrediente.
A
moda brasileira quer agradar a gregos e troianos; quer vender
para o frio ou para o calor, seja lá o que dê entre
Maio e Outubro. Será
que o medo de se perder das previsões do clima não
vai matar a indústria do ramo? Mostrar verão,
vender tecidos finos e esvoaçantes e depois, no contrapé
do clima, com as temperaturas despencando, ver a indústria
afundar sem estoques de reposição para as lojas,
sem clientes querendo (ou precisando) da produção
veranil que estará nas mãos das costureiras que
deviam estar fazendo inverno? Não está havendo
um equívoco nos conceitos de "coleção
inverno" e "coleção verão"?
Não cabe ao público interpretar tendências.
Cabe a quem comanda a moda orientar o público.
Ou terá a indústria brasileira a idéia
de transformar a moda brasileira num show de mídia? É
preciso transformá-la num show de vendas...!
Louve-se
a organização, o burburinho, a preparação,
a divulgação e todo o andamento dos desfiles brasileiros.
Mas é tempo de se desnudar a sofreguidão do interesse
comercial em detrimento de uma criação realista,
realmente voltada ao que se entende por Moda Inverno, elegante,
bonita, usável, charmosa, prevista para grandes ou pequenos
"frios". Se não for assim, para que desfiles
de inverno? Que se façam os de verão apenas! Que
se deixe à eventos como a Fenin (Feira Nacional de Inverno)
a divulgação da moda para uma estação
que emprega tantas e tantas pessoas, que movimenta parcela tão
expressiva da indústria. É mais que hora da moda
brasileira ser também inteligente.
Jan/Fev 2005
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Inúmeras
vezes perdemos grandes oportunidades por conta de mitos, crendices,
desconhecimento. Tanto que, acredite, ainda existem tricoteiras
que desdenham as possibilidades de faturamento no verão.
Guardam suas máquinas, cuidadosamente; muitas delas enclausurando,
com a máquina, um tesouro especial: o "carro de
verão".
Para que carro de verão se não tecem para essa
estação? Elas acham, ainda, que tricô é
coisa de inverno! Mas... você acha que as fábricas
produziriam o carro de verão se o tricô fosse só
uma coisa a ser feita para o inverno? Não há aí
algo incoerente? Porque o carro de verão é tão
pouco utilizado?
Só se pode atribuir isso ao desconhecimento; ou da técnica
de uso (manejo), ou do efeito, ou das vantagens, ou das possibilidades
desse ótimo acessório!
Devemos dizer que a publicidade difundiu a idéia que
algumas máquinas fazem "tricô e crochê",
e isso sim, não é verdade. O que as máquinas
fazem, e muito bem, é o RENDADO, o que é absolutamente
diferente. Crochê é uma coisa, rendado é
outra...
Nosso verão escaldante pede ventilação
na pele. O tricô, por si, já é uma malha
altamente recomendável porque os pontos, no caso do ponto
básico de qualquer máquina (ponto meia ou liso,
como queira), propiciam boa ventilação pelos vãos
existentes entre os pontos e no centro deles. Some a isso fios
modernos, feitos com tecnologia atual, próprios para
o verão; some ainda a possibilidade de tecer uma malha
graciosamente rendada, com furinhos que abrem gostosas "janelas"
à ventilação da pele. Se você nunca
usou uma blusa de verão assim, por favor, não
venha dizer que o tricô de verão é quente...
É hora de você ter uma roupa dessas para rever
seus antigos conceitos!
É
claro que você, tricoteira, não vai inventar tecer
malhas de verão em pontos pesados, que formem um isolamento
entre o ar externo e a pele: pontos como o perlê ou inglês,
por exemplo, são proibidos em malhas de verão.
Mas ame os rendados, privilegie a leveza, o conforto, a modernidade!
Se
você não sabia, vamos dizer-lhe: se a sua máquina
tem carro de verão, então não há
justificativa para mantê-la guardada durante o verão.
Tanto que vamos dizer mais: MESMO que você não
tenha o carro de verão, isso ainda não é
impecilho a que você teça ótimas roupas
de verão, inclusive rendadas!
Vamos
dizer ainda mais: na época em que o tricô industrial
praticamente desaparece porque essas máquinas têm
muito pouco recurso técnico para tecer rendados, esta
é a melhor época para você faturar com o
que a sua máquina de tricô pode fazer com um brilhantismo único! Bermudas com barras em rendado, blusinhas com
barrados rendados (ou até, totalmente rendadas), mangas
que são simples rendados inteiros, ventilados, charmosos,
sensuais! Pense! Seu carro de verão é um recurso
especialíssimo, lhe permite tecer um produto diferenciado,
praticamente sem comparação nem similar!
Não,
não se justifica deixar de faturar durante o verão.
Se você tem o equipamento (a máquina), o conhecimento
(estamos aqui para ajudá-la nisso!), acesso aos fios
adequados (de verão), ouse, use, faça seu tricô
rendado! É o diferente que o mercado gosta, é
o bonito que todo mundo gosta de usar, é o exclusivo
que só a sua máquina de tricô pode fazer
tão bem! Mãos à obra!
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Raramente
se viu, na moda, uma unanimidade tão veemente quanto
a que o inverno nos mostrou: não houve quem não
usasse ou tivesse um cachecol.
Centenas e centenas de fábricas, malharias, tricoteiras
e crocheteiras puseram-se a produzir cachecóis.
Foi
a prova definitiva de que o tricô, mesmo o mais simples,
é rentável. Afinal, não há nada
mais simples do que tecer reto, adicionar franjas e contabilizar
ganhos. E esta foi a melhor parte. Viram-se centenas de pessoas
faturando ótimamente; tanto e tanto, que algumas precisaram
pedir auxílio para vencer encomendas, dar conta da produção.
Famílias uniram-se para "dar uma força"
ao faturamento que conseguiu deixar cada mês pleno, abastecido
de esperanças e de bons lucros.
E
vieram as flores; lindas, tão coloridas, tão democráticas.....!
Enfeitam a paisagem, a vista, a moda, a roupa e... o SEU faturamento.
Sim! É preciso surfar das montanhas geladas do inverno
para as refrescantes ondas do verão. E arrancar aplausos,
trabalho, vitórias, lucros! Dinheiro é bom? É!
Principalmente quando podemos tê-lo num fluxo contínuo,
que realmente se constitua numa melhora permanente do rendimento
mensal.
O
artesanal continua em alta. Sejamos mais precisos: está
ainda mais em evidência, está ainda mais importante
e está ainda mais valorizado. Portanto, você precisa
manter o seu bom faturamento do inverno. Estamos falando de
tricô à máquina, sim; mas vale também
para todas as atividades manuais ligadas à produção
de moda.
Se
antes houvesse alguma dúvida de que o tricô pudesse
ser uma ótima opção de lucro para o verão,
com toda certeza ela não existiria mais, nesse momento.
As clientes, essas mesmo que compraram os seus cachecóis, já
sabem que moda é indiscutível. Tanto que elas
mesmas entraram na onda; afinal.... compraram cachecóis.
Portanto, cabe a você, tricoteira, crocheteira, etc.,
manter o interesse dessa cliente pelo trabalho que você
pode fazer: saias, blusinhas, shorts, bermudas, calças
corsário, mini-blusas, bustiês, faixas, tomara-que-caia,
saídas de praia, biquínis. Tudo com jeito de artesanal,
com a criatividade do produto exclusivo, com a qualidade do
"feito a mão".
Se
o inverno ofereceu um item forte que deu a movimentação
e a lucratividade que deu, imagine se você oferecer ao
seu mercado dois ou três bons itens, diferentes, atuais,
bonitos e práticos? Sim! Faturar é ótimo!
E está ao alcance da sua criatividade, do seu empenho,
da sua determinação, da sua máquina de
tricô! Mantenha o seu rendimento; você pode, a sua
máquina está pronta para isso e o mercado está
favorável ao seu tricô. Mãos à obra!
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Existem
situações e alertas para os quais só damos
ouvido quando já é tarde demais.
As crianças são o exemplo primeiro; e papai diz,
mamãe fala mas elas, claro, precisam ousar, querem atrever-se,
arriscar-se ao novo, experimentar liberdade.
Nós, pais e mães, que tanto falamos e orientamos,
também não cremos muito em alertas e avisos! Somos,
nisso, um péssimo exemplo...... Ou não é
verdade?
Foi
preciso um inverno intenso, robusto, forte, vigoroso, para que
víssemos, todos nós, que a falta de previsão
pode deixar lojas de fios vazias (de produtos e de clientes),
faturamento reduzido não por falta de mercado ou de clientes,
é claro. Centenas de tricoteiras viram-se a recusar clientela,
tendo que convencer à troca de cores, de modelo, etc.,
porque não encontraram mais onde comprar os fios desejados,
as cores escolhidas. E, claro, algumas lojas ousaram querer
ganhar no preço o lucro que seu volume de vendas não
lhes poderia mais dar.
Conquistar
clientes é difícil e requer capricho, constante
atenção e planejamento. Manter clientes exige
ainda atendimento, criatividade, produtos e serviços
de qualidade. Mas perder clientes é muito mais simples:
basta não ter o que oferecer, abandonar o cliente à
própria sorte. Uma tricoteira não pode dar-se
a esse luxo!
Este
inverno nos ensinou que, se não há expansão
da indústria, temos que expandir nossos estoques a tempo
(antes da estação); o frio nos ensinou que as
clientes existem e estão atentas à moda; mostrou
que devemos poder e saber produzir rapidamente o que a moda
quer; nós, tricoteiras, temos a agilidade que as grandes
fábricas não têm. Enquanto elas já
estão pensando no verão do ano seguinte, nós
podemos, sim, produzir e suprir bastante bem o mercado. Foram
centenas de tricoteiras a abastecer lojas e lojinhas, da mais
simples à mais sofisticada boutique. Este inverno provou,
a muitas delas, que o tricô é rentável,
atual, importante e muito, muito intere$$ante.
A moda inverno também provou que o tricô é
forte, muito mais forte do que pensou a vã filosofia
dos descrentes: estão aí os cachecóis "de
verão", estão aí as roupas larguinhas,
soltas, gostosas, práticas que permitem, a você,
tricoteira, manter o interesse da sua cliente pelo seu artesanato.
Tricote verão, mantenha o seu faturamento, a sua criatividade,
a sua clientela. A moda Primavera/Verão está francamente
convidativa ao tricô.
O
inverno 2004 foi perfeito para aprendermos que é preciso
disciplina; se temos que ousar, que o seja pela inteligência;
se temos que evitar decepções, temos que ouvir
o mercado, anotar as lições que o clima, a moda
e a estação nos impuseram. É hora de acertar.
É hora de acreditarmos nos alertas que os problemas desse
inverno nos deram; e acreditar para evitarmos que a nossa falta
de visão deixe pesadas cicatrizes de prejuízo
no nosso faturamento...
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"Água
mole em pedra dura, tanto bate até que fura" - diz
o ditado popular. Pode parecer inconsistente, mas é em
torno disso que agimos na educação dos filhos,
no convencimento às nossas idéias, na conquista
de opiniões, de clientes, de mercado.
Sempre foi nossa posição, que vimos defendendo
há muito tempo, que uma tricoteira PRECISA ter estoques:
de fio e de roupas prontas. Não importa, não faz
a menor diferença se for uma tricoteira "só
para a família" ou se, como a maioria, faz da sua
atividade uma importante fonte de renda.
Se teço pouco, posso ter um pequeno estoque de fios.
Se teço comercialmente, devo formar um estoque crescente,
ano a ano, até conseguir um estoque que me permita tecer
uma safra INTEIRA sem depender de reposição de
fios! Isso representa ter, disponível, 30 quilos de fio?
50? 80? Não interessa quanto seja, deve permitir que
você tricote até o final da estação
sem preocupações.
O
governo faz imensos estoques reguladores de milho, de petróleo,
de álcool, etc., porque, entre outros motivos, o país
não pode parar se houver algum problema internacional
que provoque uma interrupção temporária
no fornecimento.
Você
também não pode parar se houver uma interrupção
no fornecimento de fios! Ou pode? Parar de ganhar dinheiro lhe
interessa? Queremos acreditar que não...
Um outono mais atrevido fez com que os fios disponíveis
nas lojas simplesmente... desaparecessem. Isso prova que o imediatismo
não cabe no sucesso comercial de ninguém. Ou você
se previne, planeja, se prepara ou então não espere
muito de você mesma.
Fazer
estoque de fios não tem contra-indicação!
E daí se não consumir tudo numa única estação?
Dinheiro você não perde tendo o estoque ali, às
suas vistas! Estoque é uma aplicação financeira
imbatível! Veja: se investir R$ 300,00 em 10 quilos de
fio, você pode transformar essa aplicação
num faturamento de R$ 980,00 (28 peças a R$ 35,00 em
média); logo, falamos de R$ 680,00 de lucro líquido.
Isso representa 225 % sobre o investimento feito. Que poupança
lhe retorna 225% de lucro em tão pouco tempo?
Não!
Não tape o sol com a peneira. É inadmissível
que uma tricoteira, nesse momento da estação e
da moda, não tenha prateleiras abastecidas para suprir
seu consumo de outono/inverno. Estoque É LUCRO!
E
pense mais: as fábricas de fios, por maior boa vontade
que tenham, PRECISAM produzir, ainda durante o inverno, os fios
primavera/verão que as malharias utilizarão para
as coleções de verão que em Setembro/Outubro
deverão estar nas vitrines do país inteiro. Portanto,
o SEU abastecimento (de fios para o inverno) sempre há
de depender do seu próprio estoque de fios; feito antes,
bem antes, no final do verão.
Assim,
aproveite o ótimo faturamento atual para fazer uma planejada
reserva de dinheiro que vai abastecer as prateleiras, as suas,
com fios de inverno que você vai ter para o próximo
ano. E que você vai comprar em Fevereiro/Março!
Ou você não quer ganhar dinheiro? Ou você
quer chegar ao próximo inverno vendo o bonde do lucro
passar, o trem do mercado parando em outras estações,
o sucesso brilhando só em outras histórias?
Tire as melhores lições do que está acontecendo;
pense; entenda que não se pode ir contra a lógica
dos fatos: está ganhando dinheiro quem planejadamente
se organizou para o inverno, quem tem estoque de fios. A
propósito: como está o seu estoque de fios de
VERÃO? Está na hora de começar a planejá-lo!
"Estoque
de fios em mercado efervescente, mantém o bolso cheio
e quente..."
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Toda
dona de casa saber perfeitamente o que é chegar em casa
pelas 11:30 da manhã e ter que sair voando por sobre
o fogão para ter, pontualmente às 12:00, um almoço
na mesa. Um arroz básico, um ovo frito. CADÊ OS
OVOS?
E
você andou, curtiu o verão, um verão tão
agradável que você pensou que o frio nem existisse
mais.... Mas o inverno chegou e..... cadê os ovos? Cadê
o seu estoque de peças prontas?
O
tricô está valorizadíssimo em Nova Iorque,
em Londres, em Paris, na Daslu da capital paulista, na vitrine
dos shoppings de todas as capitais. Está hiper na moda
no cachecol essencial, na meia que não pode faltar, na
blusa insubstituível, no twin-set básico, na saia
evasê. Na calça comprida que protege tanto, na
meia calça colorida que alegra o visual jovem. Cadê
o seu estoque?
E fios? Estão faltando cores, sabia? Faltando só
para quem não acredita que prevenir é muito melhor
que remediar. Está faltando estoque de roupas prontas
só para quem não acreditou em si mesma, só
para quem não aprendeu ainda que geladeiras não
põe ovos. Uma máquina de tricô não
produz roupa alguma se você não tiver fio. Uma
máquina de tricô não gerará lucro
algum se você não chegar a tempo, nela, para produzir
com calma um bom, caprichado, moderno e lucrativo...... estoque.
Quanto
fio você tem em casa? Quanta roupa pronta, costuradinha,
embalada com cuidado e capricho, está à disposição
da sua clientela? ESTOQUE!
Cada
quilo de fio que você tenha pode gerar PELO MENOS duas
roupas prontas. 2,7 (DUAS E MAIS 70% DA TERCEIRA ROUPA) é
a média, considerando peças para adulto. O seu
estoque mínimo de fios, se tiver aí 30 quilos,
deve gerar PELO MENOS 81 peças prontas com antecedência.
Onde estão essas 81 roupas? Cadê o seu...estoque?
Quem
são as tricoteiras felizes, animadas, que algumas olham
com incredulidade e inveja? Por que elas conseguem e outras
não? Como, numa crise dessas, elas vendem tão
bem?
"Onde foi que eu errei?", pensam as incrédulas.....
É
simples! Programar-se antes, manter seu ESTOQUE de fios, ficar
atenta às cores da moda, produzir com antecedência
criando um ESTOQUE de roupas prontas bem convidativo, alegre,
correto e dentro das tendências. E, é claro, saber,
estudar tricô, aprender tricô, aperfeiçoar-se,
aprimorar-se, organizar-se.
Ah, sim! Quem não gosta de um "estoque" de
dinheiro? Quem não quer colher os bons frutos do sucesso?
E que tal aprender a semear o SEU sucesso?
Não
pense no que você errou. Pense no que elas, as tricoteiras
felizes, ACERTARAM. Mantenha o abastecimento da geladeira e
das suas clientes. Não lhe faltarão ovos, nem
lucros.
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Quando
pensamos em "fazer tricô para fora", como se
diz popularmente, nos esquecemos, na grande maioria das vezes,
que produzir e vender tricô são atividades empresariais.
Uma tricoteira É UMA MINI EMPRESA: ela precisa ter equipamento
adequado, local, matéria prima (a máquina de tricô,
o lugar onde ela estiver instalada e fios); ela vai criar o
visual dos modelos (o que equivale ao setor de criação)
e, claro, ela tricota, produz (como qualquer fábrica).
Depois, vai desejar vender o que produziu; aí entra o
Departamento de Vendas! Viu só? Tudo isso uma tricoteira
é; sem falarmos ainda no Departamento de Publicidade....!
Mas,
para que qualquer empresa tenha sucesso, precisa ter normas,
estatísticas, controles. Precisa ser ORGANIZADA! Uma
tricoteira organizada SEMPRE vende bem, sempre sabe o que deve
comprar e produzir para vender bem e atender ao seu mercado.
Pergunte-se agora, rapidinho: quais são as SUAS clientes
que gostam de roupa VERDE? Você sabe? Não?
Quais das suas clientes ODEIAM decote em V ? Você sabe?
Quantas clientes que usam tamanho GG você tem? Sabe?
Das suas clientes, quantas tem filhas adolescentes? Quem são
essas clientes? Você sabe?
Resumindo
as perguntas: você tem um registro, um fichário,
de suas clientes? Um registro completo do que cada uma comprou
até hoje, do que cada uma gosta, dos tamanhos que ela
compra, das suas cores preferidas, da época do ano em
que compra, etc?
Se
não tiver, como é que saberá quanto fio
comprar "do verde", como saberá que não
adianta oferecer decote em V para "a Joana", que o
tamanho GG deve ser oferecido para as clientes "tais e
tais", que as roupinhas coloridas e transadas só
podem ser oferecidas para as clientes XYZ cujas filhas têm
entre 13 e 16 anos? Como saber a quem oferecer aquela blusa
laranja que você tricotou e que ficou linda (mas que só
quem gosta do laranja vai querer usar)?
E você lembra daquela cliente que ADORA dar tricô
para a mãe e para sogra? Sabe o telefone dela?
Minha
amiga, ORGANIZE-SE! A estatística é a base de
tudo! Faça, sim e sim, um organizado fichário
de todas as suas clientes! (veja, abaixo, "Nossa
Sugestão")
Anote todas as informações possíveis, nele;
inclusive as medidas de cada cliente, se as tiver; isso permitirá
que você ofereça a ela uma roupa já pronta
com a certeza de que servirá.
Anote também informações financeiras: é
boa cliente, paga em dia, etc., etc.. Claro, o telefone dela
é um dado obrigatório...
Você
dirá: "mas eu só queria fazer tricô...".
Diremos: se você adora o tricô e o faz unicamente
pela alegria de dá-lo a quem você ama, pelo prazer
de usar uma roupa inteirinha feita por você, pela satisfação
de aquecer toda a família, então não se
preocupe com isso. Mas se você, além de amar o
seu trabalho e de tê-lo como fonte de realização
pessoal, pretende ganhar dinheiro com ele, deve pensar em se
organizar um mínimo.
Certamente você gosta de ser bem atendida, de ter o seu
gosto pessoal respeitado quando vai a uma loja, ao supermercado,
ao shopping. Então pense nas suas clientes; registre
o gosto pessoal de cada uma, baseie-se neles ao criar as roupas
que pretende vender.
Uma
tricoteira que tenha, como clientes, um círculo maior
de avós, pode oferecer ótimas roupas para bebês,
para crianças. Uma tricoteira que tenha uma clientela
marcada por adolescentes, deve pensar nas cores próprias,
nos cachecóis da moda, nas meionas chamativas, nas blusas
coloridas. Uma tricoteira cuja clientela maior for formada por
homens (professores, médicos, esportistas, músicos,
etc), pode pensar em coletes e blusas de cores sóbrias.
E assim em todas as demais situações.
Enfim, é a sua organização, os dados que
registrar de cada cliente que vão servir de base para
um bom desenvolvimento da sua atividade de tricoteira.
Comece já. Perder tempo é perder faturamento,
chances, clientes.
NOSSA
SUGESTÃO
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Não
é segredo para ninguém que o salário brasileiro
está bastante achatado, em praticamente todas as atividades.
Também não é segredo que pessoas com capacidade
e conhecimentos elevados, que anteriormente ganhavam ótimos
salários, hoje engrossam filas de desempregados e sujeitam-se
a salários baixíssimos em nome da sobrevivência.
Veja
que não há espaço para o desdém
ao dinheiro. Qualquer chance de aumento do rendimento mensal
deve, precisa ser valorizada e usada. Não ria, não
menospreze, não deboche de ganhos diários de R$
10,00 ! Em 30 dias são R$ 300,00! Muito menos de ganhos
de R$ 20,00 ao dia! Milhares de pessoas gargalhariam da mais
pura felicidade se tivessem a chance de um salário de
R$ 600,00 ao mês (R$ 20,00 x 30 dias). Imagine o que essas
pessoas fariam se pudessem ganhar R$ 30,00 ao dia....
Repetimos:
não há espaço para o desdém ao dinheiro.
Se você tem uma máquina de tricô, é
inconcebível que não a esteja usando para gerar
"pequenos" rendimentos diários. Não
lhe apetece acrescentar valor à sua renda mensal? Só
podemos imaginar que, então, você está incluído
naquela mínima parcela da população que
não está "nem aí" para dinheiro
porque já tem mais do que o suficiente.....!
Senhora
tricoteira: gastando R$ 10,00 na produção de uma
peça e vendendo-a por R$ 30,00 (arredondando números
só para facilitar), a cada dia, já é uma
imensa ajuda; por menor que seja o seu tempo para esse trabalho,
a sua máquina de tricô é uma importantíssima
fonte de renda. Mesmo que você trabalhe fora! UMA peça
ao dia é algo super razoável para se produzir
e vender.
Não
podemos crer que alguém se negue a um emprego melhor,
com salário melhor, por preguiça; não acreditamos
que as pessoas se conformem com dificuldades financeiras; não
imaginamos possível que uma família não
apoie a chance da solução.
O razoável é acreditar que um salário melhor,
a busca de soluções para a queda do poder aquisitivo,
o estímulo a toda e qualquer possibilidade de renda,
sejam o objetivo de todos.
Você
tem uma máquina de tricô? Não desdenhe o
privilégio que tem em mãos para a melhoria da
sua renda. Esqueça a preguiça; não use
sua falta de "saber" como desculpa. Esqueceu como
usá-la bem? Aprenda! Reaprenda! (Ensinar,
orientar, é o objetivo e a especialidade do nosso curso...)
Você precisa de tempo, precisa reorganizar a rotina da
família? Reúna todos, conversem, façam
contas, veja no que todos podem ajudar, colaborar; sabendo quanto
i$$o pode melhorar a vida de todos, com toda certeza você
terá apoio, estímulo, ajuda.
Não,
não se pode mais recusar essa chance de ganhar dinheiro;
lembre-se disso todos os dias: uma única peça
que faça pode ser a diferença, o fiel da balança,
no rendimento a mais que o seu mês precisa.
Nos dias de hoje, não há mesmo
espaço para o desdém ao dinheiro. Não há
espaço, nem justificativa, para quem não utilize
sua máquina de tricô com seriedade, metas, organização
e profissionalismo; sem essa postura, aliás, não
há como melhorar qualquer renda, qualquer salário.
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Correria é
a característica de todo final de ano. Quase uma maratona
que sempre vencemos. Mas aí vem Janeiro e... (ufa!) o
clima é de férias. Calma? Que nada! As crianças
estão em casa, temos zilhões de coisas para cuidar,
planejar, fazer, atender, ordenar........ Tudo é meio
sem compromisso, não temos horário para dormir,
acordar, comer, sair, voltar.
Quando
chega a hora do trabalho, pois Fevereiro é mais que hora
de pensarmos nisso, ficamos como uma barata tonta sem conseguirmos
organizar nosso tempo. Ainda em clima de stress (férias)
e de correria, queremos acrescentar o tricô ao nosso desorganizado
tempo. Então sentamos à máquina por 3 minutos,
levantamos para atender a TUDO o que nos requisita; parece que
nada anda, que nada se resolve sem nossa presença! E
voltamos para a máquina, e erramos, e desmanchamos, e
nos atrazamos e o trabalho não rende.
Pense:
e se você trabalhasse fora? Pronto! Sair de casa as 8
da manhã, voltar às 18. Ah, você não
está! Não tem como atender ao telefone, bronquear
com as crianças, fiscalizar todo o dia a dia da sua casa.
A
casa vai cair? Vai desmoronar? A empregada não vai fazer
seu trabalho? As crianças não vão para
o colégio? Claro que sim! Tudo vai andar, tudo vai sobreviver
sem a sua presença! É claro que você fará
ajustes para conciliar os horários, as atividades; afinal,
apesar do seu trabalho, a vida tem que fluir, tudo tem que ter
seu momento, sua organização....
E
por que a sua atividade de tricoteira não tem semelhante
importância? Sim! VOCÊ MESMA não está
impondo seriedade ao seu trabalho! É você que está
fazendo do seu tricô uma atividade "que se faz quando
dá" e não um trabalho encarado com seriedade
e determinação! Não é o telefone
que toca que pode atrapalhar a sua concentração
bem na hora daquele decote mais caprichado! Lá no seu
emprego você poderia estar numa reunião, sem chance
alguma de atender ao telefone....
Não, não é o mundo que está atrapalhando
o rendimento do seu tricô. É você que não
está dando a ele a mesma consideração que
daria a um emprego qualquer que tivesse fora de casa...
Então,
organize-se! Concilie horários, adapte atividades; durante
seu trabalho o telefone será atendido pelas crianças,
pela sua mãe, irmã, doméstica, pela secretária
eletrônica ou não será atendido "de
tal a tal hora". Ensine a todos como anotar os recados:
nome da pessoa, telefone dela, assunto; tenha papel e caneta
ao lado do telefone, sempre. Combine com a família que
horários você não atenderá, como
se estivesse fora de casa. Informe
suas amigas e suas clientes: telefone xxxx-xxxx das 09:00 às
13:00 h, por gentileza.
Habitue
seus filhos a respeitarem os seus horários de trabalho.
Enquanto mamãe está na máquina de tricô
não pode perguntar qualquer bobagem, reclamar, chamar,
gritar, etc. Organize para que esta seja o hora em que estudem,
por exemplo.
Enfim,
você é a primeira pessoa que deve olhar a sua própria
atividade com seriedade. É você quem deve dar a
ela o status de "trabalho", não de quebra galho,
nem de diversão. Por mais que o tricô seja gostoso,
apaixonante e gratificante, para gerar lucratividade deve ser
encarado com respeito e profissionalismo.
Lembre-se
que há uma estreita relação entre o quanto
se trabalha e o quanto se ganha. Portanto, se você pensa
que trabalhar desorganizadamente pode gerar lucros, está
errada. Você ganhará proporcionalmente ao tempo
que se dedicar A SÉRIO ao seu trabalho. Tricoteiras organizadas
têm horário fixo, têm metas, têm planejamento;
e têm, também, lucros, é claro.
Faça o seu tempo render; organize-o
de maneira a poder produzir sem correrias, interrupções
e afobações. Deixe de pensar o tricô como
um item secundário; ou ganhar dinheiro é secundário
para você? Encare sua atividade como um trabalho no verdadeiro
sentido da palavra; pense o seu tricô com a mesma seriedade
com que encararia ser chamada para um emprego especialíssimo.
Aliás, o seu É um emprego especialíssimo!
Ou não tinha se dado conta disso ainda?
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