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PRESENTES


Quando a Oportunidade faz a chamada geral, só quem se fizer presente passa de ano com bons lucros no "boletim" da sua atividade.

Pois a Oportunidade está chamando VOCÊ. Todos começam a pensar nos presentes de Natal e você precisa pensar como uma séria e forte concorrente ao título de "fornecedora natalina". Como? O que as grandes empresas fazem a partir de agora? Vejamos:

1) PUBLICIDADE: enchem vitrines do que têm de melhor e mais bonito. A idéia é ganhar o consumidor pelo olho, dar a ele a idéia do que comprar.
E como você poderia fazer isso, já que você não tem vitrines? Mostrando as coisas que você pode fazer! Se você conhece suas clientes, do que gostam, suas cores preferidas, mostre a elas o que poderia ser perfeito para presentear a irmã, a mãe, a afilhada, etc; valorize a exclusividade para aquela mulher mais fashion, mais sofisticada..... Leve cartões com seu nome e telefone e sugira: "se precisar de um presente especial, ligue."

Às clientes para as quais seja impossível mostrar o seu trabalho, telefone. Avise que você pode fornecer peças especiais para presentes, adequadas a jovens, senhoras e pessoas de idade. Claro, não esqueça da vovó! Lembre que o tricô é um ótimo presente sempre; é certeza de agradar num presente útil, único, exclusivo, bonito, barato.

2) CRIATIVIDADE: as empresas pagam fortunas para que seus produtos sejam diferentes, chamativos, bonitos, atraentes, práticos, irresistíveis. Algumas empresas mantém equipes de profissionais (como estilistas, por exemplo) só para isso. VOCÊ tem a inacreditável vantagem de poder produzir peças únicas, personalíssimas, exclusivíssimas. Coloque sua criatividade na academia do bom gosto e produza peças com um toque especial: pequenos bordados com lantejoulas (atualíssimas), aplicação de pequenas flores (de crochê, super atuais), cordinhas com contas de madeira, pequenos pom-pons estrategicamente pendurados. Um simples short terá outro ar se você aplicar, na bainha da perna, duas pequenas flores coloridas. CRIE, adicione criatividade a cada peça produzida!

3) MOTIVAÇÃO: a publicidade enche os ouvidos com as músicas natalinas, com enfeites brilhantes, com cores como verde/vermelho e branco. O Natal é a grande alavanca, é o motivo a que todos comprem. Crie pequenos enfeites de Natal e adicione-os às suas peças: se a sua cliente comprar uma blusa que será presente para a cunhada ou para a mãe, junto estará uma meinha do papai Noel, ou pom-pons, tecidos em verde/vemelho/branco, graciosamente amarrados ao presente com fiozinhos dourados. Crie pequenos saquinhos de tricô que sejam "envelopes" para o cartão que acompanhará o presente. Lembre-se que a cliente pode decidir-se pelo presente em função dessa motivação que você adicionou ao produto!

4) EMBALAGEM: ao final do ano muitas lojas fazem da embalagem um trunfo de vendas. Você pode criar embalagens super especiais para os produtos que você vende! Imagine um par de meias rendadas, lindíssimas, dentro de um saquinho de papai Noel (vermelho, em tricô)! Um short pode ser enrolado dentro de um "lenço" de tricô listrado, amarrado por dois cordões que darão ao pacote o formato de uma bala ou um bombom! Um saquinho de tricô pode abrigar uma blusa, um conjunto, um twin-set.
Enfim, suas embalagens podem ser tão especiais quanto os presentes que elas conterão.

Use as imensas vantagens que você tem e participe do mercado de presentes. É claro que precisa se programar, refazer estoques de fios como os vermelhos, verdes e brancos, os de verão para tecer presentes atuais, nas cores da moda. Prepare-se, pois. O que você não deve é desperdiçar essa imensa oportunidade de faturamento, de criação ou ampliação do seu mercado.

Quem sabe o SEU Papai Noel não descubra um jeito especial de presentear VOCÊ? Uma frontura, um transportador automático de pontos, um enrolador elétrico para cones, um curso (podemos ajudar nisso....) ou uns 10 cones de fios? Ou ainda... uma máquina de tricô? Se você ainda não tiver uma, não seria o melhor presente do mundo?
De todas as formas, tricô é um ótimo presente!

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Primavera


Se o inverno da moda "já foi", algumas pessoas poderiam pensar que a máquina de tricô também vai.... para a caixa (em cima do armário ou debaixo da cama). Claro, e a sua renda extra vai, também, para o beleléu....

Justamente quando estamos indo para a época de maiores gastos? E vem o fim do ano, férias (da garotada), viagens, matrículas, etc., etc.. Quem pode dispensar um rendimento tão importante quanto o que o tricô pode dar?

Como jogar fora a possibilidade de fornecer blusinhas, shorts, saias, bolsas, tops, bermudas, batas, etc? Se no inverno você leva horas e horas para tecer uma blusa, no verão você pode tecer tops, tomara-que-caia e shorts, todos num mesmo dia. Logo, não é difícil ter um rendimento bastante semelhante ao que o inverno costuma dar.

Se uma blusa de inverno consome 300 ou 350 gramas de fio, com esse mesmo peso você tece pelo menos DUAS peças leves de verão. Portanto, não argumente que o preço de uma blusinha é menor; o consumo de matéria prima é menor, o tempo de confecção é menor também, o acabamento é menos exigente. Portanto, nada mais justo que custe menos para a sua cliente. Mas a sua lucratividade não precisa ser menor por isso.

E o mercado? Se no inverno você argumenta com o frio, de agora em diante você tem a moda, o Natal, as férias, a praia, a praticidade das roupas de linha! É pouco? Que tal pensar no seu lucro, que é o melhor de todos os motivos???? Sim, pense no seu lucro!

Retire os pêlos do inverno que ainda estejam soltos por cima da sua máquina, mude a ordem dos fios nas prateleiras, (inverno para trás, verão para frente), revise as dicas para o tricô de verão, planeje os modelos que quer tecer, organize seu estoque de fios, confira as cores da moda e reponha as que faltem no seu estoque.
Com todo esse combustível pronto, passe à parte prática e tricote! A sua máquina pode; a moda verão está maravilhosa para o tricô. Anime-se!

A primavera está aí para colorir a vida e a natureza. Faça a sua parte: ajude a colorir a moda!

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Hippie


O ser humano nasceu artesão. Fez as primeiras ferramentas, criou os primeiros mecanismos, as primeiras máquinas, os complexos equipamentos; dessa evolução nasceu a indústria.
O tricô, antes tecido ponto a ponto por dedicadas esposas e filhas, passou a vir pronto, das vitrines para dentro das nossas vidas.
Talvez tenham sido os hippies os primeiros a reagir contra a uniformização da humanidade.
Eles acrescentavam pontos, detalhes, flores, recortes, bordados, desenhos, dando personalidade à sua roupa. Foram os precursores da customização.

Hoje a moda está, novamente, voltando às suas origens. Por que?
Por que as pessoas cansaram dos uniformes e da padronização! Todas querem ressaltar seu estilo e diferenciar a roupa, porque somos, todos, diferentes na personalidade. E aquele tricô industrial e sem graça está cedendo espaço ao que é produzido com exclusividade, com criatividade, com um toque de produção artesanal.

Não é a toa que a moda verão 2006 terá um forte toque hippie. Todo o natural, da palha às flores artesanais, será moda. A moda está se rendendo à arte; a produtividade está se rendendo ao bom gosto e à exclusividade.

É claro que o seu tricô pertence ao rol valorizado do artesanato. Você faz uma roupa única, exclusiva; você, que usa sua máquina com arte, que faz do seu tricô a expressão do bom gosto, que faz da sua atividade uma demonstração de criatividade, com toda certeza está num momento de glória. Tricote muito, crie, ouse, faça em todas as estações do ano momentos de bom faturamento, de importantes lucros.
Prepare-se para criar um tricô colorido e alegre para o verão; bordados, vidrilhos, flores, cores; o verão será comportado, alegre, de muito e de todo artesanato. Não poderia ser melhor! É a moda se rendendo ao que toda boa tricoteira tem de sobra: criatividade, imaginação, bom gosto, exclusividade.

Se você não tricota ainda, esse pode ser o momento ideal para você ter sua máquina. Porque o tricô a máquina é bom assim, quando se pode fazê-lo como uma ocupação valorizada, como uma atividade que nos realize.
Nenhuma grande malharia pode oferecer o artesanal que uma tricoteira faz. Nenhuma fábrica pode oferecer a exclusividade verdadeira que uma tricoteira pode. Nenhuma produção em escala industrial pode ser tão artística e única como a que pode sair da sua máquina de tricô.

Pelo que se vê da moda e das tendências, há um longo caminho ainda a ser conquistado pelo seu tricô. Esqueça os velhos conceitos de que tricô só serve para o frio; apague da memória que a praia da sua máquina de tricô é em cima do armário; recicle a idéia de que o tricô de verão é quente (a tecnologia dos fios modernos derrubou esse conceito!); e definitivamente abra os olhos ao óbvio: você pode, você é capaz, sim e sim, de fazer do tricô uma forma de arte em roupas leves, lindas, simples, diferentes, coloridas. Seja hippie! Seja ousada e diferente; aceite o desafio: abaixo a padronização! Viva o artesanato...!

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TRICÔ ESCRAVO


Em todos os aspectos da vida existem situações ruins que todo mundo conhece mas, por comodidade, prefere ignorar.
Muito mais quando essa situação é uma opção, uma escolha de quem a está vivendo. Afinal, todas as pessoas têm direito ao livre arbítrio, é claro.

No caso do tricô não nos parece tão simples assim porque existe quem se prejudique sem ter consciência do que realmente está fazendo. Existem situações onde tricoteiras, ESPECIALMENTE AS INICIANTES, são usadas como se fossem verdadeiros robôs; depois, quando estão arrebentadas, exaustas, acabadas, são simplesmente trocadas por outras como se as consequências não importassem. Existem centenas de tricoteiras com braços, ombros, costas absolutamente doloridos, musculatura exausta, dor ao tecer, tratamento e preocupação familiar. Porque cairam na conversa do tricô escravo.

Começam sendo "encontradas" por quem lhes oferece um trabalho "seguro", contínuo, um faturamento praticamente fixo. O argumento mais simplório é o de que fio e receita não serão problema, "você só dá a mão de obra". Quem não gostaria de ouvir uma boa proposta de 100, 200 peças? É absolutamente atraente pensarmos em R$ 1.000,00, ainda mais nos dias de hoje.
Ora, R$ 1.000,00 será o resultado de 200 peças a R$ 5,00! DUZENTAS PEÇAS! Essas tricoteiras submetem-se a ganhar R$ 5,00 por peça produzida (pior: há quem se contente com menos que isso!!!).
E comprometem-se num trabalho absolutamente massacrante, explorado por uma comerciante atenta que vende junto a lojistas e sai em busca de quem possa produzir o que necessitam para cumprir seus "contratos", e no menor tempo possível. Inúmeras dessas comerciantes sequer tricotam. Não têm qualquer idéia do esforço, das horas trabalhadas, das costuras, do trabalho manual que cada peça exige. Mas querem produção, muitas e muitas vezes acenam com mais encomendas porque sabem que a perspectiva de faturamento é um ótimo combustível ao esforço das tricoteiras.

Mas que ninguém se engane: se fosse tão bom, certamente elas mesmas se arrebentariam para produzir essas peças no exíguo tempo que estipulam; se receber R$ 5,00 em cada peça fosse tão lucrativo, elas prefeririam estar no SEU lugar, produzindo, ao invés de simplesmente intermediarem. A verdade é que ganham, às suas custas, muito mais do que você!

Pense que você não é simplesmente um motor. É terrivelmente monótono e desgastante ter que produzir dezenas de peças idênticas. A magia do tricô, a beleza da atividade, a alegria desse trabalho está exatamente na originalidade, no ver uma peça única, exclusiva, saída das suas próprias mãos. É olhar para ela e imediatamente imaginar variações tais que uma outra há de ser, também, única. Pense que você pode produzir 3 peças POR SEMANA e ganhar o mesmo, senão mais, do que ganharia no tricô escravo. Sem ter que dar o sangue, o sono não dormido, a saúde, o humor derrubado, etc.

Tricote muito, sim, mas para você mesma; por você. Faça do tricô uma atividade que a realize no sentido melhor da palavra, mantendo viva a sua criatividade, o seu orgulho por se sentir capaz, produtiva, profissional da moda. Não se deixe atrair por propostas fáceis que hão de lhe acenar com idéias fantasiosas de lucro falso (para você). O que essas pessoas pretendem é ter o seu tricô semi-artesanal, hoje valorizado, com uma produtividade de tricô semi-industrial.
Você vai estar vendendo mais que a sua mão de obra: estará vendendo a suas horas de lazer, o seu direito à criatividade; estará vendendo o prazer de produzir um tricô único; estará vendendo o prazer inigualável de olhar uma peça pronta e dizer "fui eu quem fez".

Você é livre para aceitar isso, sim. Mas faça-o então com a consciência de que estará se submetendo ao tricô escravo. Quem já viveu isso sabe que o preço é alto; não vale a pena. Consideramos importante que você saiba disso.

Julho/2005

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O SEU LUCRO


Realizar o sonho de ter uma máquina de tricô é fácil. Toda a engrenagem inicial, que compreende aprender manejo, aprender confecção e exercitar a criatividade (só para citar alguns aspectos) é desafiadora e apaixonante. São itens que dependem exclusivamente da própria pessoa. Mas, vencida essa etapa, ou até mesmo ainda DURANTE ela, já se pode começar a vender algumas peças; é uma meia aqui, um cachecol ali, uma manta acolá... Esse lado comercial do tricô traz enormes desafios: estipular preços, dizer o preço, cobrar o preço.

Inúmeras tricoteiras têm verdadeiro pânico do momento em que ouvirão o "quanto custa?" de sua possível cliente. Muitas acham que a peça vale R$ 50,00 (por exemplo), mas na hora de emitir sons, a voz balbucia um R$ 35,00 tímido, medroso, receoso de que a cliente ainda ache a roupa cara. Escondem sua insegurança atrás da desculpa "ainda estou começando".
Outras, se não tem receio algum ao dizer o preço estipulado, muitas vezes escondem nessa coragem uma total desvalorização do seu trabalho. Oferecem suas roupas por preços tão irrisórios que, é claro, não se torna necessário ter medo de dizê-los.

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. O lucro faz parte de todas as atividades humanas e não é pecado algum desejar tê-lo. Lucro não é vergonha, é estímulo ao trabalho. Lucro não é desonestidade, é retribuição por um trabalho executado. Não sinta culpa por lucrar em cada peça vendida. Tire da cabeça que você não merece; esqueça todas as desculpas que a insegurança sabe criar tão bem. Pense no lucro como uma coisa JUSTA, uma conquista do seu esforço, do seu trabalho.
É preciso dizer que o lucro é igual ao salário. Se um empregado recebe salário da empresa onde presta seus serviços, a pessoa que exerce uma atividade autônoma e faz disso uma atividade comercial, não tem salário, tem lucro. Portanto, se o seu marido trabalha fora e recebe um salário mensal, é mais que certo que você, vendendo suas peças de tricô, estabeleça uma margem de lucro; é a soma dos vários lucros que você vai tendo a cada peça vendida que vai compor a sua renda mensal, o seu "salário".

Estabelecer o quanto precisamos ganhar em cada peça requer método e cuidado. Não se deve desvalorizar o seu trabalho, mas também não é necessário estabelecer margens exorbitantes. Deve-se levar em conta, sim, os custos; quanto de fio foi utilizado, as horas trabalhadas, as matérias primas adicionais (fios para a máquina de costura, uso de energia elétrica, botões, elásticos, etc). E deve-se, também, conhecer o preço praticado usualmente para esse produto.

Partindo disso, será mais fácil criar uma tabela de preços: estipule preços para cada produto que você produza, com regras lógicas, justificáveis. Se uma roupa for extremamente diferenciada (com bordados, miçangas, etc), pode e deve ser mais cara que uma outra peça menos trabalhada. A cliente entende isso perfeitamente e você não tem qualquer razão para temer praticar um preço especial naquela peça.
Tenha o hábito de ter uma tabela de preços escrita, para poder mostrar à sua cliente, especialmente se você tiver constrangimentos em falar, dizer o preço do que está vendendo. Ou coloque etiquetas nas roupas, com o preço claramente visível. Se a cliente não precisar perguntar, você não precisará ter que dizer o preço. Simplifica.

Você deve lembrar que a cliente não é um inimigo a vencer. A cliente é uma aliada! Você tem um produto que ela quer (a roupa que você tricotou); ela tem um outro produto que você quer ter (dinheiro); então a venda é apenas uma troca, não é um favor pelo qual você precise implorar, nem é um sacrifício ao qual a cliente se submeta para agradar você.

Há, ainda, um outro detalhe: a máquina de tricô deve permitir que você seja criativa, produzindo de maneira diferenciada, especial e única. Se você oferecer produtos assim, diferentes de tudo o que se possa comumente encontrar no comércio tradicional, certamente a sua cliente não se prenderá muito ao item preço (o que não quer dizer que possa ultrapassar o limite do razoável). Mas o preço será um detalhe menos importante do que o bom gosto, o charme, a qualidade, o visual, a criatividade, etc., da roupa que você estiver oferecendo.

Se você tem a chance de produzir o seu tricô com beleza e qualidade, não se intimide ao cobrar o valor justo, aquele que lhe dê um lucro que compense todo o cuidado com que você realizou o trabalho. Orgulhe-se por recebê-lo merecidamente!

Maio/2005

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CHUVA


Você quase não vê. Lá no horizonte surje uma nuvem, e você continua o seu dia a dia; quando levanta novamente o olhar, o céu já desapareceu; uma chuva gostosa, mansa, cai aqui e ali mas você nem nota que já está encharcando a roupa do varal... Quando percebe, é aquela correria...

Assim é a moda. Tantas dicas, tanta informação, tantos desfiles que a nuvem passa despercebida. Então aqui e ali se vê uma vitrine, uma repetição, um novo modelo. E de repente chovem cachecóis, ponchos, pelerines, faixas, laços, gorros, tiras, estolas. E aí você olha para a sua máquina de tricô e, claro, é aquela correria....

Mesmo as tricoteiras mais experientes, de vez em quando, são pegas desprevenidas por chuvas de tendências menos previsíveis. Não porque não saibam os modelos, mas porque desacreditam que possam virar uma moda avassaladora, como uma tempestade. Foi o caso de muita gente com os cachecóis do inverno 2004. O baixo estoque de fios e a falta de planejamento na formação de um estoque seguro, fez muita gente passar "seca" por aquela tempestade de cachecóis, de moda, de lucro.
Você já parou para olhar as tendências para o inverno? Você já se planejou para elas????? Você já tem fios, cores, conhecimento e segurança para tecer as peças da moda? Você se sente pronta para enfrentar as "chuvas" que já se mostram no horizonte? Antes que cheguem, corra, prepare-se, previna-se!

Estoque fios, estoque cores, estoque peças prontas. Adicione acessórios, flores, broches, faixas. E crie laços, e adicione charme, bom gosto, capricho. Faça MODA! Ofereça mais que tricô à sua cliente: ofereça MODA. Você não deve apenas competir com a mesmice das vitrines que fornecem dúzias de mesmas roupas à dúzias de clientes iguais. A SUA cliente tem que ser única, o seu produto é único, feito um a um, personalíssimo.
Não há mulher que não goste de uma roupa bonita, bem feita, única, especial, exclusiva!

Se você ainda não tem noção do que pode ou deve produzir, saia de casa, vá inspecionar vitrines. Veja e leia tudo o que puder sobre moda (comece pelo item NOTÍCIAS, nesse site, onde mostramos as principais tendências para o inverno); e ponha-se a produzir peças piloto, mostruário, ou, se preferir, peças demonstrativas. Calcule custos, estabeleça preços, informe às clientes do que você poderá produzir para ajudá-las a revigorar seu guarda-roupas: uma faixa para servir de cinto/laço, um cachecol estreito para ser amarrado ao pescoço, uma estola para incrementar o pretinho básico, um poncho rendado para deixar qualquer visual moderno e deslumbrante, um pelerine para valorizar um velho jeans, uma belíssima polaina, etc, etc.. Veja que nem falamos ainda nas peças que o frio poderá exigir: luvas, calças compridas, meias-calça, blusões, etc., etc..

Para fazer chover lucros, você precisa semear moda, cultivar idéias, regar o mercado.
Há nuvens de moda no horizonte. Corra! Crie a sua horta e deixe-se encharcar... de clientes, de faturamento, de lucratividade!

MARÇO/ABRIL-2005

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FIM DE FESTA


Enfim, acabou a brincadeira. Férias, praia, crianças em casa, viagens, filmes antigos na TV, pipoca, fantasia, carnaval. Ufa, cansou!

Agora voltamos à santa monotonia: é hora de recomeçar seu trabalho: como está o seu "saldo", o seu estoque? Fios: quantos cones você já tem para essa nova temporada? Quantas cores? Quais as que lhe faltam para poder fazer uma produção variada e de acordo com a tendência de cores do momento?
Como está o seu estoque de linha para costurar (na máquina de costura), se a utiliza? E como está sua máquina de tricô? Seria hora de uma manutenção preventiva? Limpeza, lubrificação, troca de algumas agulhas ou da barra de espuma? É hora de ver tudo isso!!!!

Quanto fio você vai consumir este ano? Ah, sim, você não sabe ainda. Mas, digamos, quanto seria o MÍNIMO que você pensa em produzir? Quanto fio precisa para esse mínimo? Você tem esse fio no seu estoque? Precisa ter! Não deixe para a última hora, não queira participar da maratona "Fios pelo Brasil", não se inscreva no bloco das "desfiozadas"! Se você quer, mesmo, de verdade, com intenções sérias, com firmeza e determinação, ganhar dinheiro com o seu tricô, comece já, agora, HOJE: compre fio! Refaça o seu estoque!

Vai continuar a era do cachecol, vai recomeçar a loucura do "feito a mão", pode ter gritaria e choradeira atrás de fios, de cores. Não dizem que prevenir é o melhor remédio? Pois PREVINA-SE!

Além disso, investir em fio é seguro: você sabe que vai transformar essa matéria prima em dinheiro, naturalmente acrescido do seu trabalho da sua margem de lucro. Regra geral, para cada real investido em fio, o faturamento é de R$ 3,50, ou seja: retorno de R$ 2,50 reais. Não é preciso ser nenhum gênio em economia para saber que é uma lucratividade extremamente interessante.....

Não deixe para amanhã. Faça seus levantamentos de estoque, programe sua compra, pesquise preços, compre. Este é o momento.
Comece também a preparar o seu estoque de produtos prontos: sobras de fio podem produzir ótimas polainas, meias, gorros, cachecóis. Combine cores, agrupe tons e tricote. Cores que não permitam mais tecer uma peça inteira devem ser programadas para roupas bicolores; cones inteiros já podem resultar em peças prontas que vão enriquecer o seu faturamento ao primeiro frio outonal.

Trate agora também da divulgação do seu trabalho: avise suas clientes que já está disponível para produzir os itens da moda (polainas, cachecóis, gorros, coletes, mini vestidos, etc); prepare a lista de presentinhos e lembrancinhas que você dará e que vão divulgar o seu tricô (para professores, secretárias, atendentes, etc). Prepare-se para ter também peças prontas para pequenas emergências como aniversários, nascimento de bebês, por exemplo.
Enfim, há muito a ser feito. Se você não quer perder a hora, comece já. O bloco da tricoteiras felizes já está se movimentando. Você não vai querer ficar parada esperando a ala das atrazadas, a que encerra o desfile, a que quase não vê aplausos nem lucros, a que marca o fim da festa. Vai?

Fev/Março 2005

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A ANTI MODA


Os meios de comunicação tornaram o seleto acessível a todas as pessoas. Se antes moda era sinônimo de "coisa de rico", hoje a alta tecnologia na produção dos tecidos (por exemplo), a rapidez dessa produção, exige mercados maiores. Se antes produzia-se 1000 metros de pano para roupas únicas que algumas poucas pessoas comprariam, hoje a indústria utiliza teares que produzem milhares e milhares de metros de tecido que, consequentemente, podem vestir milhares de pessoas.

Então, por necessidades até econômicas, a moda se popularizou; os costureiros ganharam a companhia, na fama, dos estilistas que, contratados pelas grandes indústrias, passam a divulgar estampas, cores (que vendem tintas), botões, sapatos, bolsas, etc. A busca incessante pelo diferente, pela apresentação sofisticada do que querem que seja comum, para que o gosto popular absorva as escolhas e compre os produtos mostrados, é a grande função da moda.

A moda brasileira, é claro, espelha-se na moda mundial. E, por questões da natureza, quando aqui é verão, na Europa e nos Estados Unidos é inverno. O Inverno de lá SERIA tendência para o próximo inverno DAQUI.

Mas a velocidade da informação está atropelando a moda: o que lá se desfila para o verão já se está querendo adotar para o inverno de agora. Com isso os estilistas estão atropelando a capacidade da indústria: em nome do estar informado, impedem que a cadeia produtiva consiga produzir, a tempo, a matéria prima própria para a produção das peças que irão para as vitrines para a próxima estação. O resultado é o que se viu nos principais desfiles brasileiros: moda INVERNO desfilando em vestidos leves, esvoaçantes, veranis; blusinhas leves, saias fresquíssimas; sem mangas e generosos decotes, moda Equador Verão Eterno. Sem falarmos que cores apontadas como "forte tendência" nem constam da cartela Inverno 2005 de vários fabricantes de fibras e fios!
Está certo que este país continental tem inverno parcialmente distribuido: não se queira impor ponchos e pelerines à moda usada em Recife. Então é preciso destacar o que é Moda Inverno - "Fashion Frio" do que é "Fashion Calor"; esta poderia ser uma boa alternativa para que os eventos não chamusquem a fama que a moda brasileira tem conquistado.

Também que não se transforme as lindas modelos brasileiras em mostruários ambulantes; revisem contratos com a indústria e se obriguem a mostrar tecidos, acessórios, etc., envoltos em bom gosto e estética. O inverno não pode ser confundido com o carnaval - a escolas de samba também não têm se metido a ditar a moda inverno. Portanto, o absurdo deve ficar restrito aos sambódromos onde o sonho é permitido, o devaneio colorido é desejável e a ousadia é ingrediente.

A moda brasileira quer agradar a gregos e troianos; quer vender para o frio ou para o calor, seja lá o que dê entre Maio e Outubro. Será que o medo de se perder das previsões do clima não vai matar a indústria do ramo? Mostrar verão, vender tecidos finos e esvoaçantes e depois, no contrapé do clima, com as temperaturas despencando, ver a indústria afundar sem estoques de reposição para as lojas, sem clientes querendo (ou precisando) da produção veranil que estará nas mãos das costureiras que deviam estar fazendo inverno? Não está havendo um equívoco nos conceitos de "coleção inverno" e "coleção verão"? Não cabe ao público interpretar tendências. Cabe a quem comanda a moda orientar o público.
Ou terá a indústria brasileira a idéia de transformar a moda brasileira num show de mídia? É preciso transformá-la num show de vendas...!

Louve-se a organização, o burburinho, a preparação, a divulgação e todo o andamento dos desfiles brasileiros. Mas é tempo de se desnudar a sofreguidão do interesse comercial em detrimento de uma criação realista, realmente voltada ao que se entende por Moda Inverno, elegante, bonita, usável, charmosa, prevista para grandes ou pequenos "frios". Se não for assim, para que desfiles de inverno? Que se façam os de verão apenas! Que se deixe à eventos como a Fenin (Feira Nacional de Inverno) a divulgação da moda para uma estação que emprega tantas e tantas pessoas, que movimenta parcela tão expressiva da indústria. É mais que hora da moda brasileira ser também inteligente.

Jan/Fev 2005

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Rendado


Inúmeras vezes perdemos grandes oportunidades por conta de mitos, crendices, desconhecimento. Tanto que, acredite, ainda existem tricoteiras que desdenham as possibilidades de faturamento no verão. Guardam suas máquinas, cuidadosamente; muitas delas enclausurando, com a máquina, um tesouro especial: o "carro de verão".

Para que carro de verão se não tecem para essa estação? Elas acham, ainda, que tricô é coisa de inverno! Mas... você acha que as fábricas produziriam o carro de verão se o tricô fosse só uma coisa a ser feita para o inverno? Não há aí algo incoerente? Porque o carro de verão é tão pouco utilizado? Só se pode atribuir isso ao desconhecimento; ou da técnica de uso (manejo), ou do efeito, ou das vantagens, ou das possibilidades desse ótimo acessório!

Devemos dizer que a publicidade difundiu a idéia que algumas máquinas fazem "tricô e crochê", e isso sim, não é verdade. O que as máquinas fazem, e muito bem, é o RENDADO, o que é absolutamente diferente. Crochê é uma coisa, rendado é outra...

Nosso verão escaldante pede ventilação na pele. O tricô, por si, já é uma malha altamente recomendável porque os pontos, no caso do ponto básico de qualquer máquina (ponto meia ou liso, como queira), propiciam boa ventilação pelos vãos existentes entre os pontos e no centro deles. Some a isso fios modernos, feitos com tecnologia atual, próprios para o verão; some ainda a possibilidade de tecer uma malha graciosamente rendada, com furinhos que abrem gostosas "janelas" à ventilação da pele. Se você nunca usou uma blusa de verão assim, por favor, não venha dizer que o tricô de verão é quente... É hora de você ter uma roupa dessas para rever seus antigos conceitos!

É claro que você, tricoteira, não vai inventar tecer malhas de verão em pontos pesados, que formem um isolamento entre o ar externo e a pele: pontos como o perlê ou inglês, por exemplo, são proibidos em malhas de verão. Mas ame os rendados, privilegie a leveza, o conforto, a modernidade!

Se você não sabia, vamos dizer-lhe: se a sua máquina tem carro de verão, então não há justificativa para mantê-la guardada durante o verão. Tanto que vamos dizer mais: MESMO que você não tenha o carro de verão, isso ainda não é impecilho a que você teça ótimas roupas de verão, inclusive rendadas!

Vamos dizer ainda mais: na época em que o tricô industrial praticamente desaparece porque essas máquinas têm muito pouco recurso técnico para tecer rendados, esta é a melhor época para você faturar com o que a sua máquina de tricô pode fazer com um brilhantismo único! Bermudas com barras em rendado, blusinhas com barrados rendados (ou até, totalmente rendadas), mangas que são simples rendados inteiros, ventilados, charmosos, sensuais! Pense! Seu carro de verão é um recurso especialíssimo, lhe permite tecer um produto diferenciado, praticamente sem comparação nem similar!

Não, não se justifica deixar de faturar durante o verão. Se você tem o equipamento (a máquina), o conhecimento (estamos aqui para ajudá-la nisso!), acesso aos fios adequados (de verão), ouse, use, faça seu tricô rendado! É o diferente que o mercado gosta, é o bonito que todo mundo gosta de usar, é o exclusivo que só a sua máquina de tricô pode fazer tão bem! Mãos à obra!

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DINHEIRO É BOM


Raramente se viu, na moda, uma unanimidade tão veemente quanto a que o inverno nos mostrou: não houve quem não usasse ou tivesse um cachecol. Centenas e centenas de fábricas, malharias, tricoteiras e crocheteiras puseram-se a produzir cachecóis.

Foi a prova definitiva de que o tricô, mesmo o mais simples, é rentável. Afinal, não há nada mais simples do que tecer reto, adicionar franjas e contabilizar ganhos. E esta foi a melhor parte. Viram-se centenas de pessoas faturando ótimamente; tanto e tanto, que algumas precisaram pedir auxílio para vencer encomendas, dar conta da produção. Famílias uniram-se para "dar uma força" ao faturamento que conseguiu deixar cada mês pleno, abastecido de esperanças e de bons lucros.

E vieram as flores; lindas, tão coloridas, tão democráticas.....! Enfeitam a paisagem, a vista, a moda, a roupa e... o SEU faturamento. Sim! É preciso surfar das montanhas geladas do inverno para as refrescantes ondas do verão. E arrancar aplausos, trabalho, vitórias, lucros! Dinheiro é bom? É! Principalmente quando podemos tê-lo num fluxo contínuo, que realmente se constitua numa melhora permanente do rendimento mensal.

O artesanal continua em alta. Sejamos mais precisos: está ainda mais em evidência, está ainda mais importante e está ainda mais valorizado. Portanto, você precisa manter o seu bom faturamento do inverno. Estamos falando de tricô à máquina, sim; mas vale também para todas as atividades manuais ligadas à produção de moda.

Se antes houvesse alguma dúvida de que o tricô pudesse ser uma ótima opção de lucro para o verão, com toda certeza ela não existiria mais, nesse momento.
As clientes, essas mesmo que compraram os seus cachecóis, já sabem que moda é indiscutível. Tanto que elas mesmas entraram na onda; afinal.... compraram cachecóis. Portanto, cabe a você, tricoteira, crocheteira, etc., manter o interesse dessa cliente pelo trabalho que você pode fazer: saias, blusinhas, shorts, bermudas, calças corsário, mini-blusas, bustiês, faixas, tomara-que-caia, saídas de praia, biquínis. Tudo com jeito de artesanal, com a criatividade do produto exclusivo, com a qualidade do "feito a mão".

Se o inverno ofereceu um item forte que deu a movimentação e a lucratividade que deu, imagine se você oferecer ao seu mercado dois ou três bons itens, diferentes, atuais, bonitos e práticos? Sim! Faturar é ótimo! E está ao alcance da sua criatividade, do seu empenho, da sua determinação, da sua máquina de tricô! Mantenha o seu rendimento; você pode, a sua máquina está pronta para isso e o mercado está favorável ao seu tricô. Mãos à obra!

 

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Lições do inverno


Existem situações e alertas para os quais só damos ouvido quando já é tarde demais.
As crianças são o exemplo primeiro; e papai diz, mamãe fala mas elas, claro, precisam ousar, querem atrever-se, arriscar-se ao novo, experimentar liberdade.
Nós, pais e mães, que tanto falamos e orientamos, também não cremos muito em alertas e avisos! Somos, nisso, um péssimo exemplo...... Ou não é verdade?

Foi preciso um inverno intenso, robusto, forte, vigoroso, para que víssemos, todos nós, que a falta de previsão pode deixar lojas de fios vazias (de produtos e de clientes), faturamento reduzido não por falta de mercado ou de clientes, é claro. Centenas de tricoteiras viram-se a recusar clientela, tendo que convencer à troca de cores, de modelo, etc., porque não encontraram mais onde comprar os fios desejados, as cores escolhidas. E, claro, algumas lojas ousaram querer ganhar no preço o lucro que seu volume de vendas não lhes poderia mais dar.

Conquistar clientes é difícil e requer capricho, constante atenção e planejamento. Manter clientes exige ainda atendimento, criatividade, produtos e serviços de qualidade. Mas perder clientes é muito mais simples: basta não ter o que oferecer, abandonar o cliente à própria sorte. Uma tricoteira não pode dar-se a esse luxo!

Este inverno nos ensinou que, se não há expansão da indústria, temos que expandir nossos estoques a tempo (antes da estação); o frio nos ensinou que as clientes existem e estão atentas à moda; mostrou que devemos poder e saber produzir rapidamente o que a moda quer; nós, tricoteiras, temos a agilidade que as grandes fábricas não têm. Enquanto elas já estão pensando no verão do ano seguinte, nós podemos, sim, produzir e suprir bastante bem o mercado. Foram centenas de tricoteiras a abastecer lojas e lojinhas, da mais simples à mais sofisticada boutique. Este inverno provou, a muitas delas, que o tricô é rentável, atual, importante e muito, muito intere$$ante.

A moda inverno também provou que o tricô é forte, muito mais forte do que pensou a vã filosofia dos descrentes: estão aí os cachecóis "de verão", estão aí as roupas larguinhas, soltas, gostosas, práticas que permitem, a você, tricoteira, manter o interesse da sua cliente pelo seu artesanato. Tricote verão, mantenha o seu faturamento, a sua criatividade, a sua clientela. A moda Primavera/Verão está francamente convidativa ao tricô.

O inverno 2004 foi perfeito para aprendermos que é preciso disciplina; se temos que ousar, que o seja pela inteligência; se temos que evitar decepções, temos que ouvir o mercado, anotar as lições que o clima, a moda e a estação nos impuseram. É hora de acertar. É hora de acreditarmos nos alertas que os problemas desse inverno nos deram; e acreditar para evitarmos que a nossa falta de visão deixe pesadas cicatrizes de prejuízo no nosso faturamento...

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Estoque de fios


"Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura" - diz o ditado popular. Pode parecer inconsistente, mas é em torno disso que agimos na educação dos filhos, no convencimento às nossas idéias, na conquista de opiniões, de clientes, de mercado.

Sempre foi nossa posição, que vimos defendendo há muito tempo, que uma tricoteira PRECISA ter estoques: de fio e de roupas prontas. Não importa, não faz a menor diferença se for uma tricoteira "só para a família" ou se, como a maioria, faz da sua atividade uma importante fonte de renda.
Se teço pouco, posso ter um pequeno estoque de fios. Se teço comercialmente, devo formar um estoque crescente, ano a ano, até conseguir um estoque que me permita tecer uma safra INTEIRA sem depender de reposição de fios! Isso representa ter, disponível, 30 quilos de fio? 50? 80? Não interessa quanto seja, deve permitir que você tricote até o final da estação sem preocupações.

O governo faz imensos estoques reguladores de milho, de petróleo, de álcool, etc., porque, entre outros motivos, o país não pode parar se houver algum problema internacional que provoque uma interrupção temporária no fornecimento.

Você também não pode parar se houver uma interrupção no fornecimento de fios! Ou pode? Parar de ganhar dinheiro lhe interessa? Queremos acreditar que não...
Um outono mais atrevido fez com que os fios disponíveis nas lojas simplesmente... desaparecessem. Isso prova que o imediatismo não cabe no sucesso comercial de ninguém. Ou você se previne, planeja, se prepara ou então não espere muito de você mesma.

Fazer estoque de fios não tem contra-indicação! E daí se não consumir tudo numa única estação? Dinheiro você não perde tendo o estoque ali, às suas vistas! Estoque é uma aplicação financeira imbatível! Veja: se investir R$ 300,00 em 10 quilos de fio, você pode transformar essa aplicação num faturamento de R$ 980,00 (28 peças a R$ 35,00 em média); logo, falamos de R$ 680,00 de lucro líquido. Isso representa 225 % sobre o investimento feito. Que poupança lhe retorna 225% de lucro em tão pouco tempo?

Não! Não tape o sol com a peneira. É inadmissível que uma tricoteira, nesse momento da estação e da moda, não tenha prateleiras abastecidas para suprir seu consumo de outono/inverno. Estoque É LUCRO!

E pense mais: as fábricas de fios, por maior boa vontade que tenham, PRECISAM produzir, ainda durante o inverno, os fios primavera/verão que as malharias utilizarão para as coleções de verão que em Setembro/Outubro deverão estar nas vitrines do país inteiro. Portanto, o SEU abastecimento (de fios para o inverno) sempre há de depender do seu próprio estoque de fios; feito antes, bem antes, no final do verão.

Assim, aproveite o ótimo faturamento atual para fazer uma planejada reserva de dinheiro que vai abastecer as prateleiras, as suas, com fios de inverno que você vai ter para o próximo ano. E que você vai comprar em Fevereiro/Março! Ou você não quer ganhar dinheiro? Ou você quer chegar ao próximo inverno vendo o bonde do lucro passar, o trem do mercado parando em outras estações, o sucesso brilhando só em outras histórias?

Tire as melhores lições do que está acontecendo; pense; entenda que não se pode ir contra a lógica dos fatos: está ganhando dinheiro quem planejadamente se organizou para o inverno, quem tem estoque de fios. A propósito: como está o seu estoque de fios de VERÃO? Está na hora de começar a planejá-lo!

"Estoque de fios em mercado efervescente, mantém o bolso cheio e quente..."

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OVOS E LUCROS


Toda dona de casa saber perfeitamente o que é chegar em casa pelas 11:30 da manhã e ter que sair voando por sobre o fogão para ter, pontualmente às 12:00, um almoço na mesa. Um arroz básico, um ovo frito. CADÊ OS OVOS?
E você andou, curtiu o verão, um verão tão agradável que você pensou que o frio nem existisse mais.... Mas o inverno chegou e..... cadê os ovos? Cadê o seu estoque de peças prontas?

O tricô está valorizadíssimo em Nova Iorque, em Londres, em Paris, na Daslu da capital paulista, na vitrine dos shoppings de todas as capitais. Está hiper na moda no cachecol essencial, na meia que não pode faltar, na blusa insubstituível, no twin-set básico, na saia evasê. Na calça comprida que protege tanto, na meia calça colorida que alegra o visual jovem. Cadê o seu estoque?

E fios? Estão faltando cores, sabia? Faltando só para quem não acredita que prevenir é muito melhor que remediar. Está faltando estoque de roupas prontas só para quem não acreditou em si mesma, só para quem não aprendeu ainda que geladeiras não põe ovos. Uma máquina de tricô não produz roupa alguma se você não tiver fio. Uma máquina de tricô não gerará lucro algum se você não chegar a tempo, nela, para produzir com calma um bom, caprichado, moderno e lucrativo...... estoque.

Quanto fio você tem em casa? Quanta roupa pronta, costuradinha, embalada com cuidado e capricho, está à disposição da sua clientela? ESTOQUE!

Cada quilo de fio que você tenha pode gerar PELO MENOS duas roupas prontas. 2,7 (DUAS E MAIS 70% DA TERCEIRA ROUPA) é a média, considerando peças para adulto. O seu estoque mínimo de fios, se tiver aí 30 quilos, deve gerar PELO MENOS 81 peças prontas com antecedência. Onde estão essas 81 roupas? Cadê o seu...estoque?

Quem são as tricoteiras felizes, animadas, que algumas olham com incredulidade e inveja? Por que elas conseguem e outras não? Como, numa crise dessas, elas vendem tão bem?
"Onde foi que eu errei?", pensam as incrédulas.....

É simples! Programar-se antes, manter seu ESTOQUE de fios, ficar atenta às cores da moda, produzir com antecedência criando um ESTOQUE de roupas prontas bem convidativo, alegre, correto e dentro das tendências. E, é claro, saber, estudar tricô, aprender tricô, aperfeiçoar-se, aprimorar-se, organizar-se.
Ah, sim! Quem não gosta de um "estoque" de dinheiro? Quem não quer colher os bons frutos do sucesso? E que tal aprender a semear o SEU sucesso?

Não pense no que você errou. Pense no que elas, as tricoteiras felizes, ACERTARAM. Mantenha o abastecimento da geladeira e das suas clientes. Não lhe faltarão ovos, nem lucros.


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ORGANIZAÇÃO


Quando pensamos em "fazer tricô para fora", como se diz popularmente, nos esquecemos, na grande maioria das vezes, que produzir e vender tricô são atividades empresariais. Uma tricoteira É UMA MINI EMPRESA: ela precisa ter equipamento adequado, local, matéria prima (a máquina de tricô, o lugar onde ela estiver instalada e fios); ela vai criar o visual dos modelos (o que equivale ao setor de criação) e, claro, ela tricota, produz (como qualquer fábrica). Depois, vai desejar vender o que produziu; aí entra o Departamento de Vendas! Viu só? Tudo isso uma tricoteira é; sem falarmos ainda no Departamento de Publicidade....!

Mas, para que qualquer empresa tenha sucesso, precisa ter normas, estatísticas, controles. Precisa ser ORGANIZADA! Uma tricoteira organizada SEMPRE vende bem, sempre sabe o que deve comprar e produzir para vender bem e atender ao seu mercado. Pergunte-se agora, rapidinho: quais são as SUAS clientes que gostam de roupa VERDE? Você sabe? Não?
Quais das suas clientes ODEIAM decote em V ? Você sabe?
Quantas clientes que usam tamanho GG você tem? Sabe?
Das suas clientes, quantas tem filhas adolescentes? Quem são essas clientes? Você sabe?

Resumindo as perguntas: você tem um registro, um fichário, de suas clientes? Um registro completo do que cada uma comprou até hoje, do que cada uma gosta, dos tamanhos que ela compra, das suas cores preferidas, da época do ano em que compra, etc?

Se não tiver, como é que saberá quanto fio comprar "do verde", como saberá que não adianta oferecer decote em V para "a Joana", que o tamanho GG deve ser oferecido para as clientes "tais e tais", que as roupinhas coloridas e transadas só podem ser oferecidas para as clientes XYZ cujas filhas têm entre 13 e 16 anos? Como saber a quem oferecer aquela blusa laranja que você tricotou e que ficou linda (mas que só quem gosta do laranja vai querer usar)?
E você lembra daquela cliente que ADORA dar tricô para a mãe e para sogra? Sabe o telefone dela?

Minha amiga, ORGANIZE-SE! A estatística é a base de tudo! Faça, sim e sim, um organizado fichário de todas as suas clientes! (veja, abaixo, "Nossa Sugestão")
Anote todas as informações possíveis, nele; inclusive as medidas de cada cliente, se as tiver; isso permitirá que você ofereça a ela uma roupa já pronta com a certeza de que servirá.
Anote também informações financeiras: é boa cliente, paga em dia, etc., etc.. Claro, o telefone dela é um dado obrigatório...

Você dirá: "mas eu só queria fazer tricô...". Diremos: se você adora o tricô e o faz unicamente pela alegria de dá-lo a quem você ama, pelo prazer de usar uma roupa inteirinha feita por você, pela satisfação de aquecer toda a família, então não se preocupe com isso. Mas se você, além de amar o seu trabalho e de tê-lo como fonte de realização pessoal, pretende ganhar dinheiro com ele, deve pensar em se organizar um mínimo.
Certamente você gosta de ser bem atendida, de ter o seu gosto pessoal respeitado quando vai a uma loja, ao supermercado, ao shopping. Então pense nas suas clientes; registre o gosto pessoal de cada uma, baseie-se neles ao criar as roupas que pretende vender.

Uma tricoteira que tenha, como clientes, um círculo maior de avós, pode oferecer ótimas roupas para bebês, para crianças. Uma tricoteira que tenha uma clientela marcada por adolescentes, deve pensar nas cores próprias, nos cachecóis da moda, nas meionas chamativas, nas blusas coloridas. Uma tricoteira cuja clientela maior for formada por homens (professores, médicos, esportistas, músicos, etc), pode pensar em coletes e blusas de cores sóbrias. E assim em todas as demais situações.

Enfim, é a sua organização, os dados que registrar de cada cliente que vão servir de base para um bom desenvolvimento da sua atividade de tricoteira.
Comece já. Perder tempo é perder faturamento, chances, clientes.

NOSSA SUGESTÃO

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SALÁRIO


Não é segredo para ninguém que o salário brasileiro está bastante achatado, em praticamente todas as atividades. Também não é segredo que pessoas com capacidade e conhecimentos elevados, que anteriormente ganhavam ótimos salários, hoje engrossam filas de desempregados e sujeitam-se a salários baixíssimos em nome da sobrevivência.

Veja que não há espaço para o desdém ao dinheiro. Qualquer chance de aumento do rendimento mensal deve, precisa ser valorizada e usada. Não ria, não menospreze, não deboche de ganhos diários de R$ 10,00 ! Em 30 dias são R$ 300,00! Muito menos de ganhos de R$ 20,00 ao dia! Milhares de pessoas gargalhariam da mais pura felicidade se tivessem a chance de um salário de R$ 600,00 ao mês (R$ 20,00 x 30 dias). Imagine o que essas pessoas fariam se pudessem ganhar R$ 30,00 ao dia....

Repetimos: não há espaço para o desdém ao dinheiro. Se você tem uma máquina de tricô, é inconcebível que não a esteja usando para gerar "pequenos" rendimentos diários. Não lhe apetece acrescentar valor à sua renda mensal? Só podemos imaginar que, então, você está incluído naquela mínima parcela da população que não está "nem aí" para dinheiro porque já tem mais do que o suficiente.....!

Senhora tricoteira: gastando R$ 10,00 na produção de uma peça e vendendo-a por R$ 30,00 (arredondando números só para facilitar), a cada dia, já é uma imensa ajuda; por menor que seja o seu tempo para esse trabalho, a sua máquina de tricô é uma importantíssima fonte de renda. Mesmo que você trabalhe fora! UMA peça ao dia é algo super razoável para se produzir e vender.

Não podemos crer que alguém se negue a um emprego melhor, com salário melhor, por preguiça; não acreditamos que as pessoas se conformem com dificuldades financeiras; não imaginamos possível que uma família não apoie a chance da solução.
O razoável é acreditar que um salário melhor, a busca de soluções para a queda do poder aquisitivo, o estímulo a toda e qualquer possibilidade de renda, sejam o objetivo de todos.

Você tem uma máquina de tricô? Não desdenhe o privilégio que tem em mãos para a melhoria da sua renda. Esqueça a preguiça; não use sua falta de "saber" como desculpa. Esqueceu como usá-la bem? Aprenda! Reaprenda! (Ensinar, orientar, é o objetivo e a especialidade do nosso curso...)

Você precisa de tempo, precisa reorganizar a rotina da família? Reúna todos, conversem, façam contas, veja no que todos podem ajudar, colaborar; sabendo quanto i$$o pode melhorar a vida de todos, com toda certeza você terá apoio, estímulo, ajuda.

Não, não se pode mais recusar essa chance de ganhar dinheiro; lembre-se disso todos os dias: uma única peça que faça pode ser a diferença, o fiel da balança, no rendimento a mais que o seu mês precisa.

Nos dias de hoje, não há mesmo espaço para o desdém ao dinheiro. Não há espaço, nem justificativa, para quem não utilize sua máquina de tricô com seriedade, metas, organização e profissionalismo; sem essa postura, aliás, não há como melhorar qualquer renda, qualquer salário.

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EMPREGO


Correria é a característica de todo final de ano. Quase uma maratona que sempre vencemos. Mas aí vem Janeiro e... (ufa!) o clima é de férias. Calma? Que nada! As crianças estão em casa, temos zilhões de coisas para cuidar, planejar, fazer, atender, ordenar........ Tudo é meio sem compromisso, não temos horário para dormir, acordar, comer, sair, voltar.

Quando chega a hora do trabalho, pois Fevereiro é mais que hora de pensarmos nisso, ficamos como uma barata tonta sem conseguirmos organizar nosso tempo. Ainda em clima de stress (férias) e de correria, queremos acrescentar o tricô ao nosso desorganizado tempo. Então sentamos à máquina por 3 minutos, levantamos para atender a TUDO o que nos requisita; parece que nada anda, que nada se resolve sem nossa presença! E voltamos para a máquina, e erramos, e desmanchamos, e nos atrazamos e o trabalho não rende.

Pense: e se você trabalhasse fora? Pronto! Sair de casa as 8 da manhã, voltar às 18. Ah, você não está! Não tem como atender ao telefone, bronquear com as crianças, fiscalizar todo o dia a dia da sua casa. A casa vai cair? Vai desmoronar? A empregada não vai fazer seu trabalho? As crianças não vão para o colégio? Claro que sim! Tudo vai andar, tudo vai sobreviver sem a sua presença! É claro que você fará ajustes para conciliar os horários, as atividades; afinal, apesar do seu trabalho, a vida tem que fluir, tudo tem que ter seu momento, sua organização....

E por que a sua atividade de tricoteira não tem semelhante importância? Sim! VOCÊ MESMA não está impondo seriedade ao seu trabalho! É você que está fazendo do seu tricô uma atividade "que se faz quando dá" e não um trabalho encarado com seriedade e determinação! Não é o telefone que toca que pode atrapalhar a sua concentração bem na hora daquele decote mais caprichado! Lá no seu emprego você poderia estar numa reunião, sem chance alguma de atender ao telefone....
Não, não é o mundo que está atrapalhando o rendimento do seu tricô. É você que não está dando a ele a mesma consideração que daria a um emprego qualquer que tivesse fora de casa...

Então, organize-se! Concilie horários, adapte atividades; durante seu trabalho o telefone será atendido pelas crianças, pela sua mãe, irmã, doméstica, pela secretária eletrônica ou não será atendido "de tal a tal hora". Ensine a todos como anotar os recados: nome da pessoa, telefone dela, assunto; tenha papel e caneta ao lado do telefone, sempre. Combine com a família que horários você não atenderá, como se estivesse fora de casa. Informe suas amigas e suas clientes: telefone xxxx-xxxx das 09:00 às 13:00 h, por gentileza.

Habitue seus filhos a respeitarem os seus horários de trabalho. Enquanto mamãe está na máquina de tricô não pode perguntar qualquer bobagem, reclamar, chamar, gritar, etc. Organize para que esta seja o hora em que estudem, por exemplo.

Enfim, você é a primeira pessoa que deve olhar a sua própria atividade com seriedade. É você quem deve dar a ela o status de "trabalho", não de quebra galho, nem de diversão. Por mais que o tricô seja gostoso, apaixonante e gratificante, para gerar lucratividade deve ser encarado com respeito e profissionalismo.

Lembre-se que há uma estreita relação entre o quanto se trabalha e o quanto se ganha. Portanto, se você pensa que trabalhar desorganizadamente pode gerar lucros, está errada. Você ganhará proporcionalmente ao tempo que se dedicar A SÉRIO ao seu trabalho. Tricoteiras organizadas têm horário fixo, têm metas, têm planejamento; e têm, também, lucros, é claro.

Faça o seu tempo render; organize-o de maneira a poder produzir sem correrias, interrupções e afobações. Deixe de pensar o tricô como um item secundário; ou ganhar dinheiro é secundário para você? Encare sua atividade como um trabalho no verdadeiro sentido da palavra; pense o seu tricô com a mesma seriedade com que encararia ser chamada para um emprego especialíssimo. Aliás, o seu É um emprego especialíssimo! Ou não tinha se dado conta disso ainda?

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