|
|
EDITORIAIS - ARQUIVO 4
|
|
- publicados anteriormente (ao
atual).
|
www.tricocursos.com.br
Desde o início dos tempos existem as pessoas que vivem enganando e as que vivem sendo enganadas. As que mentem, as que acreditam. As que se convencem e as que não se deixam convencer.
O inverno está aí, frio, congelante, impiedoso. O frio EXISTE! Este que você sente, sentem também todas as crianças, todos os idosos, todas as pessoas que trabalham fora, todos os bebês. É o mesmo frio que sente o seu marido, ou a sua esposa, os seus filhos e, se os tiver, os seus netos.
Tricô é muito mais do que apenas uma roupa. É o aconchego materializado para todos os que você ama, MESMO que você receba, em troca, algum tipo de pagamento. Isso não fará você tecer a roupa do seu sobrinho com menor carinho e cuidado. As roupas da sua filha, do seu genro, não serão menos cuidadas e caprichadas se eles as estiverem comprando de você.
Tricotar por puro deleite, produzir roupas únicas para os seus, é uma economia brutal. Sim, uma economia de dinheiro mesmo, porque você pode tricotar conjuntos únicos, desses que não se consegue em loja NENHUMA. Pode ser um simples "polainas, luvas e cachecol". Imagine abrigos (calça comprida e blusão) mais um gorro, uma gostosa meia e mitenes (luvas sem dedos). Lembre-se que crianças precisam estar agasalhadas, protegidas, quentinhas. Da mesma forma todos os adultos, é claro; todos precisamos de roupas quentes, práticas, gostosas.
Tricotar por profissão, produzir roupas únicas e lucrar com isso, é normal para uma tricoteira segura, que conheça o que faz, que saiba fazer. O lucro é o salário que podemos ter pelo capricho e pela criatividade que adicionarmos a cada peça tecida. Lucro é o que devemos planejar sem concorrer com a fartura de peças iguais e sem gosto que povoam vitrines e araras. TODAS as mulheres gostam de roupas únicas, diferentes. O ser humano prima pelo diferente; por isso a moda, por isso as constantes inovações de estilo, comprimentos, cores, etc.. E o seu tricô tem mais agilidade, mais rapidez em realizar as novidades (as fábricas levam meses para renovar suas coleções).
O tricô sempre é bem aceito. É a trama mais constante na história da moda; é o aconchego que o inverno pede, é a praticidade que o verão requer.
Não se deixe enganar pelo "inverno que não vem", pelo calor eterno, cho e pelaMeias-calça de lã são um ótimo produto para jovens que gostem de curtir uma minisaia, um vestido ou, no auge do frio, usá-la por baixo de calças compridas (inclusive as de uniforme escolar). “Não vou tecer uma blusa e receber só R$ 40,00”.
Em que planeta vivem? Que noção de custos e de lucros tem essas pessoas?
Considerando o custo do fio (principalmente), receber R$ 40,00 e ter gasto apenas R$ 7,00 em fio não permite que se diga que não vale a pena produzir a roupa.
Ninguém vive de vender um único cafezinho a R$ 2,50 ou uma só blusa a R$ 40,00. É preciso gerar movimento, fazer o melhor cafezinho para atrair clientes; é preciso fazer o seu tricô agradar, ser mais que bonito: deve ser diferente, bom, atraente.
O diferente é uma das chaves do sucesso. E só se poder fazer um trabalho diferente se conhecermos bem o que fazemos, se soubermos fazer mais do que apenas tecer. É preciso criar detalhes diferentes, acabamentos inusitados, combinações de cores e de técnica... diferentes. As pessoas querem roupas únicas, especiais, lindas. Ou o que não existe em “outro lugar” como pijamas e ceroulas em lã, meias calça personalizadas, fuzôs diferenciadas (com tranças, canelados especiais, rendado) mas em lã. Ou peças com bordados especiais (pedras, tachas, lantejoulas, lurex, vidrilhos).
A máquina fechada não vai gerar lucro nem de uma, nem de 20 blusas. Muito menos o de 40, 50, 60 ou 80 peças vendidas. Muito menos ainda o prazer de roupas especiais feitas para você e para os seus.
Caia na real. Tricotar é lucrativo sim, vale a pena vender por preços competitivos, vale a pena um tricô criativo, diferente, caprichado. O mercado tem dono sim; ele sempre será justamente desses, dos que sabem fazer aquilo que o mercado gosta ou precisa. Dão, ao que ganham, a real importância que todo lucro merece.
Você pode, e deve, ser uma dessas pessoas.
-
- - *** - - -
|
Há uma tendência natural a sermos, todos, sonhadores. A riqueza faz parte dos sonhos, estimulada no dia a dia pela publicidade, pela loteria, pelos inúmeros sorteios que proliferam em anúncios de TV.
Pode-se não saber como ganhar (muito dinheiro), mas certamente todos somos especialistas em gastar. Nossos sonhos, alimentados pela beleza das paisagens longínquas, já nos remete a locais paradisíacos quando pensamos em liberdade de gastos.
Isso é bom, mas pode trazer uma noção equivocada do que vale a pena fazer e ganhar. Enquanto uns olham até com certa piedade a quem sobreviva de vender cafezinhos a R$ 2,50 cada, outros, justamente os que vivem de pequenos lucros, vivem bem e realizam pequenos grandes sonhos: a escola dos filhos, a casa própria, etc..
Há quem tenha atividades onde poderiam receber R$ 20,00 ou R$ 30,00 ou R$ 50,00 por cada produto ou serviço mas acham que isso não é remuneração para “uma pessoa como eu”. Como acabam não fazendo nada (porque não encontram uma atividade à sua altura), ficam sem remuneração alguma. Acontece muito... no tricô!
Acredite: é MUITO COMUM encontrar mulheres cuja máquina de tricô não lhes dá renda alguma; e não é porque não queiram ou não precisem.
“Não vou trabalhar para vender um par de meias por R$ 12,00”.
“Não vou tecer uma blusa e receber só R$ 40,00”.
Em que planeta vivem? Que noção de custos e de lucros tem essas pessoas?
Considerando o custo do fio (principalmente), receber R$ 40,00 e ter gasto apenas R$ 7,00 em fio não permite que se diga que não vale a pena produzir a roupa.
Ninguém vive de vender um único cafezinho a R$ 2,50 ou uma só blusa a R$ 40,00. É preciso gerar movimento, fazer o melhor cafezinho para atrair clientes; é preciso fazer o seu tricô agradar, ser mais que bonito: deve ser diferente, bom, atraente.
O diferente é uma das chaves do sucesso. E só se poder fazer um trabalho diferente se conhecermos bem o que fazemos, se soubermos fazer mais do que apenas tecer. É preciso criar detalhes diferentes, acabamentos inusitados, combinações de cores e de técnica... diferentes. As pessoas querem roupas únicas, especiais, lindas. Ou o que não existe em “outro lugar” como pijamas e ceroulas em lã, meias calça personalizadas, fuzôs diferenciadas (com tranças, canelados especiais, rendado) mas em lã. Ou peças com bordados especiais (pedras, tachas, lantejoulas, lurex, vidrilhos).
A máquina fechada não vai gerar lucro nem de uma, nem de 20 blusas. Muito menos o de 40, 50, 60 ou 80 peças vendidas. Muito menos ainda o prazer de roupas especiais feitas para você e para os seus.
Caia na real. Tricotar é lucrativo sim, vale a pena vender por preços competitivos, vale a pena um tricô criativo, diferente, caprichado. O mercado tem dono sim; ele sempre será justamente desses, dos que sabem fazer aquilo que o mercado gosta ou precisa. Dão, ao que ganham, a real importância que todo lucro merece.
Você pode, e deve, ser uma dessas pessoas.
-
- - *** - - -
|
Qualquer atitude que tomemos no dia a dia das nossas vidas requer estímulo, desejo, necessidade ou vontade.
Até momentos prazeirosos, como uma viagem, um passeio ou uma festa, precisam de grandes motivos. Por exemplo: aproveitar as férias, feriados, aniversários ou datas comemorativas (Natal, Ano Novo, Páscoa, Carnaval, etc).
Se falarmos em trabalho, alguns dirão que o exercem por necessidade; outros que "a sobrevivência obriga" ou que trabalham porque "todo mundo trabalha"; mas alguns dirão que trabalham porque gostam, porque fazem o que os realiza. Estas pessoas, olhe bem, são as que se destacam, as que chamam a atenção pelo que fazem, as que atingem o sucesso.
Isso se aplica a qualquer atividade; e isso inclui..... as tricoteiras. Não aquelas que simplesmente possuem uma máquina (debaixo da cama ou em cima do armário); não aquelas que só são tricoteiras em Junho/Julho/Agosto; não aquelas que se sentem forçadas a tricotar porque ganharam a máquina de presente e não se identificaram com ela.
Inclui, sim, a tricoteira que desejou, sonhou com a máquina (algumas durante anos e anos); inclui aquela que a ganhou inesperadamente e descobriu uma nova alegria, uma vitória a conquistar. Inclui aquela cujo olhar brilha de satisfação ante cada nova roupa saída do seu sonho, da sua criatividade e do seu trabalho. Inclui aquela tricoteira que faz do tricô a máquina uma ferramenta para realizar objetivos, metas, sonhos.
É a motivação que faz cada qual realizar suas atividades com maior ou menor prazer; com maior ou menor perfeição; com maior ou menor... sucesso. A diferença entre maior ou menor só depende do tipo de motivação: se negativa, encaixotamos a máquina, desistimos do sonho, nos aceitamos incapazes de entendê-la, conhecê-la, usá-la.
A motivação positiva move nossa decisão em aceitar os desafios, em acreditar que podemos vencê-los, em aceitar que precisamos aprender muito, em entender que precisamos de dedicação e tempo, em treinar e treinar para adquirirmos agilidade, técnica, habilidade e em persistir na tentativa de tricotarmos sempre melhor.
Você pode tricotar apenas para sua família e se realizar plenamente nisso. O prazer do tricô, a alegria de vestir a família, enfeitar a casa, usar roupas feitas por você mesma, é uma grande motivação.
Você pode ser tão e tão criativa que vestir a família será pouco; e você vai ser realizar vendendo aqui e ali suas obras de carinho e se orgulhando muito ao vê-las vestidas em vizinhas ou amigas.
Você pode fazer da alegria de produzir roupas únicas e lindas uma grande motivação para ter sua própria renda. E o tricô, que será então seu trabalho, será exercido com a satisfação íntima de quem faz aquilo que gosta, aquilo que a realiza.
Tricoteira não é, pois, aquela que faz do tricô uma eventualidade; é aquela que o faz com alma, com determinação, com conhecimento e com tudo isso junto. A motivação é, portanto, a base e a razão do sucesso.
-
- - *** - - -
|
Todos os anos, há tantos e tantos passados, nesta época nos preparamos para sugerir, a quem ame o tricô a máquina, idéias, dicas, cores e roupas que possam ser tecidas para a primavera/verão. Especialmente para mostrar, e provar, que o tricô é perfeitamente adequado, viável e lindíssimo também para o calor.
A moda, e a necessidade de roupas práticas e diferenciadas, fez nascer até grifes, marcas e etiquetas que desfilam tricô para nosso verão tropical. O Fashion Rio e o São Paulo Fashion Week, as duas passarelas de maior expressão da moda brasileira, são a prova mais retumbante disso. É indiscutível que o tricô de verão é uma realidade da moda.
Há muito tempo que temos investido na divulgação dessa verdade. Porque a tricoteira doméstica, parte integrante e importantíssima do mundo que produz a moda, precisou se reciclar, se adaptar, refazer conceitos e conhecimentos para participar desse mercado COM lucro.
Para quem apenas conhecia a textura e o mercado regido pelo frio, foi um desafio adaptar-se a uma malha delicada, mais maleável e suave, de caimento e comportamento diferentes. Mas muitas e muitas tricoteiras aceitaram a idéia, ousaram, arriscaram e venceram!
Nos enchem de orgulho especialmente
as alunas que venceram esse desafio. Mais
do que saber, criar e fazer um belíssimo tricô de verão,
conquistaram o seu mercado e provaram, a si e às suas clientes,
que tricô é conforto, é frescor, é moda,
é agradável, é prático e é gostoso
de usar também no verão.
Nossa primavera/verão é de todas essas alunas, de Belém a Porto Alegre. Nossa homenagem ao tricô de verão de todas está representada na divulgação do belíssimo trabalho da carioca Suely Araújo de Santana, da paulista Tânia Machado Rodrigues Zangelmi, das catarinenses Izabella Bonatti e Sueli Scharf da Costa. As imagens do trabalho delas foram divulgadas no nosso site (home), no verão 2010.
Que o trabalho delas sirva de incentivo a quem ainda não se acredita capaz de produzir ótimas roupas de verão na máquina de tricô; que seja exemplo de que vencer este desafio é possível, necessário e gratificante.
Que seja também a expressão do nosso orgulho pela vitória de cada uma das alunas que faz do tricô de verão um fonte de realização pessoal, de criatividade, de aprimoramento do seu mercado e de melhora do seu faturamento. Se uma missão temos, a sentimos cumprida justamente na vitória delas.
-
- - *** - - -
|
Dizem que uma boa mentira é aquela que, de tão dita e repetida... vira verdade. Mas a esperteza humana não significa nada ante as forças da natureza; de Deus, da vida, do universo, do tempo. Tudo isso é "natureza" no sentido de que estão totalmente acima das nossas vontades, conhecimentos, lógica, desejos e certezas.
O frio é uma das leis da natureza que nenhum interesse pode esconder. Um fator de equilíbrio da vida e, enquanto houver verão, haverá inverno. Na linha do tempo, aqui e ali poderemos ter verões menos significativos, invernos amenos. Mas também há a outra face dessa medalha: invernos rigorosos, frios intensos, neve, geadas.
O mundo viu um inverno dos mais rigorosos (dos últimos 20 anos) no hemisfério norte. A Europa e os Estados Unidos tiveram nevascas como há anos não eram vistas. E estamos tendo picos de frio, no nosso inverno tropical, como alguns não viam há anos. Ninguém andará, nessa estação do clima, sem a proteção de uma roupa adequada. Ameno ou não, o inverno exige que estejamos capacitados a enfrentá-lo; a sobrevivência exige proteção; um pouco mais aqui, um pouco menos acolá, mas sem ela muitos não sobreviveriam.
Este é o motivo básico pelo qual o tricô de inverno jamais deixará de ser essencial à moda. Moda é um reflexo das necessidades humanas: o que podemos produzir de novo que atenda à necessidade humana num período do clima. A moda jamais poderá esquecer do tricô simplesmente porque ele é uma necessidade de todos os invernos.
Existe ainda um outro fator importante: a característica técnica. Não há textura mais adequada à manutenção da temperatura corporal do que esta que o seu tricô produz. Experimente, ao frio, utilizar apenas e exclusivamente outros tecidos: ou serão mais finos, ou grossos em excesso; ou facilitam a troca de temperatura entre o ambiente e a pele (e aí você sente frio) , ou a impedem totalmente (e aí você sua muito). O tricô tem a grande vantagem de formar uma camada homogênea e ideal entre a pele e o ar exterior; a troca de temperatura ocorre entre o ambiente e o ar presente na malha do tricô (e não diretamente com aquele que está em contato com a pele).
Quanto mais grosso o tricô, maior é a espessura da camada de ar presa por entre as fibras e penugens do fio; maior é a proteção da pele.
Por isso, uma fina camiseta por baixo de uma boa blusa de tricô, é uma proteção fantástica para um frio moderado, como habitualmente temos. Nada substitui a gostosa sensação de "carinhosamente aquecida" que o tricô causa à pele.
Sim, o frio existe, e existirá a cada inverno. O tricô é uma necessidade para a moda inverno e é a grande descoberta da moda verão, exatamente pelos mesmos motivos: a malha de tricô permite que a pele troque temperatura, receba ar, ventile. Naturalmente que os fios de verão são a grande diferença: são elaborados para permitir ainda maior ventilação, evaporação do suor, troca rápida de temperatura. A tecnologia das roupas dos atletas está presente na elaboração de tecidos e fios e isso beneficia o seu tricô a máquina, é claro.
O tricô a máquina, o SEU tricô a máquina, saído da sua criatividade, da sua arte, do seu conhecimento e da sua técnica, é e sempre será NECESSÁRIO. Está aí o inverno 2009 que não está deixando dúvida alguma nesse sentido. Está aí a moda inverno que destacou o tricô como estrela da estação.
Você, senhora tricoteira, é uma profissional do mundo da moda. As suas clientes (e as amigas, vizinhas, familiares, etc), precisam de você. O clima impõe necessidades e você faz parte da solução. A natureza é sábia!
-
- - *** - - -
|
O outono se espreguiça sem pressa. O planeta muda de posição lentamente como se não quisesse nos afastar do sol. Mas a natureza, soberana absoluta da sua trajetória, faz os ares gélidos se anunciarem em sopros noturnos que já arrepiam a pele. Tudo parece no seu lugar e sabemos, todos, que o frio já "bate à porta".
Quando as fábricas nacionais já pesquisam novas coleções, muitas tricoteiras começam a preparar-se para o inverno. E salve-se quem puder! Sem estoques preparados para vender no bom momento do frio, elas largam em último lugar, atropelam-se em balcões atrás de fio, desesperam-se ao menor sol mais mal- humorado e pilotam suas máquinas com a ânsia de quem precisa vencer a corrida do inverno. Estão sempre começando depois, correndo atrás do tempo, que não vencem, que não rende, que não resulta em nada. É uma corrida sem concorrentes: têm a certeza da derrota.
Que beleza olhar as primeiras da fila, aquelas que largaram antes. São as que conhecem os caminhos, que organizam seus estoques, que estudam antes, bem antes....! Que sabem o que fazem, que sabem planejar, tecer com lógica, conhecimento, técnica! Que conhecem seus limites (de tempo, por exemplo), que conhecem o seu mercado (o que suas clientes gostam). Podem tecer antes (estoque), fazer bem feito, com capricho, com acabamento impecável, com bom gosto e carinho. Podem se dar ao luxo de bordar algumas peças diferenciadas, podem gastar algum tempo a mais em desenhos atuais e bem planejados. Essas, as que largam na frente, permanecem na frente durante todo o percurso! São as que vencem, que ganham as clientes, que ostentam o troféu do lucro!
São aquelas tricoteiras que não vendem apenas roupas para o frio, vendem moda, vendem um tricô de qualidade, bem feito, bonito, que todo mundo quer ter para quando o frio chegar.
É absolutamente diferente isso: a cliente compra porque quer estar bem vestida no frio; ela não precisa comprar porque o frio chegou e ela não tem o que usar. Essas últimas podem comprar roupas de fabricação massificada porque querem apenas se proteger do frio. A tricoteira preparada vende elegância, vende qualidade, vende charme, vende proteção às alterações do clima.
Que beleza olhar para aquelas que decidem sinceramente começar; que arregaçam as mangas com determinação e coragem, que lêem, que pesquisam a moda, que procuram qualidade, técnica; que treinam, que estudam, que questionam, que não se prendem só ao momento atual do clima; inverno teremos todos os anos. Não se atiram à perpectiva imediata da estação como quem precisa se justificar perante Deus. Tricotam para o sempre, não somente para agora.
Aprendem, estudam, treinam, se aperfeiçoam como o piloto que inicia sua carreira: kart, prática, treino, carros, mais prática e mais treinos, segundo piloto, treinamento intenso, e lá adiante a Fórmula 1, com muito treino, erros, acertos e, enfim, grandes vitórias.
É tempo de tricô, de muito tricô. Agora, amanhã, no próximo verão, em todos os invernos. Planeje sua corrida, onde quer chegar, COMO chegar. O sucesso, a realização pessoal, a satisfação, o lucro, o orgulho de fazer o tricô que você sonhou e pode fazer, formam a mais gratificante das vitórias.
Você, e só você, pode decidir onde o seu tricô vai estar, para sempre; no time das que vivem na derrota ou naquele que vai estar no mais alto degrau dessa conquista, onde estão as vencedoras da Fórmula Tricô.
Outono, 2009
-
- - *** - - -
|
O espírito humano é cheio de contradições. Todos, e isso inclui a nós, tricoteiras, queremos ter dinheiro -e quanto mais, melhor. Afinal, conforto, lazer, satisfação material, etc., dependem do dinheiro que possamos gastar com esses itens.
Quando falamos em dinheiro muitas pessoas pensam em milhões, milhares ou centenas de reais. R$ 1.000.000,00 é um sonho, R$ 1.000,00 é uma possibilidade, R$ 100,00 é uma realidade diária (especialmente quando se gasta), R$ 10,00 é.... costumeiro e R$ 1,00 muitas vezes é desprezível. Mas dinheiro é dinheiro! R$ 1,00 é a base de todos os milhões...!
Geralmente esquecemos disso.
Um outro exemplo contundente é o que gastamos de sola de sapato na pesquisa dos menores juros quando financiamos uma compra qualquer. Ah, uma taxa de juros de 10% é muito melhor, é claro, do que uma de 12%. E ai daquele que ousar querer nos cobrar 20 ou 30%, correto?
Mas.... e na hora de ganhar? Se for para discutirmos um salário (preferencialmente o que nos diga respeito), sonhamos com 100% de aumento, é claro. Mente quem disser o contrário! :-) Afinal, se ganhamos hoje R$ 500,00, passaríamos a ganhar R$ 1.000,00, o que é dobro, correto? Tenho certeza de que concordamos em gênero, número e grau... até aqui.
E vamos ao ponto: você está esquecendo de que pode, sim, ganhar até mais que 100% de lucro nas roupas que produzir em casa! O seu tricô pode, e até deve, lhe dar uma lucratividade que nenhum sindicato pode negociar por você! TODAS as tricoteiras conscientes devem ter uma margem de lucro que compense a criatividade, o capricho, a competência, o conhecimento. A roupa que elas tecem, e que VOCÊ pode tecer também, tem centenas de horas de treino, outro tanto de estudo, mais um pouco de planejamento, de investimento, de criatividade. É completamente justo que esse valor seja agregado ao que elas consomem de fio. Portanto, estabelecer uma margem de lucro mínima de 100% é perfeitamente decente e justíssima.
Estamos falando de lucro, algo além do custo do fio e da produção (elásticos, botões, linhas, energia elétrica, zíperes, ombreiras, mão de obra, etc).
O tricô a máquina é uma atividade que possibilita uma margem de lucro extremamente interessante. Diriamos até que poucas atividades artesanais podem dar uma lucratividade tão significativa. Entretanto, é preciso existir a consciência da qualidade, da dedicação, do envolvimento com o mercado (conhecê-lo e adaptar-se a ele), do capricho (fazer o que realmente agrade à clientela).
Qualquer valor que represente uma margem de lucro de 100% (ou mais) do custo é altamente interessante. Empresas de renome, sólidas, importantes e famosas adorariam ter o privilégio que o seu tricô a máquina lhe permite! Essas empresas lutam para manter 10, 15% de lucro final e são vitoriosas quando o conseguem.
Você não pode esquecer que tem nas mãos uma possibilidade extraordinária de produzir lucros.
Quanta gente vive de servir cafezinhos que custam R$ 1,50 ou R$ 1,80 cada? Quanta gente vive de vender utensílios a R$ 1,99 ????? E ficamos nós a discutir se vale a pena oferecermos um produto único, exclusivo, de muito maior valor final, com uma lucratividade extremamente mais atraente?
Agora! Já! Faça suas contas! É hora de começar a preparar a sua produção, o seu melhor faturamento, uma lucratividade fantástica que 100% das pessoas gostaria de poder ter. Mãos à obra!
-
- - *** - - -
|
Fim de ano é tempo de amigos. Entre todas as amizades, a troca de cartões de Natal é um carinho, um partilhar de desejos, um momento dedicado a essa amizade.
Receber um cartão sempre nos diz da pessoa que o enviou; relembra a amizade, a saudade, o afeto. Mas pode dizer muito mais...
Recebemos, entre tantos, o seguinte cartão:

(imagem levemente reduzida, por necessidade técnica)
Poderíamos dizer que é um cartão lindo, mas simples se comparado a tantos outros cheios de brilho, efeitos de terceira dimensão, música, etc. Mas este cartão é absolutamente especial, digno do maior destaque.
Ele é uma reprodução de uma pintura feita pelo artista Juracir Batista de Oliveira; certamente um ilustre desconhecido, de quem você, a exemplo de nós, jamais ouviu falar antes. Mas atente para os detalhes desse cartão; observe a perfeição dos traços, a beleza da figura do Papai Noel com finíssimos contornos pretos. Você faria esse cartão? Saberia desenhar, pintar, exatamente assim? Ou, pelo menos, de forma semelhante? Sua habilidade manual lhe dá essa capacidade???
Pois o artista, acredite, não tem mãos. Essa imagem foi feita COM A BOCA. Juracir pintou cada detalhe, cada traço, cada sombra, cada contorno, com um pincel preso entre os dentes. Olhando novamente o cartão, veja se não ganhou outra dimensão, outra beleza, outro significado...
E quantas vezes não reclamamos nós da dificuldade em manejar um reles remalhador???? E quantas vezes não esbravejamos ante a dificuldade de adestrarmos a mão esquerda no uso leve e solto de um simples transportador de pontos??????
E quantas outras vezes não ousamos reclamar, durante a confecção de uma peça mais elaborada que nos exija maior atenção (por exemplo), em diminuições internas de pontos???????
Como somos confortáveis! Que vergonha devemos e precisamos sentir ante um homem que, sem mãos, é capaz de fazer o que nós, tendo-as, nem sempre o somos: perseverar, treinar os movimentos, estudar, usar todos os nossos sentidos na melhoria das nossas habilidades. A pintura, o tricô, a costura, o bordado, e milhares de outras atividades, precisam, exigem que dediquemos a elas tempo de aprender, treinar e treinar e treinar, testar limites, melhorar técnicas, aperfeiçoar o que achamos que sabemos.
Um "tão simples" cartão de Natal pode ser uma lição de vida, de conquista, de força. Ele pode ser, como é o caso, uma prova de que o treino, a perseverança, a determinação em conseguir, leva ao sucesso, à realização de sonhos e objetivos.
Uma tricoteira iniciante jamais pode se deixar enganar pela primeira dificuldade. O remalhador funciona perfeitamente quando se tem a determinação de domá-lo; o transportador de pontos é uma pena na mão treinada, o arremate "no lado esquerdo da sua facilidade" fica perfeito quando o cérebro foi adestrado ao movimento correto. Aprender é o segredo, treinar é a receita, praticar é a solução.
Tricô é tão arte quando a pintura: exige estudo, treino, prática, criatividade. Se você tem o privilégio de ter uma máquina de tricô, saiba que você PODE; você é completamente capaz de produzir roupas lindas, ótimas, únicas, exclusivas.
Juracir Batista de Oliveira é um artista dos pincéis e da vida; da força, da persistência, da criatividade, da técnica em pintura.
Você, se quiser, pode ser tudo isso no tricô que sabe ou que pode aprender, que deve e pode, treinar, praticar, aperfeiçoar. Decisão, conhecimento, determinação, treinamento, capricho e força é o que basta; acredite!
O cartão acima é entitulado "Entrega de Natal"e foi pintado por Jurandir Batista de Oliveira, artista da Associação PINTORES COM A BOCA E OS PÉS, localizada na Rua Tuim, 426 em São Paulo (capital).
-
- - *** - - -
Janeiro/Fevereiro - 2009
VOLTAR |
Quando a TV, os jornais, e a própria internet, comentam que as bolsas sobem ou descem, que a crise atingiu esta ou aquela empresa, por um certo impulso geral todos nós pensamos melhor na hora de comprar, gastar, investir. É uma reação de medo, de preservação do que temos e, claro, que não queremos deixar de ter.
É instintiva a reação de preservação; mas, ante a possibilidade de uma crise, é preciso muito mais do que isso. É preciso pensar e avaliar até o improvável: a sobrevivência de empresas (que pode ser difícil), o emprego (que pode não existir), o salário (que pode ser menor), etc. Pensar nisso é NECESSÁRIO, sem se deixar contaminar pelo alarmismo.
As pessoas, TODAS, devem planejar alternativas, soluções, atitudes, saídas, mudanças, opções. Como se faz isso? Analisando, preparando-se para a crise, planejando, estudando. Da mesma forma que você investe na melhor educação possível para um filho, preparando assim o futuro dele, deve planejar e investir no que pode ser o seu próprio futuro. Ter uma segunda opção de trabalho; saber mais que uma atividade, ter uma renda paralela à sua principal, contar com a família numa atividade alternativa que, exercida em conjunto, pode ser uma solução ao desemprego.
Estamos falando de tricô a máquina? Estamos. Se a sua paixão for o tricô, estamos. Se a sua tendência for o tricô, estamos. Mas o mesmo vale para quem tem paixão por costura, por crochê, por bordado ou por qualquer outra atividade própria (artesanal ou não). Vale a idéia de planejar alternativas familiares próprias que possam fornecer uma renda extra (esperamos que não precise ser a única...).
No que nos diz respeito, ressaltamos que este é o momento certo para planejar seu tricô a máquina. É no tempo da bonança que devemos nos preparar para os tempos difíceis (mesmo esperando que não cheguem). Agora é o tempo para você cuidar da sua máquina, deixá-la em perfeitas condições de uso. Este é o momento para fazer ou refazer seu estoque de fios (vale até ganhar fios como presente de Natal!), esta é a época ideal para você aprender a usar a máquina (manejo) sem filas ou horários apertados, com professoras completamente disponíveis e... calmas; este é o momento certo para você aprender a produzir todo tipo de roupa, novas técnicas, novas modelagens, roupas ótimas (este é o objetivo do nosso curso de confecção; podemos, pois, ajudá-la muito nisso).
O tricô, quando bem feito, fruto da criatividade e do conhecimento, é uma excelente opção sempre. É verdade que requer tempo de aprendizado (da máquina, das matérias primas, do mercado e das técnicas de confecção), mas tem vantagens únicas (pode ser feito por uma só pessoa, não requer investimento em aluguel, transporte, energia, tem baixo investimento em equipamento, aprendizado e matérias primas, horário a escolher, etc). Além disso, pode até beneficiar mais que uma pessoa (alguém que se encarregue dos acabamentos ou das vendas, por exemplo).
Se você não é do ramo (ainda), mas acalenta o sonho de ser uma tricoteira, talvez este seja o momento perfeito para você investir a sério no seu sonho. A qualquer tempo, tudo o que gostamos de fazer, e fazemos bem, costuma ser fonte de renda, satisfação, realização pessoal e sucesso; em tempos de crise, isso pode fazer a diferença entre chegar ao destino ou naufragar no meio da tempestade.
- - - *** - - -
VOLTAR |
Todas as pessoas que possuem uma máquina de tricô e gostam dela, na verdade NÃO gostam. Simplesmente AMAM suas máquinas. Se, no início desse convívio, a máquina assustava pelas suas enormes possibilidades, com o aprendizado, a prática e a desenvoltura, simplesmente nos apaixonamos por ela.
Se é verdade que ter um carro torna difícil passarmos a viver sem ele, quando temos uma máquina de tricô (e gostamos dela), é absolutamente impossível pensarmos em deixar de tê-la.
Torna-se um bem de valor inestimável porque, muito mais do que uma simples máquina, é nela que exercemos a imaginação, a criatividade; é nela que vencemos os desafios a que cada roupa nos submete; é dela que retiramos um sentido de realização pessoal único, um sabor de vitória inigualável; é nela que produzimos lucro, e muitas vezes este lucro nos permite concretizar sonhos, pequenos luxos, grandes alegrias.
Sem falarmos dos lucros que se tornam a única renda de algumas pessoas, do lucro que supre a necessidade adicional na renda familiar cujo salário teima em ser menor do que o mês.
Se você perguntar a uma tricoteira apaixonada, por quanto venderia sua máquina... saia correndo se não quiser ouvir o que não deseja!
Não se vende um filho, não se vende um amor, não se vende uma máquina de tricô quando parceira de uma atividade tão apaixonante. Portanto, não tem avaliação mensurável em dinheiro.
Estão ao alcance de todos, em qualquer banca de revista, edições e mais edições de revistas femininas com tendências de moda, sugestões, idéias.
Ainda agora, com o tricô forte e brilhando nas passarelas do mundo, é fácil encontrarmos roupas que vão de R$ 60,00 a milhares de reais. Blusas por R$ 3.000,00, vestidos de tricô por R$ 1.200,00, meros cachecóis por R$ 120,00. Blusas por R$ 400,00 são comuns em matérias de moda.
É facílimo encontrarmos, em lojas, roupas de tricô industrialmente produzidas que custam MAIS (e até MUITO mais) do que uma peça similar, produzida numa máquina de tricô doméstica.
Dói na alma de toda tricoteira feliz, abrir um jornal, ou "classificados" quaisquer, e encontrar anúncios de máquinas de tricô disponíveis por R$ 500,00, R$ 700,00, R$ 800,00. Um equipamento que poderia gerar esse valor em 30 dias de boa e correta utilização.
Todos os dias vemos pessoas que, para pagar alguma dívida mais urgente, decidem vender sua máquina de tricô, há muito escondida sob uma cama ou sobre um armário; saldam uma dívida que nem precisariam ter, se houvessem usado a máquina com um mínimo de aproveitamento. Desfazem-se da dívida entregando o equipamento que lhes poderia gerar renda adicional, satisfação pessoal, talvez até um outro patamar de vida.
Ante uma roupa de R$ 2.400,00 nos parece incompreensível que uma máquina de tricô, com a qual se pode fazer um infinito número de roupas, possa ser vendida por R$ 1.200,00.
Não cabe no coração de nenhuma tricoteira consciente, tão pequeno valor por um bem tão precioso. Mas nem é preciso pesarmos a paixão; basta uma simples avaliação matemática. Em sã consciência, alguém pode se desfazer de um bem que pode ser importante, agradável e prazeirosa fonte de renda?
Se você tem uma máquina de tricô, fixe os pés no chão, conscientize-se do que você realmente tem nas mãos. É um equipamento fantástico. Mas não é suficiente tê-la. É preciso usá-la, é preciso saber produzir (nela), é preciso poder gerar rendimenos, lucros (com ela).
Você precisa valorizar a máquina de tricô que possui. Ela tem um valor imensurável se você estiver capacitada a ela. Se estiver, vai se apaixonar, vai dar a ela o justo valor, aquele que dinheiro nenhum pode pagar: o da alegria que se tem ao tecer uma roupa única, exclusiva, que aquece o orgulho, que refresca a alma, que ilumina o sorriso, que nos permite realizar sonhos, pequenos luxos, grandes alegrias.
- - - *** - - -
VOLTAR |
|
A moda vinha sinalizando, avisando, mostrando, dando a entender. Ninguém pode dizer que não sabia, ninguém pode negar que não tenha sido avisado.
A moda pegou. O tricô instalou-se com força, e tanta e tão forte que, certamente, há de influenciar o verão, como já se vê nos comentários de moda.
Mas o tricô produzido nas máquinas "domésticas" não tem a mesma pressa do tricô industrial que já nem liga mais para o momento invernal e se volta ao colorido acalorado dos desfiles de verão.
Nós, tricoteiras, temos o privilégio de fazermos moda na hora exata da moda. Tecemos aqui e agora, podemos abastecer o mercado quando as indústrias já estão se preparando para o verão. Temos a imensa vantagem de podermos matar o frio de quem, como sempre acontece, deixa para comprar sua roupa no durante do inverno e, muitas vezes, já não encontra mais o que necessita.
Mas...... quando o frio ajuda e a moda colabora, como neste momento do clima, toda a sua chance de lucro pode ir "neve abaixo" se você não tiver... fio!
Estoque de fio é a caderneta de poupança da tricoteira. É o investimento de maior lucratividade do mercado financeiro: você compra 1 quilo de fio por 25 (digamos), produz de duas a três peças com esse fio e vende cada uma delas por 40,00 (falemos de valores MÍNIMOS). Que investimento financeiro lhe daria esse lucro? Transformar R$ 25,00 em 80, 100 ou 120 reais?
Em qualquer loja de fios pode faltar preto, pode faltar branco, pode faltar roxo; mas não na SUA PRATELEIRA! Estoque de fios é a segurança da tricoteira: se ela souber manter seu estoque de fios, jamais lhe faltará qualquer cor! E isso ajuda a conquistar o mercado: se as pessoas querem roupas em roxo e ninguém mais tem, as SUA cliente vai saber que você é prevenida, organizada, cuidadosa e antenada com as tendências de cor.
Estoque de fios é a certeza de não ter prejuízos; você não perderá clientes por falta de matéria prima para produzir. É saber que você terá a roupa na cor que a sua cliente "mais gosta"; se você tiver, naturalmente, o cuidado de manter um registro das preferências de cada cliente.
Estoque de fios é a tranquilidade de que, mesmo não usando tudo, não haverá prejuízo algum: não estraga, não deteriora, não evapora, não se perde! Você continua tendo o seu dinheiro ali, em forma de um produto que vai gerar outro produto de maior valor.
Estoque de fio é economia de tempo e de dinheiro: imagine o que é sair à rua para comprar, a cada roupa vendida, mais "300 gramas" de fio para repor a matéria prima daquela venda. E quem pagará o tempo em que você estiver fora do seu trabalho, deixando de produzir outras peças, deixando de faturar? 2 horas significam praticamente 1 blusa para quem tricota habitualmente. Mesmo que significassem apenas 1 par de meias, é lucro que você deixa de ter.
Estoque de fios é tranquilidade: mantendo seu estoque, e até ampliando-o a cada ano, você nunca precisará gastar um volume maior de dinheiro de uma vez só. Repondo o fio gasto periodicamente (a cada 30 ou 60 dias), seu estoque estará sempre atualizado.
Conscientize-se, por favor, que o sucesso da alta temporada de faturamento depende exclusivamente do seu estoque de fios. De nada adianta boa vontade, conhecimento, tempo, frio, moda favorável, se você não tiver fio disponível para exercer sua criatividade (cores variadas), atender às preferências da sua clientela (cores preferidas pelas clientes) e abastecer o seu mercado durante todo o tempo.
Não deixe que o seu faturamento e o seu lucro fiquem "por um fio" distantes do sucesso. Estoque é a palavra chave, senhora tricoteira!
-
- - *** - - -
Maio/Junho 2008
VOLTAR
|
Existem enormes interesses econômicos que se escondem por trás da palavra MODA. A cada semestre a indústria da moda mostra o que está produzindo de novo (ou novamente), sob a denominação de "tendências". Investe milhões em shows e desfiles para que nós, consumidores, sejamos convencidos a usar essas tendências (de tecidos, cores, acessórios, etc).
Um dos segmentos mais injustiçados da moda, ao longo dos últimos anos, foi justamente o tricô; de todos os tipos, incluindo aí o tricô manual e até mesmo a arte do crochê. Aqui e ali uma e outra referência, apenas para não se mostrar cega à verdade das ruas.
E por que? Porque a atividade (semi-industrial ou artesanal), por ser individual, feita em casa (ou possível de ser feita, digamos), não gera altos investimentos em badalações de moda. Não patrocina estilistas, desfiles, exposições.
Mesmo assim, o tricô tem se mostrado vivo nas passarelas, durante décadas. Porque várias grandes estilistas NASCERAM DO TRICÔ, ou têm forte ligação com ele; é o caso de Teresa Santos (no Brasil) e de Stela McCartney (Londres). Além de muitos outros como Missoni, a mais famosa marca italiana no tricô.
Assim, e quase como uma guerrilha psicológica, tentou-se fazer o tecido industrial (do jeans à seda) esconder o conforto e a beleza da malha que veste a humanidade há séculos. Mas o tricô sobreviveu de mão em mão, de máquina em máquina e venceu o preconceito: as passarelas se rendem à moda que é verdadeiramente moda, porque imposta pelo uso. Não da passarela para o mundo, mas do mundo para as passarelas.
Enfim, o tricô ressurge forte em cardigãs, coletes, cachecóis, polainas, boinas, blusões. Tudo, em tricô, é moda; vale o tricô grande e grosso, feito à mão, e vale o tricô médio feito pelas nossas maravilhosas máquinas. Vale o trabalho de quem domina duas agulhas com maestria, e vale a maestria de quem comanda 200 agulhas (ou 110, ou 150...).
Nunca foi tão verdadeiro dizer que toda tricoteira é uma profissional da moda. Hoje, mais do que nunca. E nenhuma tricoteira pode ignorar ou desprezar essa verdade.
É mais que tempo de arregaçar as mangas. Hora de estabelecer estoques de fio, de idéias, de cores, de projetos. Organizar o que você já tem, fazer a lista de compra das cores que lhe faltam (por favor, cinzas, preto, vermelho, bordô e vinho, pelo menos), comprá-las, organizar a modelagem que vai usar nos coletes, vestidos, meias, boinas, casacos, etc.. Prever cartelas (o jacquard escocês impera nas tendências), planejar horários. Sim, se trabalhamos precisamos estipular horário de trabalho, transferir compromissos para dias e horários possíveis, etc., etc.. Afinal, quem não trabalha de forma organizada, não lucra adequadamente.
O tricô está no seu melhor momento "fênix", ressurgindo forte, poderoso; é preciso que também nós possamos renascer das festas, da preguiça gostosa das férias, para fazermos parte desse grande momento da moda. Afinal, se nunca tanto tricô desfilou nas melhores passarelas do mundo, é de se pressupor que nunca o SEU mercado esteve tão propício.
Portanto,
você tem o cone, o esquema e a máquina (ou a faca,
o queijo e a marmelada...); voe! Viva o seu momento fênix!
-
- - *** - - -
Outono/2008
VOLTAR
|
Não
é de agora que dizemos "tricô é moda, e
moda que você pode fazer".
Pois acredite nisso; nesse próximo verão o tricô
estará nas melhores vitrines (provavelmente em todas). A
malha de tricô não é mais, há muito tempo,
privilégio do inverno; mas para o próximo verão
a moda simplesmente decretou que o tricô é top.
E
a explicação a essa tendência é lógica:
a malha de tricô é dos tecidos mais ventilados que
existem. Cada ponto de tricô cria um pequeno furinho no "tecido"
do tricô. Se temos 130 pontos em uma única carreira,
temos nela 130 furinhos. Se usarmos rendado, mesmo algum manualmente
feito, com um furinho rendado aqui e outro adiante 10 ou 20 agulhas,
estaremos criando ainda maior trânsito de ar entre a malha
e a pele, o que refresca e alivia o calor.
Se você pensar em jeans, este tecido fechado, compacto e famoso
que é usado também no verão, verá que
a malha de tricô tem quilômetros de vantagens sobre
ele. Portanto, não acredite mais nas idéias de quem
só faz tricô no inverno porque, com toda certeza, são
antigas.
Os
fios brasileiros evoluiram décadas, em poucos anos. Fios
sedosos, como os que contém viscose (só para citarmos
um exemplo), nos permitem criar malhas bonitas, de caimento inigualável,
fresquíssimas. Os fios "de algodão", que
na verdade são 50% algodão e 50% acrílico,
são excelentes. Fios 100% algodão, fabricados com
tecnologia industrial das mais modernas do mundo, também
já estão ao alcance da sua máquina de tricô.
Isso sem esquecermos dos fios ecológicos (como o de bambú)
e os que utilizam fibras sintéticas sim, mas produzidas com
tecnologia que permite ótimas taxas de transpiração
e resfriamento da pele.
E
que dizer das modelagens? A moda atual convida ao tricô. Macacões
soltinhos, saias godê, blusas absolutamente confortáveis
e amplas (na largura ou no comprimento). Os franzidos e os balonês
são totalmente perfeitos ao tricô que a sua máquina
pode produzir!
Só
não pergunte se há mercado para o tricô de verão.
Ora, esta resposta você já tem. Ou você ainda
acha que estilistas, malharias, fábricas, confecções,
etc., iriam investir na moda tricô (para o verão) se
o mercado não existisse? Em que planeta você vive?
Todas
as desculpas possíveis já foram ditas por quem não
sabe fazer tricô de verão. Menos a verdade. Para quem
passou anos e anos tricotando exclusivamente para o inverno, é
preciso abrir a mente, reaprender procedimentos, readaptar-se às
texturas dos fios, ao comportamento deles na máquina, aceitar
que se precisa aprender o tricô de verão. E
aprender diz respeito a refazer conceitos, acostumar-se com o que
a malha de verão nos oferece, nos permite, nos propicia.
Se
você já tem uma máquina de tricô, olhe-a,
finalmente, como uma fábrica de roupas. Ela NÃO É
uma mera fábrica de blusas de lã. Ela está
apta a produzir o ano inteiro, a fazer shorts, blusinhas, vestidos
belíssimos, roupas sociais, conjuntos esportivos, diferentes,
únicos, exclusivos; ela é uma fábrica de moda.
Já descobriram isso as tricoteiras do Nordeste, do Rio de
Janeiro (e de todo o litoral brasileiro); as do Mato Grosso, Amazonas,
Pará, que tricotam o ano inteiro usando os fios que muitas
tricoteiras mais ao sul do país nunca tiveram ousadia para
experimentar.
A
moda está aí; material existe a escolher (fios em
cores belíssimas); conhecimento você pode adquirir
(se não o tiver ainda) e o mercado está inteiro à
procura de quem tricote bom gosto, qualidade, criatividade. Não
poderia ser melhor, você não acha?
Portanto.... mãos à máquina!
-
- - *** - - -
VOLTAR |
|
Costumamos
imaginar que não há nada melhor do que deitar-se
à sombra, numa rede entre coqueiros, bebendo água
de côco. É a imagem ideal do relax; mas... quem teceu
a rede? Quem colheu o côco? Quem o abriu e o serviu? Quem
pagou a rede, o côco e o garçom?
E
abrimos revistas sonhando usar a roupa que Gisele veste; queremos
a blusa que está na capa da revista, queremos o vestido
que Fernanda Lima usa, queremos tricotar as roupas maravilhosas
que "as outras" fazem. Tricô? Sim, há tricô
por todas as vitrines, em absolutamente todas as revistas, em
todas as tendências de moda (inclusive nas de 2008, já),
na grande maioria das máquinas de tricô, e em centenas
e centenas de agulhas. Mas há, ainda, quem pense que exitem
redes vazias (e grátis) esperando pela sua preguiça,
côcos geladinhos (gratuitos) aguardando a sua sede.....
Por
que umas tricotam tanto e outras não? Porque algumas tricoteiras
não conseguem entender que outras amarguem falta de mercado
enquanto elas mal conseguem dar conta do que fazem? Por que algumas
fazem um tricô lucrativo enquanto outras ficam tecendo a
mesma peça por dias e dias? O que faz uma máquina
de tricô valer o investimento (100 vezes!) enquanto outras
acreditam que lucram vendendo (a máquina!) por qualquer
500/1000 reais?
Entusiasmo,
conhecimento, capricho, determinação, INTERESSE.
É emocionante de se ver o ânimo e a alegria de quem
se realiza produzindo com criatividade, segura do que faz, vendendo
sem medo do preço estipulado, sentindo-se merecedora do
lucro que tem. É realizador vermos a tricoteira que investiga
o mercado, que se adapta às necessidades da moda, que sabe
o que e como fazer para que as peças tricotadas agradem
e sejam desejadas pelas clientes. É impressionante vermos
a diferença entre a segurança da tricoteira que
faz, e sabe fazer, e o desânimo da que não consegue
fazer um tricô que agrade a si mesma.
É
preciso interesse contínuo. Ter alma de tricoteira. Enxergar
tricô no modelo em jeans (é possível transformar
essa idéia para o tricô da minha máquina?),
registrar combinações de cores interessantes, modelagem
diferente, pontos que lhe pareçam viáveis. É
preciso ter visão de mercado, observar o que se usa, o
que as tendências informam, o que as pessoas realmente vão
adotar como moda. É preciso ser tricoteira 24 horas por
dia, esteja você tecendo ou não! É preciso
pensar tricô, enxergar tricô, amar o tricô.
Sem
entusiasmo, sem dedicação, sem observação,
sem INTERESSE pelo tricô não se consegue o sucesso
que desejamos (ou precisamos).
Aprimore
constantemente seus conhecimentos; observe o quando o tricô
participa da vida das pessoas, da moda; note o quanto o tricô
é importante no dia a dia de crianças, profissões,
culturas. Se você tem uma máquina de tricô,
tenha INTERESSE pelo tricô. Pesquise, aprenda mais, tricote.
Este é o segredo de quem faz do tricô um sucesso,
uma alegria, uma realização gratificante e lucrativa.
- - - *** - - -
VOLTAR
|
|
Não
é mais segredo para ninguém: está em todas
as previsões, em todas as revistas, em todas as passarelas:
o tricô é moda.
A
expressão maior disso está na volta dos anos
60, que se pode ver, entre outras coisas, nos coloridos geométricos
e nos vestidos de tricô. Vestidos que previlegiam todas
as idades e favorecem qualquer guarda-roupa. Fantásticos
quando usados como vestidos e melhores ainda quando usados como
grandes coletões sobre leggings e básicas. Coletes
que podem ser vestidos, mini-vestidos, maxi-pullover, como preferir
tecer ou chamar.
Se
você gosta do assunto e ainda não tem sua máquina
de tricô, corra; está em cima da hora de providenciar
a sua. Se você já tem, não exite um só
momento, não espere, não perca tempo. Nunca esteve
tão necessário tecer; nunca esteve tão fácil
pensar em tecer.
Mais
do que isso: até as cores estão ao seu lado. Cinza,
marinho, bordô, uva e suas nuances; as fábricas de
fio têm todas em suas cartelas de cores. Faça prontamente
seu estoque; cores de tendência fortíssima, como
o cinza, podem faltar no mercado e você precisa atualizar
seu estoque, já.
Os
vestidos de tricô pedem a malha da sua máquina de
tricô. Ela tem a textura perfeita, a espessura exata para
isso. Fios grossos demais deixam o vestido excessivamente pesado;
fios finos e moles deixam os vestidos sem "corpo". É
a malha das máquinas de tricô comuns que favorece
esse tipo de produção. Você tem A FORÇA!
Criamos
modelos básicos, simplicíssimos, para mostrar-lhe
que a passarela pode ser aí, na sua sala. Buscamos inspiração
em modelos que desfilaram (com sucesso) nas passarelas brasileiras
para que você compreenda que a moda pode brotar da SUA máquina
de tricô, e de forma simples, fluente, fácil.
O tricô, incluindo aqui nosso tricô a máquina,
vem sendo valorizado em todo o planeta; não é à
toa que vários vestidos, coletes e blusões desfilaram
nas passarelas brasileiras.
Falta
apenas você se conscientizar de que pode. A moda está
aí, as cores são excelentes, a tendência é
fortíssima, a máquina de tricô está
ao alcance da sua mão. Em raros momentos se pôde
antever uma possibilidade de lucro tão interessante. Mexa-se!
É hora de tricô, é o momento de você
acreditar em si mesma. O seu ânimo, o seu empenho, a sua
criatividade, a sua motivação e a sua técnica
podem assegurar-lhe ótimos lucros nos próximos meses.
Atente
que a idéia da sobreposição permite que você
teça para frios fortes e amenos; tricote peças (blusões/vestidos)
sem mangas; acrescente casaquetos para momentos de frio mais intenso;
crie roupas práticas com golas adicionais, faixas, boinas,
chapéus que formem conjuntos interessantes.
É
tempo de tricô total. Só falta você?! Pois
então... venha!
- - - *** - - -
Maio/Junho/2007
VOLTAR
|
|
Imagine
que hoje seja dia de você fazer as compras do mês no seu supermercado
preferido. Lista feita, tudo anotado, lá vai você. Arroz daqui,
açúcar dali, óleo, margarina, sabão em pó, etc, etc. No caixa,
a mocinha avisa: "-Minha senhora, não posso registrar suas compras.
A partir deste mês nós só vendemos um mínimo de 10 quilos de arroz,
10 de açúcar, 5 latas de óleo, embalagem com 6 margarinas, 5 caixas
de sabão em pó (e lá vai a sua lista toda sendo citada)".
O que você faria? Não compraria mais ali, é claro. E um outro
supermercado, certamente, ganharia uma nova consumidora.
Pois
é exatamente isso que acontece em alguns segmentos do comércio;
algumas lojas VAREJISTAS, que existem para atender ao consumidor
pequeno (por isso são lojas de varejo), passaram a estabelecer
quantidades mínimas que, de tão grandes, estão muito acima do
que muitos consumidores desejam ou podem comprar.
Enquanto isso as beneficia e diminui custos fiscais (de emissão
de notas, por exemplo), uma imensa parcela dos consumidores fica
sem ter a quem recorrer e, muitas vezes, sem ter onde comprar.
E
o que é que o seu tricô tem a ver com isso? TUDO! Porque esta
tem sido a grande queixa das tricoteiras que, inúmeras vezes,
esbarram na quantidade mínima exigida por algumas lojas varejistas
(de fios), inclusive nas compras feitas no balcão da loja. Agora
imagine as pessoas que, por necessidade, compram a distância;
muitas vezes desejam 2, 3 cones de fios apenas e acabam sendo
pressionadas à compra de até 10 deles.
Quando
é importante estimular o consumo de fios, permitir que as tricoteiras
de baixa produção, as iniciantes e as novatas possam progredir
para progressivamente se tornarem consumidoras de maiores quantidades,
esses varejistas fixam-se no que lhes parece ser mais vantajoso
e fecham as portas a esse mercado básico que, embora importante
e tendendo ao crescimento, é aparentemente desconhecido por esse
comércio.
Se existem custos que onerem o fornecimento de menores quantidades,
por que não estabelecer preços acessíveis por limites de quantidade?
Até 3 quilos, de 3 a 8 quilos, acima de 8 quilos, etc. Ou que
sejam descontos por faixa de consumo, como é muito comum de se
encontrar no comércio em geral: entre 3 e 8 quilos Y% de desconto,
acima de 8 quilos o desconto é de Z%, etc.. Enfim, todo comerciante
sabe como solucionar esse tipo de limite.
Imaginemos
o varejo de botões. Como poderíamos comprar 8 botões para fechar
um casaco? Que será do varejista de zíperes, alfinetes, entertelas,
passanamarias, etc? Ou teríamos que comprar pelo menos R$ 150,00
para podermos satisfazer nossa necessidade de 8 botões?
Fica
difícil de se conviver com a carência de atendimento a um nicho
de mercado tão significativo; há um abismo, uma imensa distância
entre o pequeno consumidor de fios e muitas das lojas varejistas.
As
tricoteiras precisam de lojas de varejo que atendam ao pequeno
consumidor, que necessite de UM CONE ou que queira apenas "1 cone
de branco e 1 de amarelo", por exemplo; lojas que tenham a mentalidade
moderna e utilizem atendimento on line, o sistema postal (amplamente
difundido atualmente) e enviem quaisquer quantidades (inclusive
pequenas) a qualquer cidade, onde quer que o consumidor esteja.
Lojas que se estruturem para um atendimento organizado (sistema
próprio), de comunicação rápida (Internet) e entrega eficaz (sistema
postal).
Os
pequenos consumidores de fios (sejam tricoteiras ou não) querem
crescer, produzir, oferecer um bom produto ao seu mercado, diversificar
cores, tipos de fios; já é tempo de se pensar em encurtar essa
distância entre o fio e esse tipo de consumidor. Para que amanhã
existam mais e mais consumidores de boas quantidades que nem precisem
dos limites hoje estipulados por algumas lojas, pois que seus
limites serão outros, estipulados pela sua clientela, pelo muito
que conseguem produzir e vender.
O
comércio, inclusive o de fios, não pode mais se limitar ao seu
bairro, a sua cidade. O mercado ampliou-se, agigantou-se, globalizou-se.
O consumidor (inclusive o de fios) está por todos os lugares.
Falta um fio de disposição, de idéia, de modernidade, para termos
lojas de varejo prontas a fazer, do pequeno consumidor, seu grande
mercado.
- - - *** - - -
Março/07
VOLTAR
|
|
E lá vamos nós.
Ano Novo, vida nova, novos planos.
Certamente os desejos permanecem: queremos melhorar nossos sonhos,
nossas realizações, nossa vida e, claro, a de todas
as pessoas que amamos.
Seria ótimo planejar
um novo emprego, melhor, de melhor salário; ou, quem sabe,
uma nova atividade; ou até (e por que não?), MAIS
uma atividade. Afinal, para realizarmos os sonhos de melhorar
de vida e realizar novos planos precisamos de alguma renda adicional.
Se você ainda não
pensou nisso, pense agora: que tal um tricô novo? Não
aquele que se pode fazer exclusivamente como hobby, mas um tricô
comercialmente viável, planejado, pensado, programado?
Que tal um tricô que realmente possa lhe adicionar algum
novo rendimento?
Esqueça os velhos
conceitos como, só para citarmos um exemplo, o de que o
tricô possa ser "do frio".
É tão antigo esse pensamento que está fora
de moda e de realidade! O tricô é algo novo, atual,
conceitualmente uma roupa absolutamente prática, perfeita
para o mundo atual, para o dia a dia atribulado ou para momentos
do mais puro aconchêgo.
E se você ainda pensa que tricô é assunto para
vovós, é mais que tempo de rejuvenescer essa idéia!
O tricô hoje tem grande expressão na moda, famosas
etiquetas da costura mundial enchem as passarelas de Milão,
Nova Iorque e Paris com tricôs planejados, evoluídos,
belíssimos, realizados por empresas altamente especializadas,
pensados por estilistas do melhor gabarito!
Se você já
tem uma máquina de tricô, ou pode ter acesso a uma,
reveja todos os seus planos e encaixe no seu 2007 um tricô
novo, prático, simples, fácil, moderno, criativo.
Na esteira desse projeto você terá novos conhecimentos,
uma nova visão da moda, uma atividade absolutamente apaixonante
e uma renda adicional que pode, sim, ser extremanente
importante na realização de seus outros projetos
e sonhos.
Observe
e pesquise o tricô de verão; não há
loja sem ele. Blusinhas, tops e batinhas estão em todas
as grandes lojas brasileiras. Isso prova que você pode (e
deve) planejar seu tricô com nova mentalidade e objetivo:
tricote com técnica e qualidade o ano todo. O novo tricô
está em TODAS as estações do ano.
Não deixe que 2007
seja feito de dúvidas (vou fazer? vou conseguir? vou realizar?);
faça-o de ação! É preciso conhecer,
fazer, praticar, persistir, ousar, ter coragem e criatividade
para tornar seu tricô diferente e desejado. O lucro é
uma consequência natural do que investir em capricho, planejamento,
conhecimentos e determinação.
Tenha um ótimo
Ano Novo; faça um tricô novo!
Jan/07
- - - *** - - -
VOLTAR
|
|
Diz o ditado popular que
santo de casa não faz milagres.
Talvez por isso temos a
enorme tendência de achar que as coisas boas só acontecem
com os outros. Conosco não, pois somos normais, pessoas
comuns...
Se todo mundo compra seus presentes em lojas, hipermercados, shoppings...
acabamos comprando também... por hábito.
Quando fazem a lista de presentes de Natal, é muito comum
que as próprias tricoteiras NÃO
incluam coisas que elas próprias produzem. Ou seja, possuem
uma fábrica de roupas mas, para presentear a família
e amigos, compram roupa..... nas lojas. É mais ou menos
como um esquimó querer comprar uma geladeira..... na África!
Passa um enorme trabalho, gasta muito, se desgasta ... sem necessidade
alguma porque gelo é o que mais tem "em casa"!!!!
Existem pessoas que produzem
bijuterias lindíssimas e, cheias de orgulho, presenteiam
com colares, pulseiras, brincos, etc.; outras, que produzem artesanato,
presenteiam com enfeites, arranjos, etc., sempre frutos da sua
arte e capricho.
Como se pode pretender
que as pessoas valorizem nosso tricô se nem
nós mesmas dermos a ele o valor e o reconhecimento que
desejamos que ele receba.... dos outros?
Será que não acreditamos no potencial do nosso próprio
bom gosto, no acerto da nossa criatividade, na qualidade do nosso
trabalho?
Pensemos pelo lado financeiro:
por que gastar R$ 50,00... R$ 60,00 em um único presente
se é possível produzir presentes lindos, únicos,
especiais, maravilhosos, por muito menos que isso? Gaste no máximo
R$ 15,00 e produza uma roupa alegre, de verão, até
com detalhes sofisticados: uma blusinha branca com acabamentos
em lurex prateado; um micro short gracioso com uma flor de crochê
aplicada, uma bermuda confortável e prática, uma
blusinha em cor suave (rosa claro, bege, cru) com delicado bordado
em pedraria, um top franzido, simples e super atual, que pode
fazer par com uma mini saia ou uma calça de comprimento
corsário ou capri...
Uma bata, uma frente única,
um bolerinho de verão; são ou não são
presentes perfeitos que qualquer mulher gostaria de receber?
Você PODE, sim, fazer
presentes absolutamente perfeitos para sua família! Você
conhece gostos, necessidades, tamanhos! Então teça
meias quentinhas para a vovó, tops para as adolescentes,
blusinhas para as adultas da família, coletes para os homens
da casa. Ah, coletes? E por que não???? Homens adoram coletes!
Anime-se! Faça seus
próprios presentes e divulgue o seu trabalho! Mostre o
que você faz! Orgulhe-se do que você faz! Divulgue
o que você faz! É isso que vai dar credibilidade
ao seu trabalho; você mesma precisa ser a primeira pessoa
a valorizar o seu tricô!
Liste, planeje, tricote
seus presentes. Gaste pouco, agrade MUITO.
Mãos à obra!
Nov/Dez/06
- - - *** - - -
VOLTAR
|
Considerando
as belíssimas vitrines, tanta e toda roupa pronta disponível
nas lojas, é de se perguntar: por que, para que e para
quem tricotar?
Em primeiríssimo lugar, no mais alto degrau do pódio.....
por você! Por você mesma, pelo SEU sentido de realização
pessoal, pelo SEU prazer.
É essencial que, além da casa-filhos-escola-roupa-marido-compras,
possamos ter um assunto só nosso, onde estejamos realizando
algo que possamos chamar de "minha atividade". Nos
inserimos no mundo dos negócios tratando de fios, de
peças, de máquinas, de divulgação,
de vendas. E cuidamos do estoque (de fios e de roupas já
tecidas), e planejamos compras (fios, elásticos, botões,
etc) e vendas. Por mais light que possa parecer todo esse conjunto
de pequenos assuntos, você É uma administradora.
Deve
tricotar para ativar, manter ou ampliar a SUA criatividade;
para que você se sinta participativa, atuante profissionalmente,
ativa num segmento comercial SEU. O senso comercial geral fica
desenvolvido; aprendemos a lidar com custos, oferta, qualidade,
preços; melhoramos a nossa visão do comércio
em geral e passamos a ter uma noção ainda mais
aguçada do real valor das coisas que compramos e das
que vendemos.
Inúmeras pessoas devem tricotar como exercício
de saúde: é preciso manter aguçadas a percepção,
a lógica, a concentração, a memória,
a dedução, a auto-crítica e a auto-estima.
Inúmeras vezes a máquina de tricô é
nossa melhor analista, nossa "confidente", nosso ombro
amigo, nossa terapia.
Você
pode tricotar para ampliar a renda familiar e vencer aqueles
obstáculos assustadores dos "extras": o tênis
necessário, o conserto imprevisto, o livro indispensável.
Se o assunto for presentes, você pode PRODUZI-LOS, o que
torna o extra muito menos sensível na sua conta do mês.
Você pode tricotar para ter exclusividade e conforto:
trabalhando fora, a roupa única, prática, que
você faz e ninguém no mundo tem igual, pode ser
uma delícia inigualável. Um guarda roupas exclusivo
e único tem o justo valor do orgulho que você terá
em usá-lo. Mas não esqueça do conforto:
se você tem na família quem nunca acha a roupa
no tamanho certo (altas e magras, pessoas de braços super
longos, etc), tricote para afastar o fantasma dos punhos 7/8,
da manga que quase serve, do comprimento de blusa que por muito
pouco não ficou.... um vestido. É confortável
ter uma roupa certa, que nos permita estar seguras, confortáveis
e bonitas.
Você
deve tricotar para você mesma, antes de todos e de tudo.
Porque você, com toda certeza, será sua cliente
mais exigente! Justamente porque podemos fazer, e sabemos fazer,
não tem como aceitarmos uma roupa que não tenha
ficado dentro dos nossos parâmetros de qualidade, caimento,
tamanho, etc. Conhecemos os defeitos, sabemos corrigi-los; portanto,
exigimos de nós mesmas a qualidade que sabemos que podemos
ter. Isso fará de você uma tricoteira fantástica.
E não é impróprio dizermos que a família,
e os que nos cercam, são nosso mercado mais seleto: além
do gosto pessoal de cada um, VOCÊ mesma há de querer
que estejam bem, com peças corretas, bonitas, adequadas.
É partindo dessas pessoas tão exigentes que o
mercado cincundante (vizinhos, amigos, etc), vai conhecer a
arte do seu trabalho, a qualidade das roupas que você
produz.
Tricote PARA VOCÊ, sempre. Mesmo que a roupa se destine
à sua cliente mais desconhecida, tricote para você,
para o seu padrão de qualidade.
É
certo que todos precisamos sobreviver, ganhar nosso próprio
dinheiro. Isso é essencial, indiscutível. Mas
ganhar dinheiro geralmente é uma consequência!
Se você tricotar por você, com paixão, com
gosto e com entusiasmo, se você tricotar para realizar
um objetivo seu, se você tecer para satisfazer a sua própria
noção de qualidade e beleza, certamente o tricô
vai trazer-lhe ótimos lucros.
(Atenção:
Tricocursos não vende máquinas de tricô;
pesquise no item MÁQUINAS
ou no CLASSIFICADOS, neste site)
VOLTAR
|
A
cada inverno várias perguntas invadem o horizonte de
inúmeras pessoas: será que eu deveria comprar
uma máquina de tricô? Será que vou gostar
dela? Será que tenho aptidão "para isso"?
Será que vou ganhar algum dinheiro com ela?
O primeiro ponto é perguntar: o
que a levou a pensar no tricô à máquina?
Por
exemplo: você já faz um bom tricô à
mão e quer agilizar, melhorar a sua produtividade? Então
isto significa que você já tem centenas de noções
sobre o tricô e a compra da máquina é uma
consequência natural. Nesse caso, não há
dúvida de que você está no caminho certo.
Vá em frente e compre logo a sua máquina.
Por
que você teve esta idéia?
Se
você vê a máquina de tricô apenas como
uma alternativa profissional, é bom pesquisar com imensa
profundidade o assunto. Ganhar dinheiro todas as tricoteiras
querem. Mas é preciso saber que uma máquina de
tricô não tem um botão liga/desliga que
você aciona, fica olhando e a roupa sai pronta dentro
de 10 minutinhos...
Você precisa verificar também se tem inclinação
para essa atividade: você tem bom gosto na escolha de
roupas? Você sempre foi observadora de peças feitas
em tricô? Você tem alguma noção de
costura manual ou bordado, modelagem, manuseio de uma agulha
de costura manual? Se você tem aversão a esse tipo
de atividade, repense os seus objetivos profissionais.
Se
quando você descobriu o tricô à máquina
isso lhe despertou centenas de sensações do tipo
"puxa, que interessante; esta é uma coisa que eu
gostaria de conhecer melhor; deve ser muito bom produzir roupas
assim", então arregace as mangas e se entregue à
pesquisa profunda do assunto. O tricô gosta de curiosidade,
pesquisa, ousadia; a boa tricoteira é uma eterna curiosa,
vive tentando descobrir coisas novas e não tem medo de
tentar, de inovar, de ousar. O tricô à máquina,
nesse caso, é perfeito para você.
Vou
ganhar dinheiro nessa atividade?
A pergunta seria a mesma se você iniciasse qualquer outra
atividade. Imagine abrindo uma padaria: investir (equipamento,
instalação, etc), aprender a fazer o pão,
aprender a administrar sua padaria, conhecer a matéria
prima melhor e mais barata, ficar atendo à clientela,
descobrir o que gostam mais. Repor o investimento na padaria
e ganhar dinheiro vai levar quanto tempo? Dependerá do
seu movimento; e este movimento vai depender do que? Da qualidade
dos seus pães!
Pois assim é no tricô: você vai investir,
aprender, praticar, descobrir o que o mercado gosta, vai aprender
a administrar o negócio, vai ter que aprender sobre os
fios. O tricô dá dinheiro, sim. É uma ótima
fonte de renda mas NÃO admite imediatismo, pressa.
Por isso mesmo, faça todo o seu planejamento preventivo:
você vai se aposentar no ano que vem? Então AGORA
é a hora para comprar sua máquina de tricô,
aprender a usá-la, conhecer fios, tricotar alguma coisa
que já possa mostrar ao seu mercado (que pode começar
no seu ambiente de trabalho); quando a aposentadoria chegar,
você já vai estar pronta para lucrar com o seu
tricô.
Você trabalha fora mas pretende ter filhos e trabalhar
em casa? Pois aproveite enquanto trabalha fora para comprar
sua máquina e preparar o tricô como sua atividade
comercial futura.
Perdeu seu emprego e precisa ganhar algum dinheiro?
Nessa situação você precisa levar em conta
que é necessário TEMPO para preparar sua nova
atividade. A máquina de tricô pode ser muito interessante
como fonte de renda mas nada elimina a necessidade de investir,
estudar, treinar, pesquisar o mercado, etc.
Será
que tenho aptidão para essa atividade?
É bem verdade que existem pessoas que são excelentes
costureiras; outras são fantásticas artesãs,
outras são artistas, atletas, pintoras, etc. A máquina
de tricô é absolutamente envolvente e apaixonante,
mas requer que você goste de enfrentar novidades, desafios.
Você pode nunca ter nem mesmo visto uma máquina
de tricô, mas se estiver disposta a descobrir tudo dela,
se achar que o desafio é estimulante, então jogue
fora todos os medos. Prepare-se para uma paixão arrebatadora
(lembre-se: a máquina é apaixonante!), enfrente
o novo desafio com a certeza de que vencerá. Você
acredita em você, certo? Então você pode,
você deve viver essa emoção. Compre já
a sua máquina!
(nota:
Tricocursos não vende máquinas de tricô;
pesquise no item MÁQUINAS ou no CLASSIFICADOS, neste site)
VOLTAR
|
O
outono está a pleno vapor, deliciosamente frio e estimulante;
é mais que tempo de estarmos abastecidas de fio. Não
se pode imaginar que uma tricoteira precise sair de casa, ir
até uma loja qualquer de fios para comprar "as 300
gramas" necessárias
à roupa que pretenda fornecer a uma cliente. Isso "pertence"
à quem só tricote uma e outra peça eventual
ou a quem lide com tricô manual. Aí sim, compra-se
o fio em gramas.
Mas
a máquina de tricô oferece mais; você pode
MUITO MAIS na sua máquina de tricô. Você
precisa encarar um estoque de fios como sendo a sua caderneta
de poupança. Você precisa abastecer esta sua poupança
para que ela lhe renda bons lucros. Se você quer faturar
no inverno, produzir e lucrar bem, É PRECISO investir
em fio.
O que vale a pena comprar? Quanto?
Relacione as cores infalíveis, que jamais hão
de ser demais no estoque de qualquer tricoteira: preto, branco,
vermelho, marinho, azul jeans, ferrugem, marron, café-com-leite,
bordô, bege, cinza escuro, cinza claro. Cores eternas
que você vai usar a vida toda. Não há inverno
sem elas. Portanto, ter um cone de 1 quilo de cada uma dessas
cores pode poupar-lhe inúmeras "idas à loja",
várias e várias horas no trânsito. Não
se impressione com o nome das cores; vale a cor, não
importa se é marrom ou "café". Importa
que você a tenha no seu estoque.
Cores
adicionais podem ser o uva, o lilás, o rosa médio
(ou "rosa antigo"), o caramelo, o verde militar. Uma
cor "tijolo", um abóbora....
Sempre
que puder, compre um cone inteiro na cor desejada (de 1 quilo,
como os fios industriais HB 2/28) ou 4 cones de 250 gramas (se
o fio for 3/15). Vá aumentando o seu estoque médio
normal, do mesmo jeito que imagina fazer com uma caderneta de
poupança. Todo mes uns 2 ou 3 quilos de fio A MAIS. Pense
que cada quilo de fio adquirido significa 3 peças possíveis
de serem produzidas. Então você gasta R$ 20,00
e tem fio para produzir o equivalente a PELO MENOS R$ 60,00
de produto. Portanto, no momento exato da compra o seu investimento
já lhe assegura lucratividade certa. E que lucratividade!
Sabe quanto demoraria para que esses seus R$ 20,00 virassem
R$ 60,00 numa caderneta de poupança bancária?
ANOS!!!! Mas você pode ter em casa 10 quilos de fio que
podem lhe render o equivalente a 30 peças de tricô
que você pode vender num único mês ou em
3, ou em 5 ou em 6 e ainda assim seu retorno financeiro será
excelente como investimento.
Ah,
mas e se o inverno for ameno? Minha amiga, fio não estraga
nem precisa ser congelado. Portanto, o que você não
usar vai continuar sendo INVESTIMENTO e vai continuar a significar
3 peças por quilo de fio guardado! Pense nisso!
E
você pode mesclar um estoque de fios de inverno E DE VERÃO.
Sim, peças leves, rendadas, feitas em fio de verão,
mesmo que de mangas compridas, são perfeitas para frios
amenos. São ótimas para o inverno da Bahia, do
Ceará, do Rio de Janeiro ou para os dias "meia estação"
tão comuns no intermédio das frente frias intensas.
Você pode tecer usando 2 fios de verão e 1 de inverno,
sem grilos e sem problemas!
Enfim,
de fio em fio podemos fazer um estoque ótimo. De cone
em cone podemos criar um estoque vigoroso e estimulante, que
nos dará segurança, agilidade, produção
mais tranquila e a certeza de que cada centavo investido é
faturamento que você pode realizar.
Estoque
é lucro. Estoque é poder atender ao seu mercado
com tranquilidade; estoque é certeza de que pode produzir
combinando cores, mesclando tons,
De fio em fio, teça a sua poupança, semeie o seu
estoque e colha ótimos lucros.
Julho-Agosto/2006
VOLTAR |
A
correria já se estabeleceu: o comércio não
nos deixa esquecer que Maio é mês de pensarmos
nelas, as mulheres de todas as vidas: mães e noivas.
Sim!
Que noiva, dos tempos idos, não lembra do indispensável
sonho de ganhar, no casamento, uma maravilhosa máquina
de costura? Qual avó não teve uma? Qual mãe
não usou a máquina de costura da vovó?
Quantas mães não deixaram às suas filhas,
como herança afetiva forte, uma usada e amada máquina
de tricô? Quem não viu uma vizinha ou tia tricoteira
enchendo de roupas gostosas e quentinhas todos os invernos da
família?
Mas
a industrialização comeu nossos sonhos e afogou
todas as mulheres na tentação das vitrines convidativas!
Sem a realidade do fazer, do criar, do vestir a casa, e todos
os filhos, com os tecidos que suas mãos costuravam ou
com as malhas que teciam maravilhosamente nas suas máquinas
de tricô.
A
moda refez caminhos e sugere um retorno à criatividade
tão exclusiva do artesanato e do artesanal. Máquinas
de costura e de tricô voltam aos sonhos de quem ainda
pode exercer sua criatividade e agasalhar filhos, netos, noras,
genros. Sem esquecermos que isso representa, também,
a possibilidade de uma renda extra que pode ser extremamente
interessante!
Quem
sabe não está ao alcance da sua gratidão
realizar o sonho de quem ainda tem muita e tanta energia para
se emocionar de alegria, vibrar de contentamento, esbaldar-se
de felicidade ante um presente tão especial? Esqueça
os perfumes que a vaidade já não necessita mais;
esqueça o chinelinho que não leva mais a novos
caminhos; dê à mãe da sua vida algo que
a faça sentir-se criativa, admirada, realizada! Desafie-a
a sentir-se produtiva e participativa! Dê a ela uma máquina
de tricô! Dê-lhe um novo desafio!
Ganham todos os filhos: da alegria ímpar de se realizar
um sonho, a nova postura animada e dedicada que a atividade
fatalmente ocasiona; ganha a mãe, em relacionamentos
(na fornecedores, clientes, vizinhas, amigas, etc), ganha a
família em roupas exclusivas, tecidas com um carinho
único e impagável.
Falando
em valores, uma boa máquina de tricô já
não está mais distante do orçamento de
"filhos unidos que jamais serão vencidos".
Com toda certeza uma pesquisa
vai causar-lhe uma ótima surpresa.
Não pense no Dia das Mães como o preencher de
um momento obrigatório. Pense em iluminar a vida dessa
mulher que, se criou VOCÊ e venceu tantos desafios no
dia a dia da vida, tem plena capacidade de retomar um sonho
e criar para si uma realidade de conquistas e de uma nova realização
pessoal.
Maio-Junho/2006
VOLTAR
|
As
vovós as usavam cheias de orgulho; eram o máximo
de sedução a que o recato lhes permitia.
Rainhas (e até reis), não eram nada sem suas roupas,
babados e golas maravilhosamente rendadas.
O vazado artístico do tecido sempre foi sinônimo
de sofisticação, riqueza (porque poucos podiam
tê-los) e, por consequência, também de poder.
Como
a moda é saudade, quando se inspira no passado, ou é
esperança (quando tenta antecipar o futuro), ciclicamente
a história da moda registra a valorização
das rendas e todo tipo de rendado. Agora, por exemplo, as rendas
e assemelhados estão em todas as vitrines.
Mais
um motivo, e um ótimo motivo, para você fazer sua
máquina de tricô brilhar! Sua "coleção
outonal", sua produção pré-inverno
pode perfeitamente ser construída sobre essa capacidade
maravilhosa que a sua máquina de tricô tem! E não
estamos falando de "carro de verão". Com ele
ou sem ele, é hora de você tecer RENDADOS!
O que é uma renda? Furinhos cuidadosamente organizados
como um desenho, preferencialmente delicado, que dão
uma ventilação adicional e uma charmosa sensualidade
ao tecido.
FURINHOS!
Se você tem carro de verão na sua máquina,
então não haverá perdão a que não
seja usado em casaquetos, blusinhas, mangas, boleros.
Se você não tem carro de verão, é
hora de tentar criar conjuntos de furinhos que causem um ótimo
efeito sem grande trabalho manual. Sim, furinhos organizados.
Listras horizontais, verticais ou diagonais de furinhos feitos
a cada 4 ou 6 carreiras, florzinhas de 4 ou de 6 furos feitas
a cada 10 carreiras, agrupamento de rendado no estilo "motivo
único", como um grande losango todo furadinho ou
o contorno de pequenos losangos sobrepostos que cortam a blusa
de alto a baixo apenas entre as agulhas 10 e 30 da esquerda.
Enfim, a sua criatividade pode muito mais.
A má notícia é que existem incontáveis
máquinas que TÊM CARRO DE VERÃO, são
capazes dos rendados mais espetaculares que não são
feitos por absoluta falta de aprendizado e treinamento. Pior
que isso: já houve quem desrecomendasse o uso do carro
de verão; só se pode imaginar que o desconhecimento
seja a base para esse absurdo; não há outra possibilidade.
Uma
das boas vantagens do rendado é que ele permite a proteção
na medida certa para frios menos intensos. Você pode fazê-lo
usando fios de verão (casacos leves, boleros) ou usando
fios de inverno (casaquetos, boleros e blusas). O rendado, em
fios de inverno, fica maravilhoso. Mangas rendadas, em blusas
lisas, dão um efeito sofisticado e elegante.
Experimente aprender, treinar, praticar muito os rendados que
podem ser feitos na sua máquina. Há um oceano
de possibilidades que a moda, e a sua máquina, permitem
fazer só com o rendado. Este pode ser o grande diferencial,
aquele algo a mais que a sua produção pode ter
este ano.
As suas clientes, e os seus lucros, vão adorar essa novidade.....
VOLTAR
|
Sempre
que você tiver à mão uma revista feminina,
dê-se ao trabalho de olhar, foto a foto (o que inclui
os anúncios publicitários), quantas
vezes você vê roupas de tricô e de malha (mesmo
que industrial).
Analisando
incontáveis publicações, até mesmo
as internacionais, nota-se claramente que situações
de conforto e aconchego habitualmente mostram pessoas vestindo
tricô. Malhas finas, justas ou confortavelmente soltas,
vestem as situações que demonstrem dia a dia
(trabalho, andanças pela cidade). Nas edições
de moda, claro, o tricô não pode faltar: vai do
twin set básico aos cardigãs necessários.
Os estilistas de fama mundial não dispensam tricô
nas suas coleções (especialmente as de inverno):
Stela McCartney é entusiasta do tricô, só
para citarmos UM exemplo; sua coleção inverno
desse ano traz vestidos de tricô belíssimos. Stela
é inglesa e suas coleções desfilam em Londres,
Paris, Milão, Nova Iorque.
Para
2006 há uma tendência ainda maior à valorização
do tricô; de todo tipo de tricô (do manual ao industrial).
Os segmentos voltados à produção artesanal
ou artística levam vantagem porque têm o toque
personalizado que se deseja: são bordados, crochê,
pinturas, etc., que adicionam à moda tricô o valor
da exclusividade.
Independente
de férias, praia, sol e mar,
fique atenta ao movimento sutil mas firme que o tricô
está fazendo; mais que aparecer anônimamente em
revistas, está sendo inserido abertamente nas maiores
vitrines da moda.
Isso tem tudo a ver com você. Toda tricoteira é
um ponto de referência para essa tendência. Você
precisa acompanhar esse crescimento da valorização
da sua própria atividade. Você precisa ter consciência
que o seu tricô É PARTE dessa tendência,
você faz parte da cadeia produtiva que se origina nela.
Abra
os olhos a todo tipo de tricô que lhe seja possível
ver: das revistas às passarelas. Anote, treine, inspire-se
nos modelos vistos. É tempo de observar, planejar o seu
futuro imediato - o próximo inverno. Janeiro trouxe o
inverno da imprensa - a moda inverno 2006 desfilou no São
Paulo Fashion Week. Dali em diante o objetivo da produção
brasileira, incluindo o de toda tricoteira, ficou definido.
Portanto,
não se desligue do tricô só porque há
um clima de férias no ar. O bom gosto não tira
férias, a criatividade não se desliga, a nece$$idade
não adormece. Há tricô vibrando na moda
internacional, há tricô sendo planejado nas grandes
marcas do ramo; observe, anote, inspire-se. A produção
que você fará, o estoque que você terá
e o seu futuro lucro, agradecem!
VOLTAR
|
www.tricocursos.com.br
|