EDITORIAL

SONHO E REALIDADE


Há uma tendência natural a sermos, todos, sonhadores. A riqueza faz parte dos sonhos, estimulada no dia a dia pela publicidade, pela loteria, pelos inúmeros sorteios que proliferam em anúncios de TV.
Pode-se não saber como ganhar (muito dinheiro), mas certamente todos somos especialistas em gastar. Nossos sonhos, alimentados pela beleza das paisagens longínquas, já nos remete a locais paradisíacos quando pensamos em liberdade de gastos.
Isso é bom, mas pode trazer uma noção equivocada do que vale a pena fazer e ganhar. Enquanto uns olham até com certa piedade a quem sobreviva de vender cafezinhos a R$ 2,50 cada, outros, justamente os que vivem de pequenos lucros, vivem bem e realizam pequenos grandes sonhos: a escola dos filhos, a casa própria, etc..
Há quem tenha atividades onde poderiam receber R$ 20,00 ou R$ 30,00 ou R$ 50,00 por cada produto ou serviço mas acham que isso não é remuneração para “uma pessoa como eu”. Como acabam não fazendo nada (porque não encontram uma atividade à sua altura), ficam sem remuneração alguma. Acontece muito... no tricô!

Acredite: é MUITO COMUM encontrar mulheres cuja máquina de tricô não lhes dá renda alguma; e não é porque não queiram ou não precisem.
“Não vou trabalhar para vender um par de meias por R$ 12,00”.
“Não vou tecer uma blusa e receber só R$ 40,00”.

Em que planeta vivem? Que noção de custos e de lucros tem essas pessoas?  
Considerando o custo do fio (principalmente), receber R$ 40,00 e ter gasto apenas R$ 7,00 em fio não permite que se diga que não vale a pena produzir a roupa.
Ninguém vive de vender um único cafezinho a R$ 2,50 ou uma só blusa a R$ 40,00. É preciso gerar movimento, fazer o melhor cafezinho para atrair clientes; é preciso fazer o seu tricô agradar, ser mais que bonito: deve ser diferente, bom, atraente.

O diferente é uma das chaves do sucesso. E só se poder fazer um trabalho diferente se conhecermos bem o que fazemos, se soubermos fazer mais do que apenas tecer. É preciso criar detalhes diferentes, acabamentos inusitados, combinações de cores e de técnica... diferentes. As pessoas querem roupas únicas, especiais, lindas.  Ou o que não existe em “outro lugar” como pijamas e ceroulas em lã, meias calça personalizadas, fuzôs diferenciadas (com tranças, canelados especiais, rendado) mas em lã.  Ou peças com bordados especiais (pedras, tachas, lantejoulas, lurex, vidrilhos).

A máquina fechada não vai gerar lucro nem de uma, nem de 20 blusas. Muito menos o de 40, 50,  60 ou 80 peças vendidas. Muito menos ainda o prazer de roupas especiais feitas para você e para os seus.
Caia na real. Tricotar é lucrativo sim, vale a pena vender por preços competitivos, vale a pena um tricô criativo, diferente, caprichado. O mercado tem dono sim; ele sempre será  justamente desses, dos que sabem fazer aquilo que o mercado gosta ou precisa. Dão, ao que ganham, a real importância que todo lucro merece.

Você pode, e deve, ser uma dessas pessoas.

- - - *** - - -


www.tricocursos.com.br